Horizonte Histórico

  • As Lágrimas de D. João VI

    As Lágrimas de D. João VI é o resultado da recolha das notas e leituras que a autora vem fazendo, ao longo dos últimos anos, em torno da vida privada e semioficial da família real portuguesa, nomeadamente dos reinados de D. Maria I e D. João VI.

     A vida deste rei, pode dizer-se sem erro de julgamento, foi altamente condicionada e elevada a patamares nunca anteriormente vivenciados, de forma tão dramática, por um monarca português, dadas as exigências e desafios com que foi confrontado. As lágrimas que encontrará vertidas nesta narrativa são a imagem das que o rei chorou, amarga, dolorosa e sentidamente, ao longo da sua vida.

    Tendo em consideração os factos marcantes da biografia de D. João VI – que da condição de infante se viu inesperadamente projectado à de príncipe regente, face à morte prematura do irmão e à renúncia da mãe ao trono –, e não obstante as vicissitudes do seu reinado, D. João, como nenhum outro rei português, teve o privilégio de ser aclamado rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, e, de uma forma igualmente única, acabará os seus dias usando a real chancela de imperador.

    18.90
  • Esquecidos em Abril – Os mortos da revolução sem sangue

    Prefácio de Miguel Real

    Seis nomes sem biografia, encontrados no virar de uma página, são como seis cadáveres desconhecidos. Objetos de curiosidade mórbida e de indignação momentânea, que depressa acabam esquecidos.

    A 25 de Abril de 1974, cinco portugueses, qua-tro civis e um funcionário da PIDE, morreram na rua António Maria Cardoso; no dia seguinte, um agente da PSP foi assassinado no Largo de Camões. Fala-mos de João Guilherme de Rego Arruda, José James Harteley Barneto, Fernando Luís Barreiros dos Reis, Fernando Carvalho Giesteira, António Lage e Manuel Cândido Martins Costa.

    Esquecidos em Abril é uma investigação jornalística que dá corpo à memória dos mortos do golpe de Estado, pela primeira vez em 45 anos, expondo o mito da Revolução sem Sangue, que habita grande parte da consciência coletiva nacional.

    13.90
  • HENRIQUE, O NAVEGADOR – 2.ª edição

    Nova Edição com Prefácio de Luís Miguel Duarte

    “Acredito que, para nos aproximarmos o pouco que nos é permitido da vida de um homem extraordinário como foi o Infante D. Henrique, não podia haver ninguém melhor do que outro homem extraordinário, o historiador Peter Edward Russell.”

    Luís Miguel Duarte, Professor de História Medieval

    Mas diz mais: “Este é um dos dez livros de História que eu levaria para uma ilha deserta. É uma obra de maturidade de um investigador de exceção, escrita com uma elegante economia de palavras, com inteligência e com humor, estimulante nas interrogações, sedutora nas propostas. Para nós, portugueses, sobretudo os da minha geração e os de gerações anteriores, que tiveram de conviver assiduamente com um Infante heroico, visionário, quase santo – e profundamente maçador, para não dizer enjoativo – esta biografia é uma lufada de ar fresco e de vivacidade. Destrói o que ainda resta do mito, sem matar a nossa curiosidade.

    Fala-nos de um homem que se sentia como um verdadeiro cruzado, que levou muito a sério o seu horóscopo e que tentou fazer com que a sua vida concretizasse as respetivas previsões, que sonhava ser rei: das Canárias, de Granada, do que fosse, já que de Portugal era impossível. Como descreveria o Infante?, perguntam ao historiador em 1994: como ‘uma pessoa interessante mas muito enigmática’.”

    32.00
  • O Príncipe Piloto

    D. Afonso de Bragança, o menos conhecido membro da última família real portuguesa, deixou-se contagiar pela magia que irradiava dos novos veículos que a Revolução Industrial do último quartel do século XIX fizera surgir além-Pirenéus. O popular «Arreda» nunca se conformou com a monotonia palaciana e sempre que podia trocava os salamaleques de salão pelo óleo sujo dos motores dos automóveis que colecionava. Por cada vénia que o protocolo lhe exigia, imaginava uma perigosa aventura aos comandos do seu batalhão de bombeiros. Preferia o sobressalto do momento ao calendário repetitivo da agenda real. A paixão fugaz ao amor eterno. A popularidade à  reverência. A aprendizagem prática ao estudo clássico. Trocava, enfim, as fastidiosas partituras musicais do piano da sua mãe, Maria Pia, e do barítono paterno, o rei D. Luís, por um simples mas virtuoso golpe de volante numa qualquer ruela lisboeta. Ao descobrirem-se os caminhos tortuosos da vida de Afonso, é Portugal que se desenha nas suas virtudes e nas suas misérias. Um país dividido entre a bancarrota da Monarquia e a falência da Primeira República.

