Horizonte Histórico

  • O Conde de Tarouca e a Diplomacia na Época Moderna

    Revelando-nos curiosos aspectos do meio aristocrático onde nasceu e viveu, além das venturas e desventuras da prática diplomática que desenvolveu ao longo da vida, este livro dá a conhecer a complexa teia de conexões que na época se estabeleciam entre as trajectórias familiares e sociais e os percursos políticos. Diplomata de representação, Tarouca cedo assumiu o papel de diplomata de negociação, prenunciando as grandes mudanças que a especialização iria introduzir na prática da diplomacia após Utreque. São essas mudanças, desde o congresso de Vestefália até à Paz de Viena que o leitor poderá encontrar nesta obra. O quadro rigoroso que é traçado nesta obra, acerca da política externa europeia na época moderna e a consequente articulação com as opções políticas de Portugal, no quadro das relações internacionais, tornam-na, muito mais do que uma simples biografia, numa obra de referência. A autora, Isabel Cluny, é investigadora do Centro de história Contemporânea e professora-orientadora do núcleo de estágio, na Escola Secundária D. Luísa de Gusmão. É autora de diversas obras e artigos, dos quais destacamos “D. Luís da Cunha e a Ideia de Diplomacia e Portugal”, também editada pelos Livros Horizonte.

    35.23
  • Salazar e a Europa. História da Adesão à EFTA

    O que levou o regime de Salazar a quebrar o “orgulhosamente sós” e a apostar na adesão à EFTA, em 1956? E como conseguiu Portugal tornar-se membro fundador de uma organização a que pertenciam países altamente industrializados? O objectivo deste livro é esclarecer um processo negocial apontado como um dos mais bem sucedidos na história da política externa portuguesa do século xx.

    18.44
  • Marcello Caetano: Poder e Imprensa

    Este livro observa o poder político marcelista a partir dos seus discursos e representações na imprensa e observa a imprensa a partir dos jornais, dos jornalistas e dos grupos económicos.

    26.50
  • Ordens Religiosas em Portugal – Das Origens a Trento-2ª.Edição

    40.28
  • Igreja Católica na Origem do Estado Novo

    Nas vésperas do 28 de Maio os revoltosos estavam divididos em duas facções: uma, que tinha como dirigente o capitão de mar e guerra José Mendes Cabeçadas, apostava num projecto político de cariz democrático; a outra, na aparência liderada pelo General Gomes da Costa, batia-se por um estado forte, que estabelecesse a ordem na política, nas ruas e nos espíritos, e reorganizasse política, económica e socialmente o país. Com a presença do Episcopado poertuguês, realizavam-se, em Braga, as cerimónias litúrgicas do Congresso Mariano. Gomes da Costa prometeu-lhes, então, se triunfasse, o reconhecimento da personalidade jurídica da Igreja, a liberdade de ensino religioso nas escolas particulares, a restituição à Igreja dos bens que estavam na posse do Estado e que lhe haviam pertencido, e a aposentação dos párocos. Rapidamente Cabeçadas e Costa foram devorados por um processo que reflectia as divisões dos homens que disputavam o poder, com ideias diferentes quanto ao modelo de sociedade que queriam, e quanto aos modelos ideológicos que defendiam. Sem que ninguém em rigor contolasse politicamente os acontecimentos o processo revolucionário continuou, com a situação financeira do país a agrvar-se. Vivia-se num clima de guerrilha permanente, de boatos, intrigas e notícias alarmentes. A Igreja católica, nessa altura, esteve ao lado dos que se batiam por uma solução autoritária de direita. No dia 27 de Abril de 1928 Salazar entrava para a pasta das finanças. Ao lançar os fundamentos de uma gestão responsável e coerente das finanças portuguesas, encontrou ao seu lado o mundo católico. Mais, quando a 29 de Junho daquele ano apelou aos portugueses para que pagassem as suas contibuições de uma só vez, em vez de o fazerem em duas prestações, a Igreja mobilizou-se. Em documentos individuais os bispos recomendavam aos seus párocos, em particular, e aos seus paroquianos, em geral, que cooperassem com o ministro das finaças, na”obra patriótica de salvação do país”. Começava-se, assim, a lançar uma política e um projecto, que iriam vigorar por muitos anos.

    22.21
  • Senhorias Laicas Beirãs no Seculo XV

    O autor apresenta o quadriculado da Comarca da Beira dos séculos XIV e XV, onde, na sua grande maioria, em alargados conjuntos de terras e partículas várias de solo se agrupavam os Beirões de então, uns aí nascidos, outros residentes ou com grande número de bens imóveis. Fala da Nobreza tão-só, dos feudos respectivos, do alargamento dos mesmos por modos irregulares e da sua primitiva aquisição por doação régia, como forma de recompensa pelo protagonismo nas múltiplas conjunturas dos ditos séculos. Refere ainda como nasceram por lá os primitivos núcleos de propriedade dos filhos segundos que, por lei, não tinham direito a quinhão familiar. Discrimina as produções alimentares e “industriais”, os monopólios, nomeações e privilégios daqueles cujos filhos e netos veremos depois nas Ilhas, no Brasil, na Índia, na China e no Japão.

