Campanha História

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  • 5 de Outubro por Quem Viveu

    Pela primeira vez num só volume, colocamos à disposição do público um conjunto pouco vulgar de fontes escritas pelos mais conhecidos jornalistas coevos e pelos militares e civis actores do 5 de Outubro, desde os mais destacados elementos da revolução até ao mais obscuro voluntário da Rotunda. Com organização e notas de António Ventura, professor catedrático da Faculdade de Letras e director do Centro de História da Universidade de Lisboa, aqui se reconstituem as jornadas revolucionárias de 3, 4 e 5 de Outubro de 1910, através de testemunhos que nos ajudam a compreender os antecedentes, o curso dos acontecimentos e as motivações daqueles que tudo arriscaram em nome da mudança de regime.

    43.99 30.79
  • A Casa Palmela

    Outubro de 1838. D. Pedro de Sousa Holstein, primeiro Duque de Palmela e eminente diplomata, era acusado pela imprensa internacional de ter raptado D. Maria Luísa Sampaio, orfã do Conde da Póvoa e Senhora de uma fortuna invejável, quiçá a mais rica herdeira do Portugal de então. Dezasseis anos antes, havia sido promulgada a primeira Constituição Portuguesa que, apesar da sua curta vigência, instituiria uma Monarquia Constitucional e traria novos desafios à aristocracia, não lhe consagrando quaisquer prerrogativas especiais como até então possuía. Analisar as estratégias de afirmação que permitiram a esta Casa desempenhar os principais cargos palatinos e ser detentora de uma importante pujança financeira nas vésperas da implantação da República possibilitará um melhor conhecimento acerca da aristocracia portuguesa de século XIX.

    19.48 13.64
  • A Construção Medieval do Território

    Os textos reunidos nesta colectânea pretendem ser uma chamada de atenção para alguns aspectos da construção medieval do território. Com efeito, os séculos medievais surgem como tempos fulcrais para a ocupação e ordenamento do território português uma vez que nessa cronologia teve lugar não apenas a estabilização espacial que permitiu a obtenção dos limites que, grosso modo, continuam ainda a ser os seus, como também ocorreu um complexo processo de consolidação do espaço ocupado e da tentativa de melhor inserção das áreas periféricas. Tendencialmente protagonizado e dirigido por uma realeza interessada em obter espaços politicamente equipados e susceptíveis de apoiarem a afirmação da sua autoridade, o seu desenvolvimento foi responsável pelo emergir de variadas tensões, algumas das quais ainda hoje são detectáveis, como a gerada pela distinção entre centro e periferia. Um processo que decorreu num tempo longo, estendendo-se muito para além da Idade Média, mas que permitiu a emergência de Portugal como um território unificado sob o ponto de vista político-administrativo, aspecto que não deixou de contribuir para a construção da identidade nacional.

    13.08 9.16
  • A Contra Reforma em Portugal

    O catolicismo moderno foi um elemento estruturante da sociedade portuguesa do Antigo Regime. O presente volume propõe uma leitura renovada da chamada «Contra-Reforma» no Portugal dos séculos XVI e XVII. A análise faz-se à luz, por um lado, de um número importante de trabalhos que, nos últimos anos, contribuíram para a renovação da história religiosa portuguesa da época moderna; por outro, de algumas categorias e perspectivas de interpretação que têm vindo a ser discutidas no âmbito da historiografia europeia. Num primeiro momento, são analisadas as bases sobre as quais assentou a confessionalização católica em Portugal. Incide-se assim sobre os principais poderes que intervinham no campo religioso, bem como sobre os dispositivos de controlo que as estruturas eclesiásticas desenvolveram no quadro do disciplinamento das populações. A segunda parte centra a atenção nas formas e nos instrumentos utilizados na difusão e socialização do discurso doutrinal do catolicismo moderno, sublinhando a dimensão pedagógica e persuasiva que, igualmente, animou muitas das intervenções dos agentes religiosos. Por fim, são analisados alguns dos âmbitos da vida religiosa, moral e social das populações sobre os quais incidiu a actividade da Igreja. Mais do que a eficácia ou a ineficácia dessa actividade, põem-se em relevo as dinâmicas que se estabeleceram entre as propostas do discurso pós-tridentino e as tradições sociais e religiosas das comunidades do Antigo Regime.

    20.09 14.06
  • A Cultura das Luzes em Portugal

    Em que condições e com que meios se operou a abertura do espaço cultural português ao movimento de ideias das Luzes? Partilharão os agentes das novas correntes de pensamento uma filosofia comum? Que aspectos singularizam, afinal, a cultura portuguesa de Setecentos?

    14.13 9.89
  • A Esquerda Democrática e o Final da Primeira República

    Este livro apresenta um estudo sobre o Partido Republicano da Esquerda Democrática (PRED), o último partido a ser constituído durante a Primeira República. Pretende dar a conhecer as suas origens, a sua natureza social e a sua estrutura orgânica; perceber a importância que teve no sistema partidário desse período, as responsabilidades que assumiu na queda do regime e avaliar o papel que desempenhou na oposição à Ditadura Militar e ao Estado Novo. É dado também um relevo especial à biografia do seu líder, o advogado portuense José Domingues dos Santos. Na parte final apresenta-se uma lista dos militantes do PRED e dá-se a conhecer a sua imprensa e as suas elites. Em termos cronológicos, embora incidindo com particular destaque nos anos finais da Primeira República, o livro abrange um período que se situa entre os inícios da década de 20 e o final da década de 50 do século xx.

    34.98 24.49
  • A Formação Histórica do Salazarismo

    Quando tomou posse da pasta das Finanças a 28 de Abril de 1928, Oliveira Salazar não trazia consigo uma brilhante e intensa carreira política. Surgia apenas como um reputado especialista financeiro a quem era pedido que equilibrasse o orçamento e as contas públicas e reformasse a administração. Nada mais. Cansada de hipocrisias e especulações, muita gente apoiou este homem distante e reservado, a quem não se conheciam ambições políticas porque sempre dissera que as suas ambições se limitavam às aulas e ao convívio com os amigos. Depressa os resultados do seu trabalho se viram. Em pouco tempo cumpria os desígnios para os quais tinha sido chamado. Ao fazê-lo, conquistava pessoas e influências. Aos poucos os seus apoios multiplicaram-se, estendendo-se dos meios monárquicos e católicos até um importante grupo republicano-maçon da zona centro de Portugal. Com este trabalho procura-se estudar as circunstâncias históricas que levaram Oliveira Salazar de ministro das Finanças a chefe de Governo, com poderes que desde o fim da Monarquia mais nenhum ministro teve. Propomo-nos assim conhecer e compreender o curso dos acontecimentos e as discussões ideológicas, políticas e económicas, que sacudiram o país de 1928 a 1932.

