Catálogo

  • Um Roteiro da Educação Nova em Portugal

    Um Roteiro da Educação Nova em Portugal procura esclarecer o processo de implantação e de desenvolvimento do movimento da Educação Nova entre nós, no período de meio século compreendido entre 1882 e 1935. Para o esclarecimento do processo procedeu-se à identificação concreta de práticas pedagógicas inovadoras, de formas de organização das instituições escolares e de procedimentos pedagógicos. A análise efectuada permitiu evidenciar a estratégia utilizada (caracterizada por dois momentos cronológicos) e a dimensão atingida pelo movimento, assim como as principais características de que este se revestiu.

    30.08
  • Da Disciplina do Traço à Irreverência do Borrão

    Para além dos documentos habituais (legislação, programas de ensino, manuais escolares, imprensa especializada), Lígia Penim descobriu uma fonte perfeita: os relatórios dos professores auxiliares e agregados dos liceus. É este corpus documental que ela analisa à luz de aproximações teóricas muito interessantes (onde está Foucault, mas onde estão também as leituras que dele fizeram Thomas Popkewitz, Ivor Goodson, Tomaz Tadeu da Silva e tantos outros), examinando-o com extremo rigor metodológico. O resultado está à vista. O seu trabalho sugere uma renovação historiográfica nos estudos curriculares, ao mesmo tempo que abre para uma compreensão histórica das disciplinas escolares. É uma obra importante que merece ser lida e discutida, não só pelos historiadores, mas também pelos professores, sobretudo aqueles que têm a seu cargo o ensino do Desenho e dos Trabalhos Manuais.

    19.08
  • Da Família à Escola

    Estes estudos de “perspectivas médico-psicopedagógicas” – resultantes de muitos anos de reflexões e intervenções de uma especialização em pedopsiquiatria –, agora apresentados em mais um livro na “Biblioteca do Educador”, pretendem chamar a atenção de pais, professores, políticos e demais cidadãos, responsáveis e interessados pelo futuro de crianças e jovens, para as complexas questões interrelacionando a família e a escola. Abordam-se vários problemas, desde “delinquência juvenil” a “educação especial” e aspectos relativos às dificuldades escolares”, entre os quais o do “insucesso escolar” tão preocupante socialmente, sugerindo-se, a título de exemplos, algumas “notas” no âmbito de uma Pedagogia Terapêutica, área a ter em conta no programa universitário de todos os professores, logo na formação de educadores de infância, quanto à obrigatoriedade constitucional de um Ensino Básico.

    13.12
  • O Caos da Criança – Ensaios de Antropologia da Educação

    Diz o autor que toda a sociedade é heterogénea e composta por várias gerações que coexistem quando aprendem umas com as outras. A criança tem sido o ser humano menos observado na Antropologia e o seu comportamento é vital para entender a memória social e os objectivos do grupo. O autor tem comparado a infância dos Picunche em Pencahue, Chile, entre os séculos XVI e XXI, bem como os de Vila Ruiva e Vilatuxe, durante esse mesmo tempo

    11.57
  • O Gosto pela Leitura

    O hábito de ler não caracteriza culturalmente a sociedade portuguesa e o prazer gratuito da leitura é algo que rareia. Este traço definidor incide muito visivelmente nos jovens que, regra geral, mostram relutância ao acto de ler. Se, porventura, os alunos se iniciam nos meandros da leitura, chegam ao secundário com perdas evidentes no hábito de usufruir dos benefícios do livro. Esta situação obsta a consecução de um conjunto de objectivos escolares e, inclusive, limita a existência plena do ser humano. Este livro inclui uma parte teórica sobre o contexto, processo, promoção e pedagogia da leitura e o resumo duma intervenção realizada numa escola. O objectivo desta última é verificar se um conjunto de estratégias é susceptível de motivar os alunos para a leitura programática e recreativa, recorrendo ao uso de audiovisuais, intertextualidade e interdisciplinaridade. Este trabalho é uma chamada de atenção para todos os que, directa ou indirectamente, têm a responsabilidade de promover o gosto pela leitura. O percurso a realizar implica empenhamento e dedicação, porém os benefícios são profícuos e aliciantes

    8.45
  • Desafios Pedagógicos para o Século XXI

    O alinhamento discursivo desta obra questiona a falta de abertura do currículo escolar face aos novos problemas que caracterizam a viragem do milénio. Repensa, em termos de uma inteligibilidade global, questões da ciência e da tecnologia na sociedade e no tempo actuais e equaciona as principais forças de mudanças que estão a influenciar reconceptualizações referentes à forma de aprender e de ensinar. Cruzando saberes, passa por valores e princípios básicos capazes de permear o ensino substantivo das disciplinas e pela construção de ambientes educativos que sejam eles próprios ambientes de cidadania.