    22.16
  • As Politicas Portuguesas na Índia e o Foral da Goa

    Em As Políticas Portuguesas na Índia e o Foral de Goa, o autor foge aos lugares comuns e diverge das interpretações tradicionais, apresentando uma visão dos Descobrimentos Portugueses distinta das teorias consagradas. Fazendo uma investigação criteriosa e uma análise fria dos acontecimentos, chega à conclusão de que, se do ponto de vista científico e técnico a empresa comandada por Vasco da Gama foi um dos maiores sucessos mundiais, do ponto de vista político, diplomático e comercial foi um rotundo falhanço. Confrontando os interesses das mais diversas forças em presença no teatro de guerra em Goa, descortina a razão principal que levou Afonso de Albuquerque a entregar o comando das forças locais a estrangeiros e não a originários de Goa, depois da segunda conquista daquela importante cidade da costa ocidental indiana. Estudando minuciosa e cuidadosamente o Foral de Goa, considera-o, não como uma dádiva do monarca português mas como um documento negociado e acordado entre os portugueses e goeses, indispensável para uma convivência equilibrada entre vencedores e vencidos. Retira a Afonso Mexia a importância que tradicionalmente lhe é atribuída e chega à conclusão de que, embora os forais portugueses tenham servido de guia ao redactor ou redactores portugueses do Foral de Goa, o principal modelo que lhe serviu de base foi o documento ou documentos que existiam antes da conquista de Goa pelos portugueses, bem como os livros das leis antigas de Goa e das terras firmes.

    16.11
  • A República de Sebastião de Magalhães Lima

    Este livro apresenta um estudo sobre Sebastião de Magalhães Lima, uma das figuras que, nos finais do século XIX e inícios do século XX, mais se destacou no combate pela hegemonização da cultura republicana. Em vésperas da comemoração do centenário da República, esta obra ilustra como alguns dos temas centrais à utopia republicana – liberdade de pensamento e laicismo, educação e cultura republicana, descentralismo, federalismo europeu, pacifismo e feminismo – conservam toda a sua actualidade.

    19.99
  • Diplomatas e Diplomacia

    No imaginário do mundo ocidental a figura do diplomata surge com contornos mais ou menos míticos e a diplomacia como uma actividade com o seu quê de misterioso, de secreto, senão de mágico. Sobre os diplomatas, como representantes de soberanos e encarregues por estes de missões específicas junto dos seus pares, recaiu ao longo da História o prestígio que ali alcançavam, por mérito próprio, e também por configurarem o poder de quem os enviara. A queda do Antigo Regime e a génese do Estado Contemporâneo, com a desfulanização da soberania e a crescente profissionalização dos servidores do Estado, configurou de modo diferente o mundo diplomático. Com o tempo foram sendo introduzidas alterações mais ou menos significativas que contribuíram para a substituição do imaginário e do mítico, pelo concreto e objectivo, sem que o anulassem completamente. Os investigadores do Projecto Ciência Política e Relações Internacionais, do Centro de História da Cultura da Universidade Nova de Lisboa, ao organizarem o Colóquio Internacional Diplomatas e Diplomacia – Retratos, Cerimónias, Práticas, tiveram em mente salientar simultaneamente o carácter temporal da diplomacia e a temporalidade que a acompanha na sua prática e nos seus «agentes». E quiseram chamar a atenção para as incidências do devir histórico na condução dos negócios estrangeiros por Governantes e Estados, e na arte de negociar com o objectivo da defesa dos seus interesses e direitos perante outras sociedades politicamente organizadas. Para isso, foram delimitadas as balizas cronológicas das intervenções do século XVII aos nossos dias, período marcado pelo despontar da modernidade e da contemporaneidade, assim como pela crescente configuração dos Estados e das Nações. Autores: Adriano Moreira António Vitorino Daniela Frigo Isabel Cluny Luís Nuno Rodrigues M. Victoria López-Cordón Cortezo Maria Filomena Mónica Nuno Severiano Teixeira Pedro Cardim Zília Osório de Castro

    24.23
  • Henrique, O Navegador

    O Infante D. Henrique é uma figura basilar, diríamos mesmo mítica, da História Medieval ocidental. Há muito que se impunha a edição de uma nova biografia do Navegador à luz da mais recente documentação disponível. O conceituado historiador britânico Peter Russell recorreu a muitos desses estudos documentais para elaborar um testemunho eloquente e de leitura agradável da vida do Infante. Ao mesmo tempo que atenta em todos os aspectos das suas viagens de descobertas na costa atlântica africana – incluindo as consequências económicas e culturais e as difíceis questões de legislação internacional e jurisdição papal – Russell examina em pormenor as outras esferas de actividade que contribuíram para a notoriedade do Infante ou que a questionaram.