    11.07 7.75
  • A Guerra da Restauração. 1641-1668

    Neste livro é traçado um panorama geral daquel que foi o maior período de guerra da história portuguesa, entre 1641 e 1668, desde a aclamação de D. João IV como rei até ao reconhecimento pela Corte de Madrid da separação de Portugal dos domínios herdados por Filipe IV. A Guerra da Restauração ou da Aclamação é aqui devolvida ao seu tempo e à complexidade da sociedade que a sustenta e aos seus múltiplos conflitos internos. Sublinham-se os limites impostos ao financiamento da guerra, as resistências à formação de um exército de tipo permanente e os efeitos de desordem da competição entre os fidalgos.

    18.02 12.61
  • A Leal Legião Lusitana-Narrativa das Campanhas 1809-1811

    Esta obra dá conta das operações de um corpo especial criado em Inglaterra a partir de desertores da Legião Portuguesa ao serviço de Napoleão e de outros refugiados ali reunidos e dispostos a lutar contra o invasor francês, enquadrado e formado por oficiais britânicos e justamente denominado Leal Legião Lusitana, que foi enviado por Inglaterra para Portugal em 1808 sob o comando de Sir Robert Wilson para combater o exército invasor. Embora maioritariamente formada por portugueses, esta Legião incluiu também 26 suíços, 63 alemães e 15 piemonteses desertores do exército napoleónico. História redigida por dois antigos oficiais com destinos bem diferentes, A Leal Legião Lusitana narra, pouco tempo decorrido sobre os acontecimentos, as campanhas de um corpo que teve um papel determinante em algumas ocasiões fulcrais da Guerra Peninsular.

    22.26 15.58
  • A Primeira Revolução Portuguesa

    Esta obra apresenta de forma sintética as causas que originaram o desencadeamento do processo revolucionário em Portugal, a partir do levantamento da cidade de Lisboa. Recorrendo a nova documentação, recolhida de norte a sul do país, comprova que toda a trama em curso se desenvolve fundamentalmente em torno da ideia da manutenção da independência nacional. Apresenta de uma forma sistemática e cronológica o comportamento das três principais forças em confronto que pugnavam pela conquista do poder em Portugal e os avanços e recuos de seus apoiantes em função dos progressos e retrocessos da dinâmica revolucionária. Comprova que eliminado o único poder legítimo existente, à luz da tradição portuguesa, que era o da rainha D. Leonor, só através da revolução é que se podia legitimar um novo rei ou impor pela força um rei estrangeiro. Evidencia que a vitória do mais fraco, o Mestre de Avis, sobre o mais forte, o rei D. João I de Castela, só foi possível porque a ideia da existência de Portugal independente já não era uma utopia mas sim uma realidade

    19.08 13.36
  • A Questão Religiosa na I República

    A 5 de Outubro de 1910 era proclamada a República em Portugal. Corroída por uma profunda crise a monarquia cedia. Iniciava-se a perseguição às ordens religiosas e aos seus membros, acusados de responsáveis pelo atraso do País. Três dias depois da vitória republicana o Governo Provisório ordenava a aplicação integral da legislação do Marquês de Pombal e de Joaquim António de Aguiar sobre associações religiosas e conventos. Rapidamente o novo Executivo suprimia o juramento religioso e os actos civis na Faculdade de Teologia da Universidade de Coimbra, extinguia o ensino da doutrina cristã nas escolas primárias, ordenava que deixassem de existir os feriados em dias santificados, decretava o divórcio e novas leis sobre o casamento e a protecção dos filhos, etc. A 20 de Abril de 1911 chegava a hora de ser publicada a tão desejada, por uns, e a tão temida, por outros, Lei da Separação do Estado das Igrejas. A 1.ª Guerra mudou muita coisa. As crenças e a fé religiosa revigoraram. As quaren-tenas espirituais, as procissões, os abaixo assinados para que o Corpo Expedicionário que seguia para França incorporasse capelães militares, etc., intensificaram-se. Depois surgiram as aparições de Fátima. Com Sidónio Pais a Igreja Católica ganhou espaço e viu a Lei da Separação ser suavizada e as relações diplomáticas entre Portugal e o Vaticano restabelecidas. Depois de Sidónio e da Monarquia do Norte, a Igreja tomou consciência que seria de outra forma que teria de defender os seus interesses. A 18 de Dezembro de 1919 Bento XV dizia aos católicos portugueses que a Igreja não devia estar sujeita a facções nem servir os partidos políticos, antes lhe competia exortar os fiéis a obedecerem ao Governo, “seja qual for a Constituição Política”. Os bispos, o clero e o Centro Católico adaptaram os seus comportamentos e discursos a essa orientação. A Igreja e as suas organizações passavam a defrontar os grupos radicais anticlericais, e os monárquicos-católicos, que os acusavam de apoiarem a República maçónica e laica. Por entre revoltas, conspirações, greves, assaltos a estabelecimentos comerciais, atentados à bomba e a tiro, etc., a República agonizava. A desordem persistia e com ela novos tempos se anunciavam. A Igreja, por processos constitucionais, aproveitava esse caos e movimentava-se para reassumir o peso que tivera na sociedade portuguesa.

    25.44 17.81
  • A República de Sebastião de Magalhães Lima

    Este livro apresenta um estudo sobre Sebastião de Magalhães Lima, uma das figuras que, nos finais do século XIX e inícios do século XX, mais se destacou no combate pela hegemonização da cultura republicana. Em vésperas da comemoração do centenário da República, esta obra ilustra como alguns dos temas centrais à utopia republicana – liberdade de pensamento e laicismo, educação e cultura republicana, descentralismo, federalismo europeu, pacifismo e feminismo – conservam toda a sua actualidade.

    19.99 13.99
  • As Misericórdias Portuguesas de D. Manuel I a Pombal

    Este livro apresenta o estado dos conhecimentos sobre as Misericórdias à luz da bibliografia recente sobre o tema, no período compreendido entre a sua fundação e o consulado de Pombal.