    18.20
  • Ordens Religiosas em Portugal – Das Origens a Trento. Guia Histórico – 3.ª edição

    Consciente da importância que as ordens religiosas tiveram nos mais variados aspectos da história medieval de Portugal, não posso deixar de me regozijar pela publicação deste Guia. Estou firmemente convencido que prestará serviços inestimáveis tanto a historiadores como a investigadores interessados na conservação do património e no estudo da história local. Trata-se de um Guia que reúne informações de base com indicações do que o leitor, desejoso de saber mais, precisa de ter em conta para avançar com segurança nas suas pesquisas. Também estou em condições privilegiadas para poder recomendar uma obra cujos méritos sei apreciar com objectividade, porque conheço as numerosas dificuldades que os seus autores tiveram de vencer e posso garantir as suas qualidades de rigor e de crítica, no trabalho que têm vindo a desenvolver.

    JOSÉ MATTOSO

    39.50
  • Uma viagem aos bastidores do casamento de D. Filipa de Lencastre e D. João I

    A 2 de Fevereiro de 1387, celebrou-se na cidade do Porto o casamento entre D. João I e D. Filipa de Lencastre, o primeiro da nova dinastia de Avis.

    Foram dias de preparativos e animação: as ruas engalanaram-se com um luxo que jamais se vira, e no dia 14 de fevereiro as gentes desceram à rua para aclamar a nova rainha de Portugal. O rei, em panos de ouro, montando um magnífico cavalo branco, acompanhava a sua esposa. Estava oficialmente decretado: a festa começara.

    Selava-se a aliança entre Portugal e Inglaterra, a mais antiga do mundo que permanece em vigor, e uma união que daria ao reino uma geração de príncipes ilustres, imortalizados como Ínclita Geração. Henrique, o Navegador, nasceria 7 anos mais tarde, na cidade episcopal onde os pais casaram.

    O historiador Vitor Pinto leva-nos numa viagem aos bastidores deste grande acontecimento.

    23.00
  • Ceuta 1415

    “Completam-se este ano seis séculos sobre a conquista portuguesa de Ceuta. Excelente pretexto não para comemorar (comemorar o quê?), mas para evocar o acontecimento, para o repensar, para renovar as perguntas ao passado, aproveitando algumas sugeridas pelas sombrias inquietações do presente-futuro e, desse modo, tentar compreender melhor esse presente-futuro.” É assim que o historiador Luís Miguel Duarte, especialista em Idade Média neste período da nossa História, dá o tiro de partida para um livro único, que pela primeira vez pretende descentrar o olhar de Portugal, e procurar ver este episódio, em primeiro lugar, a partir de dentro da cidade muçulmana, mas também das aldeias e montanhas que a cercam, pelos olhos dos muçulmanos de Gibraltar e dos castelhanos de Tarifa, sem fugir ao desafio de examinar a empresa na ótica portuguesa, sem fugir ao desafio de examinar o protagonismo específico do Infante D. Henrique.

    22.00
  • Salazar a instauração da Ordem

    Entre 1932 e 1934, período capital para a instauração da “Nova Ordem”, Salazar monta cirurgicamente os pilares daquela que viria a ser a mais longa ditadura europeia do século XX. Seguindo o implacável plano arquitectado por Salazar, Arnaldo Madureira, investigador de História Contemporânea, desconstrói um a um os mecanismos que levaram à consolidação do seu poder.

    25.13
  • Consciência Histórica e Nacionalismo

    “Consciência Histórica e Nacionalismo” envolve a memória que os intelectuais portugueses foram construindo sobre a nação em que viveram e o seu passado, bem como a reflexão que foram empreendendo sobre o seu próprio ofício. A consciência histórica é consciência de que todo o presente tem uma anterioridade e de que todos os pontos de vista são relativos. O que remete para o sentido reflexivo da modernidade. Num outro sentido, trata-se de contributos para alargar o conhecimento de uma memória histórica construída e sedimentada por historiadores, tendo em conta a sua função na estruturação da consciência nacional. Reúne-se neste livro um conjunto de textos escritos desde 1992 , incluindo dois inéditos, agora revistos e ampliados.

    29.18
  • Salazar e a Igreja

    25.14
  • A Casa Palmela

    Outubro de 1838. D. Pedro de Sousa Holstein, primeiro Duque de Palmela e eminente diplomata, era acusado pela imprensa internacional de ter raptado D. Maria Luísa Sampaio, orfã do Conde da Póvoa e Senhora de uma fortuna invejável, quiçá a mais rica herdeira do Portugal de então. Dezasseis anos antes, havia sido promulgada a primeira Constituição Portuguesa que, apesar da sua curta vigência, instituiria uma Monarquia Constitucional e traria novos desafios à aristocracia, não lhe consagrando quaisquer prerrogativas especiais como até então possuía. Analisar as estratégias de afirmação que permitiram a esta Casa desempenhar os principais cargos palatinos e ser detentora de uma importante pujança financeira nas vésperas da implantação da República possibilitará um melhor conhecimento acerca da aristocracia portuguesa de século XIX.