    32.00
  • A Carbonária em Portugal, 3.ª edição

    O estudo das organizações secretas está limitado, como é natural, pelo seu carácter reservado, pela quase inacessibilidade ou inexistência de documentos que nos permitam olhá-las como simples objecto de investigação. Se não é fácil escrever sobre a Maçonaria, ainda é mais difícil estudar a complexa trama de sociedades secretas que, inspirando-se nela, no plano formal, tinham objectivos diferentes, situando-se até em pólos diametralmente opostos. Uma dessas organizações foi a Carbonária, que terá nascido em Nápoles, em plena Restauração, fundada por Pierre Joseph Briot, antigo conselheiro de Joaquim Mura, e que fizera parte da Associação dos Bons-Primos Carbonários, possivelmente com ligações ao Iluminismo bávaro e à Maçonaria. Fortemente implantada em Itália e em França, a Carbonária arregimentou elementos descontentes com o rumo da Europa depois do Congresso de Viena. Em Portugal, é assinalada a existência de uma organização carbonária no início da década de trinta do século XIX, possivelmente com origem em emigrados liberais refugiados em Paris. Intermitentemente, ao longo da centúria de Oitocentos, surgem referências mais ou menos difusas à existência da Carbonária, nas décadas de quarenta e de cinquenta, tendo como centro irradiador a cidade de Coimbra. Procuramos, neste livro, estudar, com as limitações já referidas, duas organizações carbonárias, ambas fundadas nos finais do século XIX, e que tiveram um papel determinante na preparação do advento da República: a Carbonária Portuguesa e a Carbonária Lusitana.

    16.43
  • Portugal

    Portugal oferece ao geógrafo um manancial de meditações fecundas. Em contacto com o mundo atlântico e o mundo mediterrânico, pedaço do antigo soco da Meseta Ibérica, mas agitado por abalos sísmicos procedentes dos abismos oceânicos, Portugal é realmente uma região singular de geografia física zonal. Mas é princi-palmente pela riqueza e variedade da vida regional que nos prende a atenção.

    18.02 12.61
  • A Questão Religiosa na I República

    A 5 de Outubro de 1910 era proclamada a República em Portugal. Corroída por uma profunda crise a monarquia cedia. Iniciava-se a perseguição às ordens religiosas e aos seus membros, acusados de responsáveis pelo atraso do País. Três dias depois da vitória republicana o Governo Provisório ordenava a aplicação integral da legislação do Marquês de Pombal e de Joaquim António de Aguiar sobre associações religiosas e conventos. Rapidamente o novo Executivo suprimia o juramento religioso e os actos civis na Faculdade de Teologia da Universidade de Coimbra, extinguia o ensino da doutrina cristã nas escolas primárias, ordenava que deixassem de existir os feriados em dias santificados, decretava o divórcio e novas leis sobre o casamento e a protecção dos filhos, etc. A 20 de Abril de 1911 chegava a hora de ser publicada a tão desejada, por uns, e a tão temida, por outros, Lei da Separação do Estado das Igrejas. A 1.ª Guerra mudou muita coisa. As crenças e a fé religiosa revigoraram. As quaren-tenas espirituais, as procissões, os abaixo assinados para que o Corpo Expedicionário que seguia para França incorporasse capelães militares, etc., intensificaram-se. Depois surgiram as aparições de Fátima. Com Sidónio Pais a Igreja Católica ganhou espaço e viu a Lei da Separação ser suavizada e as relações diplomáticas entre Portugal e o Vaticano restabelecidas. Depois de Sidónio e da Monarquia do Norte, a Igreja tomou consciência que seria de outra forma que teria de defender os seus interesses. A 18 de Dezembro de 1919 Bento XV dizia aos católicos portugueses que a Igreja não devia estar sujeita a facções nem servir os partidos políticos, antes lhe competia exortar os fiéis a obedecerem ao Governo, “seja qual for a Constituição Política”. Os bispos, o clero e o Centro Católico adaptaram os seus comportamentos e discursos a essa orientação. A Igreja e as suas organizações passavam a defrontar os grupos radicais anticlericais, e os monárquicos-católicos, que os acusavam de apoiarem a República maçónica e laica. Por entre revoltas, conspirações, greves, assaltos a estabelecimentos comerciais, atentados à bomba e a tiro, etc., a República agonizava. A desordem persistia e com ela novos tempos se anunciavam. A Igreja, por processos constitucionais, aproveitava esse caos e movimentava-se para reassumir o peso que tivera na sociedade portuguesa.