    12.68 8.88
  • As Politicas Portuguesas na Índia e o Foral da Goa

    Em As Políticas Portuguesas na Índia e o Foral de Goa, o autor foge aos lugares comuns e diverge das interpretações tradicionais, apresentando uma visão dos Descobrimentos Portugueses distinta das teorias consagradas. Fazendo uma investigação criteriosa e uma análise fria dos acontecimentos, chega à conclusão de que, se do ponto de vista científico e técnico a empresa comandada por Vasco da Gama foi um dos maiores sucessos mundiais, do ponto de vista político, diplomático e comercial foi um rotundo falhanço. Confrontando os interesses das mais diversas forças em presença no teatro de guerra em Goa, descortina a razão principal que levou Afonso de Albuquerque a entregar o comando das forças locais a estrangeiros e não a originários de Goa, depois da segunda conquista daquela importante cidade da costa ocidental indiana. Estudando minuciosa e cuidadosamente o Foral de Goa, considera-o, não como uma dádiva do monarca português mas como um documento negociado e acordado entre os portugueses e goeses, indispensável para uma convivência equilibrada entre vencedores e vencidos. Retira a Afonso Mexia a importância que tradicionalmente lhe é atribuída e chega à conclusão de que, embora os forais portugueses tenham servido de guia ao redactor ou redactores portugueses do Foral de Goa, o principal modelo que lhe serviu de base foi o documento ou documentos que existiam antes da conquista de Goa pelos portugueses, bem como os livros das leis antigas de Goa e das terras firmes.

    16.11 11.28
  • Campanhas do Exército de Portugal

    Este livro de memórias sobre a III Invasão Francesa, impresso em 1817, foi justamente apreciado, como Le Moniteur sublinhava por ocasião da sua publicação, pela objectividade demonstrada pelo autor, Pierre-François Guingret, Chefe de Batalhão e Oficial da Ordem Real da Legião de Honra. As suas memórias sobre a campanha de Portugal sob o comando de Massena são um notável testemunho pessoal, bastante objectivo, como sublinhava ainda o Mercure de France. O próprio autor, na nota introdutória, refere ter utilizado notas tomadas depois de cada marcha, depois de cada combate, por vezes mesmo durante a acção. E adverte que nem a veneração que dedicava a Massena o impediria de apontar os seus erros. Procurou, sem dúvida, ser objectivo. Guingret foi, acima de tudo, um militar empenhado na sua profissão e nas missões que lhe foram confiadas. Não admira que assim tenha dedicado o seu livro: “É AOS BRAVOS DOS EXÉRCITOS DE ESPANHA E DE PORTUGAL, aos meus camaradas de armas, que dedico este opúsculo militar; eles lerão com interesse os feitos de que foram os heróis e por vezes as vítimas: gostarão de se recordar dos perigos que afrontaram e dos louros que colheram. […] A minha veneração por Massena não me impediu de falar dos seus erros. Sei que na guerra é mais fácil repeti-los do que prevê-los; mas é sempre do interesse nacional que se chame a atenção para eles, a fim de que sirvam de lição para o futuro.” M. Guingret

    19.08 13.36
  • Centros Urbanos no Alentejo Fronteiriço

    A faixa territorial de várias dezenas de quilómetros que de ambos os lados percorre a raia entre Portugal e Espanha exibe, desde época que não se pôde precisar com exactidão, um traço comum – reúne parte considerável das regiões económica e socialmente mais deprimidas, de que o Alentejo e a Extremadura espanhola constituem exemplos significativos, de dois dos estados menos desenvolvidos da Europa ocidental. O estudo que apresentamos mostra, contudo, que o subdesenvolvimento das regiões fronteiriças não foi fenómeno generalizado no espaço e no tempo. O crescimento populacional e urbano, o dinamismo económico, social e cultural detectados, ao longo do século XVI e primeiras quatro décadas do século seguinte, em Campo Maior, Elvas e Olivença contrariam as tão propaladas visões depreciativas sobre a região e as suas gentes.

    20.14 14.10
  • Ceuta 1415

    “Completam-se este ano seis séculos sobre a conquista portuguesa de Ceuta. Excelente pretexto não para comemorar (comemorar o quê?), mas para evocar o acontecimento, para o repensar, para renovar as perguntas ao passado, aproveitando algumas sugeridas pelas sombrias inquietações do presente-futuro e, desse modo, tentar compreender melhor esse presente-futuro.” É assim que o historiador Luís Miguel Duarte, especialista em Idade Média neste período da nossa História, dá o tiro de partida para um livro único, que pela primeira vez pretende descentrar o olhar de Portugal, e procurar ver este episódio, em primeiro lugar, a partir de dentro da cidade muçulmana, mas também das aldeias e montanhas que a cercam, pelos olhos dos muçulmanos de Gibraltar e dos castelhanos de Tarifa, sem fugir ao desafio de examinar a empresa na ótica portuguesa, sem fugir ao desafio de examinar o protagonismo específico do Infante D. Henrique.

    22.00 15.40
  • Consciência Histórica e Nacionalismo

    “Consciência Histórica e Nacionalismo” envolve a memória que os intelectuais portugueses foram construindo sobre a nação em que viveram e o seu passado, bem como a reflexão que foram empreendendo sobre o seu próprio ofício. A consciência histórica é consciência de que todo o presente tem uma anterioridade e de que todos os pontos de vista são relativos. O que remete para o sentido reflexivo da modernidade. Num outro sentido, trata-se de contributos para alargar o conhecimento de uma memória histórica construída e sedimentada por historiadores, tendo em conta a sua função na estruturação da consciência nacional. Reúne-se neste livro um conjunto de textos escritos desde 1992 , incluindo dois inéditos, agora revistos e ampliados.

    29.18 20.43
  • D. Carlota Joaquina 2.ª Edição

    17.44 12.21
  • D. Luís da Cunha e a Ideia de Diplomacia em Portugal

    A presente obra debruça-se sobre a actividade diplomática de D. Luís da Cunha ao longo da sua estada nas cortes europeias (1696-1749) e, simultaneamente, reflecte sobre os manuscritos que deixou. A leitura da correspondência do embaixador porá o leitor em contacto com um pensamento perfeitamente elaborado sobre a natureza dos interesses do estado, um conhecimento profundo da vida política internacional do tempo, bem como perante uma correcta avaliação do sentir das opiniões públicas das cortes frequentadas e das sensibilidades dos seus governantes. D. Luís da Cunha e a ideia de diplomacia em Portugal, não deixará de aproveitar ao leitor que se interesse pela actividade social dos embaixadores e que pretenda aprofundar os conhecimentos sobre a época Joanina.