    19.48
  • A Primeira Revolução Portuguesa

    Esta obra apresenta de forma sintética as causas que originaram o desencadeamento do processo revolucionário em Portugal, a partir do levantamento da cidade de Lisboa. Recorrendo a nova documentação, recolhida de norte a sul do país, comprova que toda a trama em curso se desenvolve fundamentalmente em torno da ideia da manutenção da independência nacional. Apresenta de uma forma sistemática e cronológica o comportamento das três principais forças em confronto que pugnavam pela conquista do poder em Portugal e os avanços e recuos de seus apoiantes em função dos progressos e retrocessos da dinâmica revolucionária. Comprova que eliminado o único poder legítimo existente, à luz da tradição portuguesa, que era o da rainha D. Leonor, só através da revolução é que se podia legitimar um novo rei ou impor pela força um rei estrangeiro. Evidencia que a vitória do mais fraco, o Mestre de Avis, sobre o mais forte, o rei D. João I de Castela, só foi possível porque a ideia da existência de Portugal independente já não era uma utopia mas sim uma realidade

    19.08
  • A Esquerda Democrática e o Final da Primeira República

    Este livro apresenta um estudo sobre o Partido Republicano da Esquerda Democrática (PRED), o último partido a ser constituído durante a Primeira República. Pretende dar a conhecer as suas origens, a sua natureza social e a sua estrutura orgânica; perceber a importância que teve no sistema partidário desse período, as responsabilidades que assumiu na queda do regime e avaliar o papel que desempenhou na oposição à Ditadura Militar e ao Estado Novo. É dado também um relevo especial à biografia do seu líder, o advogado portuense José Domingues dos Santos. Na parte final apresenta-se uma lista dos militantes do PRED e dá-se a conhecer a sua imprensa e as suas elites. Em termos cronológicos, embora incidindo com particular destaque nos anos finais da Primeira República, o livro abrange um período que se situa entre os inícios da década de 20 e o final da década de 50 do século xx.

    34.98
  • Estado Novo – Uma Cronologia

    Esta é a primeira cronologia com carácter monográfico que se publica acerca do Estado Novo. A Cronologia, além de ser uma ciência auxiliar da História, necessária a investigadores e estudiosos, é também uma ferramenta necessária a qualquer pessoa comum que deseje estar informada. É, poderíamos dizer, uma espécie de enciclopédia cronológica, fundamental para pesquisa e importante para consulta.

    38.80
  • O “Presidente-Rei” Sidónio Pais-2.ª edição

    Esta obra sobre o “Presidente-Rei”, como lhe chamaria Fernando Pessoa, associa a investigação completa e rigorosa à escrita fluente que se torna um prazer de leitura. Aqui é apresentada a análise da acção política de Sidónio Pais, que teve indubitável apoio nacional durante a sua vigência que decorreu até que foi morto a tiro à entrada da estação do Rossio por um Republicano exaltado. São aqui também alvo de estudo as intenções e o consulado de Sidónio Pais, bem como a sua pertença à Maçonaria portuguesa. Uma obra de invulgar qualidade literária e científica que faz uma análise cabal também dos paradoxos do percurso político deste chefe de Estado. O autor, João Medina, é Professor catedrático de História na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa; nasceu em Moçambique em 1939; licenciou-se em Filosofia na Universidade de Lisboa; doutorou-se em em Sociologia na Universidade de Estrasburgo, tendo ensinado na Universidade de Aix-en-Provence (França). Em Portugal foi Director-Geral no Ministério da Comunicação Social (1975-1977); desde 1988 é professor catedrático de História na faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Ensinou ainda nas universidades de Colónia (Alemanha), Pisa (Itália), São Paulo (Brasil) e nos Estados Unidos. Tendo realizado um vasto percurso como conferencista, colaborador e cronista em vários países em todo o mundo.

    18.02
  • O Padroado Português no Extremo Oriente

    No contexto do Padroado, destacou-se uma parte com características próprias, a da diocese de Macau, designada por Padroado no Extremo Oriente. Aqui podemos encontrar situações específicas, que também levaram a resoluções diferenciadas nos diferentes espaços, conforme se tratasse de território português ou estrangeiro. Neste livro faz-se a análise destas e outras questões, mostrando as posições dos republicanos relativamente à religião e às colónias, para em seguida se analisar a forma como trataram o Padroado. Além deste estudo global de importância fundamental, nesta obra é aprofundada a questão mais específica do Padroado no Extremo Oriente, para se verificar a evolução da questão político-religiosa e, depois, o tipo de trabalho que aí foi realizado. A autora, Célia Reis, é licenciada em História e mestre em História do século XX pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Depois de fazer investigação sobre a Inquisição, dedicou-se essencialmente ao estudo da História portuguesa do século XIX e XX. Autora de diversas obras, tem-se dedicado a temas históricos sobre Macau e o Oriente, as colónias e Torres Vedras.

    18.44