    16.91
  • Visitas de Estudo: Concepção e Eficácia na Aprendizagem

    As visitas de estudo, no quadro das diferentes actividades práticas, têm vindo a ser implementadas por professores de diferentes áreas disciplinares, acentuando a ideia de que os docentes acreditam nas suas múltiplas potencialidades. Este trabalho constitui um estudo empírico onde se procura avaliar a eficácia das visitas de estudo no desempenho cognitivo e socioafectivo dos alunos, sendo apresentadas posições divergentes de vários autores. Indaga-se também acerca do conceito que os alunos têm sobre esta actividade. São mencionados ainda vários factores que podem diminuir algumas das vantagens decorrentes da sua implementação. Este livro pretende ser fonte de reflexão para todos os docentes que organizam ou desejem vir a organizar visitas de estudo, procurando contribuir de uma forma pragmática para uma prática pedagógica mais eficaz e consistente.

    17.44
  • O Direito à Educação

    A elevação da educação ao estatuto de “direito do homem” e o seu desenvolvimento ético-jurídico constituem uma realidade nova na História da Educação, ainda pouco investigada e conhecida. No 50.º aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem, este volume propõe uma sumária introdução ao “direito à educação”, complementada por alguns anexos. É fruto de um projecto de investigação em curso, subsidiado pelo Centro de Investigação em Educação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (CIEFCUL).

    10.04
  • Línguas Estrangeiras no 1.º Ciclo

    Abordar uma língua estrangeira no 1.0 Ciclo do Ensino Básico pode e deve ser simultaneamente um desafio e uma experiência gratificante. Para que tanto alunos como professores possam usufruir dos benefícios que naturalmente advêm dessa implementação, urge conhecerem-se aquelas que são as grandes finalidades de tal tarefa. Assim, torna-se imprescindível proceder à identificação das exigências várias que irão ser colocadas às crianças e dos fortes benefícios que lhes irão ser propiciados, não esquecendo embora as implicações que tudo isto representa para os próprios professores e para as escolas onde desenvolvem a sua actividade. Este trabalho aborda algumas das problemáticas mais relevantes relacionadas com a implementação do processo de ensino/aprendizagem de línguas estrangeiras no 1.0 Ciclo do Ensino Básico, procurando encontrar o ‘rationale’ teórico comum a grande parte da literatura produzida sobre o assunto, ao mesmo tempo que avança com soluções concretas no domínio do desenvolvimento de uma metodologia adequada para o abordar, de forma inovadora e no respeito dos grandes princípios orientadores subjacentes à organização curricular definida para este nível do sistema educativo.

    13.21
  • Educação Social na Escola Básica

    Este livro destina-se aos docentes do ensino básico e aos alunos dos Cursos de Formação de Professores. Ao longo das suas páginas, é dada ênfase à descrição e análise das teorias da aprendizagem, faz-se uma apresentação de algumas funções do professor na perspectiva das teorias maturacionista, comportamentalista e desenvolvimentista, faz-se uma referência ao problema da disciplina na sala de aula, dão-se a conhecer formas de adaptação do currículo às diferenças étnicas e culturais e descrevem-se métodos e actividades que permitam a concretização de uma abordagem construtivista no ensino dos estudos sociais. Um livro particularmente útil para os professores que necessitam de informação sobre novas metodologias do ensino das áreas de estudo do meio e de desenvolvimento pessoal e social.