    17.44 12.21
  • Da Vila Cercada à Praça de Guerra

    «A reconstituição histórica começa naturalmente pela reconstituição do tecido urbano que a autora consegue redesenhar recorrendo a todos os elementos diligentemente buscados e encontrados. Dir-se-ia que, paciente como Penélope, faz, desfaz e refaz a teia urbana de Almeida. Desde logo a reconstituição da vila medieval e das muralhas, hoje virtuais, mas bem presentes na morfologia urbana. Uma boa leitura tanto dos dados no terreno como de Duarte de Armas permitem entrever a passagem para a Idade Moderna, núcleo duro da pesquisa. O estudo da conformação do espaço conduz a um entendimento totalizante da vila nos finais do século XVIII, concluindo a autora pela sua “progressiva militarização”, de que serve de exemplo a marcante transformação dos espaços-praça: a Praça Velha feita Praça de Armas e o Terreiro de S. João feito Praça de S. João depois de herdar o pelourinho, instrumento visível de um poder muni-cipal secundarizado. Chega-se pois a uma leitura iconológica da vila cercada no seu caminhar para a Praça de Guerra. É ainda estudada com rigor a actuação dos engenheiros militares durante os séculos XVII e XVIII e as marcas por eles deixadas no tecido urbano em arquitectura e urbanismo. (…) conseguiu, ao estudar um “caso” em toda a sua complexidade e com uma perfeita adequação metodológica, oferecer à comunidade científica e aos leitores em geral, um texto/exemplo de como se deve fazer História do Urbanismo.» JOSÉ EDUARDO HORTA CORREIA

    27.41 19.19
  • Diário da Primeira Invasão Francesa

    21.20 14.84
  • Diário de Um Embaixador Português em Roma

    Descoberto no fundo geral da secção de Reservados da Biblioteca Nacional de Lisboa, o códice intitulado Diário da jornada que fez o illustríssimo Senhor Bispo de Lamego Dom Luís de Souza Embaixador Extraordinário do Príncipe Dom Pedro, a Santidade do Pappa Clemente Decimo, na era de 1675 annos, revela-se agora de grande importância para a ampliação dos conhecimentos relativos à actividade diplomática do que pode considerar-se um segundo momento na estratégia portuguesa a seguir à Restauração, a 1640. A presente obra apresenta um manancial de informações relevantes e precisas (raras nos manuscritos da época) nas descrições do traje, dos meios de transporte, dos códigos sociais vigentes no âmbito do cerimonial e do protocolo barrocos, etc. Mas aqui encontramos sobretudo uma aproximação à vida quotidiana de um diplomata português na Roma do último quartel de seiscentos.

    25.91 18.14
  • Diplomatas e Diplomacia

    No imaginário do mundo ocidental a figura do diplomata surge com contornos mais ou menos míticos e a diplomacia como uma actividade com o seu quê de misterioso, de secreto, senão de mágico. Sobre os diplomatas, como representantes de soberanos e encarregues por estes de missões específicas junto dos seus pares, recaiu ao longo da História o prestígio que ali alcançavam, por mérito próprio, e também por configurarem o poder de quem os enviara. A queda do Antigo Regime e a génese do Estado Contemporâneo, com a desfulanização da soberania e a crescente profissionalização dos servidores do Estado, configurou de modo diferente o mundo diplomático. Com o tempo foram sendo introduzidas alterações mais ou menos significativas que contribuíram para a substituição do imaginário e do mítico, pelo concreto e objectivo, sem que o anulassem completamente. Os investigadores do Projecto Ciência Política e Relações Internacionais, do Centro de História da Cultura da Universidade Nova de Lisboa, ao organizarem o Colóquio Internacional Diplomatas e Diplomacia – Retratos, Cerimónias, Práticas, tiveram em mente salientar simultaneamente o carácter temporal da diplomacia e a temporalidade que a acompanha na sua prática e nos seus «agentes». E quiseram chamar a atenção para as incidências do devir histórico na condução dos negócios estrangeiros por Governantes e Estados, e na arte de negociar com o objectivo da defesa dos seus interesses e direitos perante outras sociedades politicamente organizadas. Para isso, foram delimitadas as balizas cronológicas das intervenções do século XVII aos nossos dias, período marcado pelo despontar da modernidade e da contemporaneidade, assim como pela crescente configuração dos Estados e das Nações. Autores: Adriano Moreira António Vitorino Daniela Frigo Isabel Cluny Luís Nuno Rodrigues M. Victoria López-Cordón Cortezo Maria Filomena Mónica Nuno Severiano Teixeira Pedro Cardim Zília Osório de Castro

    24.23 16.96
  • Estado Novo – Uma Cronologia

    Esta é a primeira cronologia com carácter monográfico que se publica acerca do Estado Novo. A Cronologia, além de ser uma ciência auxiliar da História, necessária a investigadores e estudiosos, é também uma ferramenta necessária a qualquer pessoa comum que deseje estar informada. É, poderíamos dizer, uma espécie de enciclopédia cronológica, fundamental para pesquisa e importante para consulta.

    38.80 27.16
  • Estudos Medievais

    Dos estudos reunidos neste volume desprende-se pleno de vigor o ser humano, dividido entre o corpo e o espírito, entre o sagrado e o profano, entre a norma e o desvio, entre a representação e a realidade. Aspectos fundamentais como a sexualidade e o erotismo, a alimentação, o lazer, a doença, a devoção religiosa são elucidados mas sempre tendo presente que estavam condicionados, nas suas formas e interpretações, pela hierarquia social predominante e pelas concepções em vigor sobre a natureza, o homem e Deus. O estudo do quotidiano surge então como uma forma aliciante de compreender e interpretar a sociedade medieval. Na análise das suas práticas, da sua regulamentação, dos seus vestígios podem ler-se as tensões, equilíbrios, poderes, angústias, medos e esperanças dos homens e mulheres que tiveram a Idade Média como tempo e espaço da sua vivência terrena. Autores: José Mattoso Iria Gonçalves Maria Adelaide Miranda Teresa Botelho Serra Rosa Varela Gomes Eugénia Cunha

    15.14 10.60
  • George Borrow em Portugal (1835)

    Trazemos aqui parte dessa grande obra da literatura universal que é The Bible in Spain, da autoria do escritor britânico George Borrow, cujo segundo centenário do nascimento se comemorou em 2003. Embora em Espanha aquela obra tenha sido publicada pela primeira vez em 1921, numa tradução de Manuel Azaña, com múltiplas edições espanholas a partir de então, até em livro de bolso, tal nunca sucedeu entre nós. O interesse por Borrow e pela sua obra limitou-se a raras abordagens, o que é bem pouco para um autor e uma obra que mereceram uma atenção universal ao longo de século e meio. Cremos que justifica assim, plenamente, a edição que agora fazemos dos capítulos respeitantes a Portugal do livro The Bible in Spain. Quem foi esse homem singular, controverso e contraditório, que dedicou à Península Ibérica vários anos da sua vida?

    19.08 13.36
  • Henrique, O Navegador

    O Infante D. Henrique é uma figura basilar, diríamos mesmo mítica, da História Medieval ocidental. Há muito que se impunha a edição de uma nova biografia do Navegador à luz da mais recente documentação disponível. O conceituado historiador britânico Peter Russell recorreu a muitos desses estudos documentais para elaborar um testemunho eloquente e de leitura agradável da vida do Infante. Ao mesmo tempo que atenta em todos os aspectos das suas viagens de descobertas na costa atlântica africana – incluindo as consequências económicas e culturais e as difíceis questões de legislação internacional e jurisdição papal – Russell examina em pormenor as outras esferas de actividade que contribuíram para a notoriedade do Infante ou que a questionaram.