    25.44
  • Estudos Medievais

    Dos estudos reunidos neste volume desprende-se pleno de vigor o ser humano, dividido entre o corpo e o espírito, entre o sagrado e o profano, entre a norma e o desvio, entre a representação e a realidade. Aspectos fundamentais como a sexualidade e o erotismo, a alimentação, o lazer, a doença, a devoção religiosa são elucidados mas sempre tendo presente que estavam condicionados, nas suas formas e interpretações, pela hierarquia social predominante e pelas concepções em vigor sobre a natureza, o homem e Deus. O estudo do quotidiano surge então como uma forma aliciante de compreender e interpretar a sociedade medieval. Na análise das suas práticas, da sua regulamentação, dos seus vestígios podem ler-se as tensões, equilíbrios, poderes, angústias, medos e esperanças dos homens e mulheres que tiveram a Idade Média como tempo e espaço da sua vivência terrena. Autores: José Mattoso Iria Gonçalves Maria Adelaide Miranda Teresa Botelho Serra Rosa Varela Gomes Eugénia Cunha

    15.14
  • Horizontes Urbanos Medievais

    A leitura dos textos reunidos neste livro pode ser encarada como um percurso em busca de uma paisagem perdida: a da cidade medieval portuguesa. Com efeito, apesar de as cidades e vilas portuguesas ainda apresentarem muitos vestígios da especial organização do espaço desses tempos já tão recuados, o pleno reencontro com a cidade medieval é sobretudo possível a partir de um lento e minucioso trabalho de reconstituição realizado a partir de informação, na maior parte dos casos não intencional, conservada nos documentos escritos coevos. E foi exactamente a partir desses documentos que a autora conseguiu reaver os principais contornos dessa tão complexa e viva tessitura urbana, feita de ruas, casas, igrejas, edifícios notáveis, muralhas e castelos. Mas também de gentes, que através da vivência dos seus quotidianos lhe imprimiam uma identidade própria. Um reencontro com a cidade medieval portuguesa que, todavia, não se deve esperar que seja luminoso e definitivo. Tal como as damas a quem os trovadores dedicavam as cantigas de amor, a cidade medieval deixa-se apenas vislumbrar, para que não esmoreça a curiosidade de quem a visita.

    15.14
  • História Diplomática de Portugal. Uma Cronologia

    Grandes historiadores, como Marc Ferro e Joel Serrão, subscreveram títulos de história cronológica. Quer isto dizer que continuam a justificar-se, inequivocamente, obras de referência desta natureza e com estas características. (Não é a história a “ciência dos homens no tempo”?) A História também se tece com estes fios. Não nos iludamos: são tão necessários os trabalhos com um pendor mais explicativo, como estes que vivem essencialmente de factos e de aconteci-mentos. Até porque esta história factual (à falta de melhor palavra) é fundamental para a construção de uma outra mais “complexa”, mais conceptual. São duas dimensões que se complementam. E se é importante encontrar uma certa lógica das evoluções e procurar grandes explicações (estruturais), é também essencial reafirmar “o papel do Acontecimento”, da curta duração, do que se agita à superfície, em suma, “reabilitar o fortuito, restituir importância ao singular” e reafirmar o protagonismo dos indivíduos (René Remond). É esta dimensão da história que se cultiva, exemplarmente, neste trabalho do Embaixador Castro Brandão. Na sequência da já extensa lista bibliográfica do autor – com especial ênfase em títulos relacionados com a cronologia e as relações internacionais –, eis mais uma obra de referência e de consulta obrigatória. “Uma cronologia”… – aceita-se o subtítulo, por justificados receios… De facto, se a história é sempre uma escolha – e escrever é seleccionar e optar –, inevitáveis ausências e silêncios detectam-se ainda mais em trabalhos como este. Mas, ao pensarmos no fôlego da obra, no manancial e quantidade de elementos, de dados e de pormenores, na qualidade e na diversidade da informação e das informações – desde os grandes tratados às (só aparentemente) singelas efemérides –, ao pensarmos em tudo isto, creio que estamos, neste momento, no campo da história diplomática, na presença de a cronologia… Não sabemos que mais admirar neste escrito (uma vez mais pioneiro): se o infatigável labor, se o trabalho de pesquisa e de inventariação, se a riqueza, se o rigor, se a minúcia… Obra essencial, que tem tanto de valiosa como de útil, para historiadores e especialistas – sobretudo para os que privilegiam as relações internacionais –, mas também para o grande público que não deixará de encontrar respostas para muitas perguntas… As cronologias de qualidade continuam a ser preciosos instrumentos de trabalho para todos os que se interessam pela História. Augusto José Monteiro

    34.98