    5.99
  • Escola, Professoras e Processos de Mudança

    Escola primária, professoras, representações sociais, meios populares, mudança de práticas, construção do sucesso escolar, formação para a mudança, são alguns dos temas-chave deste trabalho de pesquisa. Todos os parceiros da Educação – entre os quais Porfessores, Estudantes, Psicólogos, Investigadores, Decisores – poderão encontrar neste estudo elementos de compreensão da complexidade escolar, dados e interrogações, problemas e propostas que lhes serão úteis, tanto para a reflexão como para a intervenção.

    17.44
  • A Casa da Praia – O Psicanalista na Escola-2ª.Edição

    O Centro de Pedagogia Experimental – Casa da Praia – que depende do Centro de Saúde Mental Infantil de Lisboa, foi criado em 1975. Destina-se ao estudo, diagnóstico e tratamento das crianças que, embora inteligentes, têm dificuldades de iniciação à aprendizagem escolar. O presente livro é o resultado dessa experiência de 12 anos que João dos Santos orientou até aos últimos momentos da sua vida. As conclusões a que chegou, juntamente com os técnicos que com ele trabalharam, foram as de que quase todas as crianças que à Casa da Praia recorreram eram instáveis ou bloqueadas, havendo sempre por detrás uma depressão acentuado, mais ou menos disfarçada por sintomas comportamentais diversos; de que uma grande parte das mães destas crianças eram muito deprimidas e de que os seus pais estavam frequentemente ausentes (do lar ou do país, doentes ou inválidos). Porque as festas são anti-depressivas, a Casa da Praia é uma casa em festa, considerando-se festa como a vivência colectiva duma ideia que tem a ver com circunstâncias vividas por toda a comunidade onde a escola se situa, por alguns pequenos grupos ou colectividades. Toda a actividade das crianças da Casa da Praia é orientada pela ideia de que o movimento e a actividade externa virão a ser, mesmo antes da escola, progressivamente interiorizados sob a forma de pensamento e de actividade tendente ao desenvolvimento mental e portanto, à compreensão da actividade simbólica.

    8.08
  • Para o Ensino e Aprendizagem da Língua Materna

    O presente trabalho procura oferecer, a todos aqueles que têm a missão de estimular e desenvolver a aprendizagem linguística na criança, alguns motivos de reflexão e de orientação, a partir da análise contreta da experiência pedagógica. As Autoras tentam dar respostas a muitas das interrogações dos professores de ensino primário, carecidos de meios e de apoio pedagógico e ciéntífico que lhes facilite a docência da língua materna. O conhecimento da criança e o conhecimento de como funciona a língua, propiciados pela psicologia a linguística e a psicolinguística, bem como pela prática educativa escolar, são elementos inseparáveis da relação pedagógica. Na actividade diária da escola, haverá oportunidade de associar a dinâmica infantil a acções valorativas que permitam à criança expressar-se, comunicar e aprender a dominar a leitura e a escrita.

    8.45
  • Testes Sociométricos

    Como adultos a trabalhar no meio de crianças, damo-nos conta de que algo de vital acontece à nossa volta, mas não somos capazes de decifrar o seu significado. Desorientados pela rápida acção recíproca das 30 ou 40 crianças duma turma, temos tendência para evitar aquilo que não percebemos. Sempre que tentámos ajudar as crianças a darem-se bem umas com as outras vimos que as nossas tentativas não foram eficientes, embora as crianças tivessem tentado aceitar bem os nossos esforços desajeitados. O desenvolvimento vital duma criança entre outras aproximadamente da mesma idade tem feito parte daqueles factos da experiência infantil que não se nos revelam directamente. Por isso tivemos de esperar que a investigação científica descobrisse os métodos de chegarmos até eles. O aparecimento do teste sociométrico é, portanto, bem acolhido por todos aqueles que são responsáveis pela vida de crianças em grupo. Este teste é uma surpresa. Não se trata dos aspectos do comportamento social normalmente focados, tais como a cooperação e consideração, agressão e submissão. Na realidade, ele vai ao âmago da questão – as relações entre crianças. Juntamente com outros factos, ele tem-nos ajudado a avaliar o grau de integração duma criança no grupo; a descobrir a maneira como ela está a tentar integrar-se; e a ver se a sua experiência social se está a realizar dum modo natural, ou não.

    6.86