    32.00 22.40
  • História Diplomática de Portugal. Uma Cronologia

    Grandes historiadores, como Marc Ferro e Joel Serrão, subscreveram títulos de história cronológica. Quer isto dizer que continuam a justificar-se, inequivocamente, obras de referência desta natureza e com estas características. (Não é a história a “ciência dos homens no tempo”?) A História também se tece com estes fios. Não nos iludamos: são tão necessários os trabalhos com um pendor mais explicativo, como estes que vivem essencialmente de factos e de aconteci-mentos. Até porque esta história factual (à falta de melhor palavra) é fundamental para a construção de uma outra mais “complexa”, mais conceptual. São duas dimensões que se complementam. E se é importante encontrar uma certa lógica das evoluções e procurar grandes explicações (estruturais), é também essencial reafirmar “o papel do Acontecimento”, da curta duração, do que se agita à superfície, em suma, “reabilitar o fortuito, restituir importância ao singular” e reafirmar o protagonismo dos indivíduos (René Remond). É esta dimensão da história que se cultiva, exemplarmente, neste trabalho do Embaixador Castro Brandão. Na sequência da já extensa lista bibliográfica do autor – com especial ênfase em títulos relacionados com a cronologia e as relações internacionais –, eis mais uma obra de referência e de consulta obrigatória. “Uma cronologia”… – aceita-se o subtítulo, por justificados receios… De facto, se a história é sempre uma escolha – e escrever é seleccionar e optar –, inevitáveis ausências e silêncios detectam-se ainda mais em trabalhos como este. Mas, ao pensarmos no fôlego da obra, no manancial e quantidade de elementos, de dados e de pormenores, na qualidade e na diversidade da informação e das informações – desde os grandes tratados às (só aparentemente) singelas efemérides –, ao pensarmos em tudo isto, creio que estamos, neste momento, no campo da história diplomática, na presença de a cronologia… Não sabemos que mais admirar neste escrito (uma vez mais pioneiro): se o infatigável labor, se o trabalho de pesquisa e de inventariação, se a riqueza, se o rigor, se a minúcia… Obra essencial, que tem tanto de valiosa como de útil, para historiadores e especialistas – sobretudo para os que privilegiam as relações internacionais –, mas também para o grande público que não deixará de encontrar respostas para muitas perguntas… As cronologias de qualidade continuam a ser preciosos instrumentos de trabalho para todos os que se interessam pela História. Augusto José Monteiro

    34.98 24.49
  • História do Pensamento Económico Português

    Este livro organiza-se em torno de quatro temas essnciais para a compreensão da história do pensamento económico português. Começa com uma análise da relação entre ética e economia, na perspectiva do estudo da dimensão moral na actividade económica. prossegue com a elucidação do nexo que existe entre economia e direito e da sua importância para a compreensão do quadro normativo da vida económica. Procura depois explicar a diversidade de papéis atribuídos aos agentes económicos e esclarecer a complementaridade e antagonismo de funções exercidas pelo mercado e pelo estado. Finalmente, elucida sobre a arbitagem entre fecho e abertura da economia, tendo em atenção os fundamentos evocados por adeptos proteccionistas e livre-cambistas.

    10.57 7.40
  • História dos Municípios. 1050-1383

    30.18 21.13
  • Horizontes Urbanos Medievais

    A leitura dos textos reunidos neste livro pode ser encarada como um percurso em busca de uma paisagem perdida: a da cidade medieval portuguesa. Com efeito, apesar de as cidades e vilas portuguesas ainda apresentarem muitos vestígios da especial organização do espaço desses tempos já tão recuados, o pleno reencontro com a cidade medieval é sobretudo possível a partir de um lento e minucioso trabalho de reconstituição realizado a partir de informação, na maior parte dos casos não intencional, conservada nos documentos escritos coevos. E foi exactamente a partir desses documentos que a autora conseguiu reaver os principais contornos dessa tão complexa e viva tessitura urbana, feita de ruas, casas, igrejas, edifícios notáveis, muralhas e castelos. Mas também de gentes, que através da vivência dos seus quotidianos lhe imprimiam uma identidade própria. Um reencontro com a cidade medieval portuguesa que, todavia, não se deve esperar que seja luminoso e definitivo. Tal como as damas a quem os trovadores dedicavam as cantigas de amor, a cidade medieval deixa-se apenas vislumbrar, para que não esmoreça a curiosidade de quem a visita.

    15.14 10.60
  • Igreja Católica na Origem do Estado Novo

    Nas vésperas do 28 de Maio os revoltosos estavam divididos em duas facções: uma, que tinha como dirigente o capitão de mar e guerra José Mendes Cabeçadas, apostava num projecto político de cariz democrático; a outra, na aparência liderada pelo General Gomes da Costa, batia-se por um estado forte, que estabelecesse a ordem na política, nas ruas e nos espíritos, e reorganizasse política, económica e socialmente o país. Com a presença do Episcopado poertuguês, realizavam-se, em Braga, as cerimónias litúrgicas do Congresso Mariano. Gomes da Costa prometeu-lhes, então, se triunfasse, o reconhecimento da personalidade jurídica da Igreja, a liberdade de ensino religioso nas escolas particulares, a restituição à Igreja dos bens que estavam na posse do Estado e que lhe haviam pertencido, e a aposentação dos párocos. Rapidamente Cabeçadas e Costa foram devorados por um processo que reflectia as divisões dos homens que disputavam o poder, com ideias diferentes quanto ao modelo de sociedade que queriam, e quanto aos modelos ideológicos que defendiam. Sem que ninguém em rigor contolasse politicamente os acontecimentos o processo revolucionário continuou, com a situação financeira do país a agrvar-se. Vivia-se num clima de guerrilha permanente, de boatos, intrigas e notícias alarmentes. A Igreja católica, nessa altura, esteve ao lado dos que se batiam por uma solução autoritária de direita. No dia 27 de Abril de 1928 Salazar entrava para a pasta das finanças. Ao lançar os fundamentos de uma gestão responsável e coerente das finanças portuguesas, encontrou ao seu lado o mundo católico. Mais, quando a 29 de Junho daquele ano apelou aos portugueses para que pagassem as suas contibuições de uma só vez, em vez de o fazerem em duas prestações, a Igreja mobilizou-se. Em documentos individuais os bispos recomendavam aos seus párocos, em particular, e aos seus paroquianos, em geral, que cooperassem com o ministro das finaças, na”obra patriótica de salvação do país”. Começava-se, assim, a lançar uma política e um projecto, que iriam vigorar por muitos anos.

    22.21 15.55
  • Império e Grupos Mercantis – Do Oriente ao Atlântico. Século XVII,

    A obra analisa as relações externas de Portugal com o Império e a Europa, enfatizando as opções de negócio de certos estratos do grupo mercantil. Que vias usaram os comerciantes de grosso trato para actuarem como grupo de pressão; como e em que circunstâncias interferiram nas decisões políticas relativas ao Império; qual o impacto das actuações persecutórias da Inquisição ou da proximidade aos círculos do rei na debilidade ou prosperidade deste grupo, são perguntas que integram o questionário central desta síntese.

    13.78 9.65
  • Linhas de Torres Vedras

    Publicamos neste volume, pela primeira vez em língua portuguesa, oito textos de autores franceses sobre a III Invasão e as Linhas de Torres. Estes testemunhos autobiográficos escritos por integrantes do exército napoleónico, mas com perspectivas diferentes, ajudam-nos a compreender o complexo e dramático quadro em que decorreu a invasão de Massena e o choque que representou para os franceses depararem com as poderosas Linhas de Torres, após marchas duríssimas, flagelamentos constantes, a prática de terra-queimada que os privava de abastecimentos e a derrota do Buçaco. “De todas estas provações nascem o espírito militar, o apego à bandeira, a submissão, a disciplina, a constância nas fadigas, a tenacidade no ataque, a confiança no comando, tudo o que faz a força, a reputação, a glória dos exércitos, e, sou forçado a dizer, tudo o que, só por si, garante a independência das nações. Por causa disto nascem os heróis!”” Bussière, Journal des Débats, 6 de Outubro de 1848.

    23.32 16.32
  • Marcello Caetano: Poder e Imprensa

    Este livro observa o poder político marcelista a partir dos seus discursos e representações na imprensa e observa a imprensa a partir dos jornais, dos jornalistas e dos grupos económicos.

    26.50 18.55
  • Memórias de Massena

    Estas memórias de Massena, cuja parte referente a Portugal se publica pela primeira vez entre nós, foram redigidas por um seu camarada de armas e admirador, o general Jean-Baptiste-Fréderic Koch e constituem um valioso contributo para a biografia de Massena e, de um modo particular, para a História da 3.ª Invasão Francesa a Portugal.

    30.18 21.13
  • Memórias do Marechal Soult

    O comandante da segunda invasão francesa a Portugal, Soult, foi uma figura de primeiro plano durante o Império, a sua estrela não deixou de brilhar durante a Restauração, para refulgir ainda mais com a Monarquia de Julho, que o elevará aos mais altos cargos do Estado francês. Soult inicia as suas memórias em 1816, cobrindo o período de 1791 a 1802, sobre as campanhas dos Alpes e dos Pirinéus, a guerra da Vendeia, a expedição ao Egipto, a primeira campanha de Itália, a batalha de Marengo, o cerco de Gênes e Hohenlinden. E também sobre a Guerra Peninsular. A edição em língua portuguesa destas memórias de Soult sobre a guerra em Espanha e em Portugal coloca à disposição do grande público o testemunho directo de um dos mais notáveis marechais de Napoleão sobre a sua experiência na Guerra Peninsular

    19.08 13.36
  • Nos Bastidores das Eleições de 1881 e 1901

    A correspondência aqui publicada é uma importante fonte para o estudo das eleições e do mundo da política no liberalismo monárquico, dando-nos a conhecer um valioso acervo de informações inéditas e pormenorizadas sobre os bastidores das campanhas eleitorais de 1881 e 1901. A selecção dos candidatos, o comportamento dos caciques locais, as transacções clientelares, as negociações e alianças partidárias, as finanças e os “métodos” eleitorais, são alguns dos temas documentados. As duas eleições parlamentares retratadas têm perfis políticos distintos. A eleição de 1881, a última que se realizou em Portugal sob o regime exclusivo dos pequenos círculos uninominais, foi palco de uma inusitada luta sem tréguas entre o governo regenerador e a oposição progressista, em que o partido no poder não hesitou em recorrer a todo o tipo de expedientes para impor uma severa derrota ao seu principal adversário. A eleição de 1901, a primeira em que vigorou em todo o país o escrutínio plurinominal de lista incompleta, inscreve-se, pelo contrário, na tradição dominante da “política de acordos” entre os dois partidos da rotação, que combinaram entre si a repartição dos mandatos electivos e uniram esforços para barrar o acesso de potenciais intrusos à arena parlamentar.

    17.63 12.34
  • O “Presidente-Rei” Sidónio Pais-2.ª edição

    Esta obra sobre o “Presidente-Rei”, como lhe chamaria Fernando Pessoa, associa a investigação completa e rigorosa à escrita fluente que se torna um prazer de leitura. Aqui é apresentada a análise da acção política de Sidónio Pais, que teve indubitável apoio nacional durante a sua vigência que decorreu até que foi morto a tiro à entrada da estação do Rossio por um Republicano exaltado. São aqui também alvo de estudo as intenções e o consulado de Sidónio Pais, bem como a sua pertença à Maçonaria portuguesa. Uma obra de invulgar qualidade literária e científica que faz uma análise cabal também dos paradoxos do percurso político deste chefe de Estado. O autor, João Medina, é Professor catedrático de História na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa; nasceu em Moçambique em 1939; licenciou-se em Filosofia na Universidade de Lisboa; doutorou-se em em Sociologia na Universidade de Estrasburgo, tendo ensinado na Universidade de Aix-en-Provence (França). Em Portugal foi Director-Geral no Ministério da Comunicação Social (1975-1977); desde 1988 é professor catedrático de História na faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Ensinou ainda nas universidades de Colónia (Alemanha), Pisa (Itália), São Paulo (Brasil) e nos Estados Unidos. Tendo realizado um vasto percurso como conferencista, colaborador e cronista em vários países em todo o mundo.

    18.02 12.61
  • O Conde de Tarouca e a Diplomacia na Época Moderna

    Revelando-nos curiosos aspectos do meio aristocrático onde nasceu e viveu, além das venturas e desventuras da prática diplomática que desenvolveu ao longo da vida, este livro dá a conhecer a complexa teia de conexões que na época se estabeleciam entre as trajectórias familiares e sociais e os percursos políticos. Diplomata de representação, Tarouca cedo assumiu o papel de diplomata de negociação, prenunciando as grandes mudanças que a especialização iria introduzir na prática da diplomacia após Utreque. São essas mudanças, desde o congresso de Vestefália até à Paz de Viena que o leitor poderá encontrar nesta obra. O quadro rigoroso que é traçado nesta obra, acerca da política externa europeia na época moderna e a consequente articulação com as opções políticas de Portugal, no quadro das relações internacionais, tornam-na, muito mais do que uma simples biografia, numa obra de referência. A autora, Isabel Cluny, é investigadora do Centro de história Contemporânea e professora-orientadora do núcleo de estágio, na Escola Secundária D. Luísa de Gusmão. É autora de diversas obras e artigos, dos quais destacamos “D. Luís da Cunha e a Ideia de Diplomacia e Portugal”, também editada pelos Livros Horizonte.

    35.23 24.66
  • O Fim do Império Português

    A guerra colonial marcou a sociedade portuguesa dos anos 60 e 70 do século XX e está na origem da forma peculiar do derrube do Estado Novo e da institucionalização da democracia. Esta obra pretende sintetizar e discutir o período do fim do império português, salientando sobretudo as atitudes da comunidade internacional perante a guerra, a resistência tenaz do salazarismo à descolonização, a indissociabilidade da descolonização e da transição à democracia, e o legado deste processo, quer para a consolidação democrática em Portugal quer para os novos países independentes de expressão portuguesa.

    9.51 6.66
  • O Padroado Português no Extremo Oriente

    No contexto do Padroado, destacou-se uma parte com características próprias, a da diocese de Macau, designada por Padroado no Extremo Oriente. Aqui podemos encontrar situações específicas, que também levaram a resoluções diferenciadas nos diferentes espaços, conforme se tratasse de território português ou estrangeiro. Neste livro faz-se a análise destas e outras questões, mostrando as posições dos republicanos relativamente à religião e às colónias, para em seguida se analisar a forma como trataram o Padroado. Além deste estudo global de importância fundamental, nesta obra é aprofundada a questão mais específica do Padroado no Extremo Oriente, para se verificar a evolução da questão político-religiosa e, depois, o tipo de trabalho que aí foi realizado. A autora, Célia Reis, é licenciada em História e mestre em História do século XX pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Depois de fazer investigação sobre a Inquisição, dedicou-se essencialmente ao estudo da História portuguesa do século XIX e XX. Autora de diversas obras, tem-se dedicado a temas históricos sobre Macau e o Oriente, as colónias e Torres Vedras.

    18.44 12.91
  • O Portugal de 1834

    O Portugal de 1834 e a Guerra Civil Vistos por um Inglês constitui um estudo do relato de James Edward Alexander, Um Esboço de Portugal Durante a Guerra Civil de 1834, traduzido e publicado por Livros Horizonte. Procurando agradar a um público específico, os militares, o autor tem como principal objectivo elogiar o papel desempenhado pelos seus compatriotas durante a guerra, sublinhando como D. Pedro está em dívida para com a Inglaterra e omitindo os aspectos mais negros da participação britânica, nomeadamente a indisciplina dos voluntários e os desentendimentos do governo português com alguns oficiais britânicos. Porém, Alexander não se centra apenas nos cenários de guerra, descrevendo-nos Lisboa e os seus habitantes. Tópicos como a sujidade das ruas e a “água vai”, os rituais religiosos, os meios de transporte ou as figuras típicas lisboetas fornecem também um interessante retrato da capital portuguesa da época. Misto de crítica e de admiração, a obra fornece-nos o Olhar do inglês crente na sua superioridade, mas também seduzido pelo mítico Sul, território longínquo no tempo e no espaço, conotado com barbárie e incivilização, mas por isso mesmo, simultaneamente sonhado e desejado.

    12.11 8.48
  • Ordens Religiosas em Portugal – Das Origens a Trento-2ª.Edição

    40.28 28.20
  • Origens e Formação das Misericórdias Portuguesas

    Esta reedição de Origens e Formação das Misericórdias Portuguesas reveste-se de particular importância pois trata-se de um livro clássico, desde há muito esgotado, e de consulta incontornável para todos aqueles que se dedicam ao estudo da génese e história desta importante instituição de assistência. Este livro permanece, em muitos aspectos, de grande actualidade mercê de uma correcta e aturada pesquisa de fontes históricas, constituindo uma base sólida para os investigadores, continuando ainda hoje a ser citada como obra de referência. O autor, que se dedicou com especial agrado ao estudo e divulgação da vida e obra da rainha D. Leonor, a quem se atribui a fundação das Misericórdias, dá-nos uma síntese da evolução do conceito de Assistência, isto é, auxílio, socorro, desde os tempos anteriores ao Cristianismo, atravessando várias civilizações, sociedades e religiões, para acabar com a fundação das Misericórdias em Portugal, ponto de partida de uma verdadeira rede de instituições de assistência que se espalhou por todo o País. Este vasto estudo sobre a génese e evolução da Assistência vem de novo chamar a atenção para a vastidão do tema e, sobretudo, para a história de uma Instituição que teve importância fundamental na História portuguesa dos últimos cinco séculos.

    31.72 22.20
  • Portugal

    Portugal oferece ao geógrafo um manancial de meditações fecundas. Em contacto com o mundo atlântico e o mundo mediterrânico, pedaço do antigo soco da Meseta Ibérica, mas agitado por abalos sísmicos procedentes dos abismos oceânicos, Portugal é realmente uma região singular de geografia física zonal. Mas é princi-palmente pela riqueza e variedade da vida regional que nos prende a atenção.

    18.02 12.61
  • Portugal na Balança da Europa

    “O ensaio que hoje dou a público é obra de longo trabalho, e que desde os fins de 1825 se começou a escrever. O fim que ora me proponho em publicar este quadro de factos e observações é pôr bem presente na memória dos Portugueses as causas e os efeitos de nossos erros e desgraças, para que no futuro se emendem uns, e se evitem as outras.” in Prólogo

    12.30 8.61
  • Portugal na Monarquia Hispânica (1580-1640)

    Esta obra propõe uma visão de conjunto do período da união dinástica, 1580-1640. Trata-se de perceber o que na História – em parte comum – das coroas de Portugal e Castela tornou possível a incorporação de Portugal na monarquia Hispânica durante os reinados de Filipe II, Filipe III e Filipe IV.

    9.51 6.66
  • Rainhas de Portugal-2ª.edição

    Pela pena de Francisco da Fonseca Benevides somos conduzidos através de uma viagem no tempo, cheia de descrições, imagens plásticas, tendo como fio condutor a acção e a as biografias das Rainhas de Portugal e a sua influência decisiva, quer como Rainhas, quer como consortes dos reis nos destinos de Portugal. O historiador, pesquisou e compilou documentos, pistas arqueológicas e depoimentos, realizando a mais vasta e completa investigação nesta temática – ainda não superada nos dias de hoje – obtendo uma visão de conjunto abrangente. Francisco Fonseca Benevides nasceu em Lisboa em 1836, tendo falecido em 1911. Foi professor de Física e de Hidrografia no Instituto Industrial de Lisboa, da Mecânica de Artilharia na Escola Naval de Lisboa, tendo quando conclui o curso da Escola Politécnica, ingressado na Marinha em 1851, onde permaneceu até 1856. Em 1854 foi nomeado, por concurso, Regente da cadeira de Física do Instituto de Lisboa e Lente de Matemática e Artilharia da Escola Naval. Fez parte das Comissões encarregadas de estudar as exposições Internacional do Porto (1856) e Universal de Paris (1867). Fonseca Benevides fundou o Museu Tecnológico do Instituto Industrial de Lisboa. Em 1866 foi admitido da Academia das Ciências. Foi nomeado inspector das Escolas Industriais de Portugal em 1884. Foi agraciado com os graus de Cavaleiro da Ordem de Cristo (1862), Cavaleiro da Ordem de Santiago (1866) e Comendador da Ordem de Cristo (1867), tendo ainda sido admitido como Sócio Correspondente da Academia Real das Ciências de Lisboa, em 1866.

    35.33 24.73
  • Salazar a instauração da Ordem

    Entre 1932 e 1934, período capital para a instauração da “Nova Ordem”, Salazar monta cirurgicamente os pilares daquela que viria a ser a mais longa ditadura europeia do século XX. Seguindo o implacável plano arquitectado por Salazar, Arnaldo Madureira, investigador de História Contemporânea, desconstrói um a um os mecanismos que levaram à consolidação do seu poder.

    25.13 17.59
  • Salazar e a Europa. História da Adesão à EFTA

    O que levou o regime de Salazar a quebrar o “orgulhosamente sós” e a apostar na adesão à EFTA, em 1956? E como conseguiu Portugal tornar-se membro fundador de uma organização a que pertenciam países altamente industrializados? O objectivo deste livro é esclarecer um processo negocial apontado como um dos mais bem sucedidos na história da política externa portuguesa do século xx.

    18.44 12.91
  • Salazar e a Igreja

    25.14 17.60
  • Senhorias Laicas Beirãs no Seculo XV

    O autor apresenta o quadriculado da Comarca da Beira dos séculos XIV e XV, onde, na sua grande maioria, em alargados conjuntos de terras e partículas várias de solo se agrupavam os Beirões de então, uns aí nascidos, outros residentes ou com grande número de bens imóveis. Fala da Nobreza tão-só, dos feudos respectivos, do alargamento dos mesmos por modos irregulares e da sua primitiva aquisição por doação régia, como forma de recompensa pelo protagonismo nas múltiplas conjunturas dos ditos séculos. Refere ainda como nasceram por lá os primitivos núcleos de propriedade dos filhos segundos que, por lei, não tinham direito a quinhão familiar. Discrimina as produções alimentares e “industriais”, os monopólios, nomeações e privilégios daqueles cujos filhos e netos veremos depois nas Ilhas, no Brasil, na Índia, na China e no Japão.

    22.16 15.51
  • Setúbal – Economia, Sociedade e Cultura Operária

    Este livro pretende contribuir para um melhor conhecimento do aglomerado urbano de Setúbal. Dada a sua localização geográfica privilegiada, que provocou um rápido desenvolvimento económico, desde sempre atraiu gentes do Norte e Sul do país portadoras de culturas diversas que interpenetrando-se fizeram desta cidade um pólo cultural com características próprias. O seu porto, situado na margem norte do estuário do Sado, deu origem a um dos principais centros portugueses de pesca, de extracção de sal e, posteriormente, da indústria de conservas de peixe. No entanto, a sua importância para a economia nacional e para a indústria sociocultural tem sido menosprezada. Recorrendo aos mais diversos tipos de fontes de forma extensa e pormenorizada, o presente livro é uma contribuição essencial para situar a importância da cidade de Setúbal no contexto nacional do final do século XIX e princípio do século XX, bem como para fornecer novas pistas para estudos macro-históricos sobre a zona da península de Setúbal.

    33.83 23.68
  • Sexualidade, Família e Religião na Colonização do Brasil

    Foi a Igreja que, mais ainda do que o Estado, se debruçou sobre a vida sexual e familiar dos colonos da América portuguesa. A colonização fez-se com a transferência das normas eclesiásticas, bem como das leis civis, em vigência no Reino de Portugal e todos, índios, negros, mestiços e brancos, a elas deviam obedecer. Mas as transgressões ocorreram na colónia e neste volume avalia-se em que medida os vários grupos étnicos se afastaram dos padrões de comportamento impostos pela metrópole.

    18.50 12.95
  • Um Olhar Feminino Sobre Portugal

    “Um olhar Feminino sobre Portugal” é a edição da correspondência entre D. Mariana de Sousa Holstein, condessa de Alva, e a sua irmã, Teresa, esposa de D. José, diplomata em Madrid e futuro Conde de Vila Real, durante os anos de 1814 a 1819, época em que o irmão de ambas é nomeado Ministro dos Negócios Estrangeiros. A correspondência não só nos revela os aspectos da vida pessoal das duas irmãs e das suas famílias, intimamente entrosadas com os destinos do País, mas confere informações inéditas sobre política, a diplomacia e a sociedade da época, preenchendo lacunas importantes da historiografia que se debruça sobre o período oitocentista. O estilo fluente e elegante da autora permite que a obra seja lida como um romance tão fascinante quanto verídico, ao mesmo tempo que proporciona um olhar feminino, crítico e inteligente sobre o Portugal da época e dos meandros por de trás dos acontecimentos. D. Mariana Vicência de Sousa Holstein, Condessa de Alva, nasceu em Turim, a 5 de Maio de 1784. Casou em 1800 com seu tio D. Luís Roque de Sousa Coutinho Monteiro Paim, 3º Conde de Alva. D. Mariana era possuidora de uma cultura invulgar. Irmã do futuro Duque de Palmela, foi uma protectora das Artes e uma pintora de mérito. As vicissitudes da política levaram-na e a seu marido ao exílio, em 1828, quando D. Miguel subiu ao trono. E foi em França que, no ano seguinte D. Mariana viria a falecer.

    31.80 22.26
  • Varões Assinalados

    Obra de excepcional qualidade artística, os Varões Assinalados de Francisco Valença – caricaturista cujo talento artístico contrasta com algum esquecimento público –, traça os retratos das mais destacadas figuras públicas do conturbado período que vai de Setembro de 1909 a Agosto de 1911, acompanhados de biografias humorísticas assinadas por autores como André Brun, Gomes Leal, Alfredo Mesquita, João Chagas, Albino Forjaz de Sampaio ou Mayer Garção. São 48 retratos a texto e traço do mais fino e espirituoso humor, que 100 anos depois aqui recuperamos.

    34.56 24.19