Temas de História de Portugal

  • A Contra Reforma em Portugal

    O catolicismo moderno foi um elemento estruturante da sociedade portuguesa do Antigo Regime. O presente volume propõe uma leitura renovada da chamada «Contra-Reforma» no Portugal dos séculos XVI e XVII. A análise faz-se à luz, por um lado, de um número importante de trabalhos que, nos últimos anos, contribuíram para a renovação da história religiosa portuguesa da época moderna; por outro, de algumas categorias e perspectivas de interpretação que têm vindo a ser discutidas no âmbito da historiografia europeia. Num primeiro momento, são analisadas as bases sobre as quais assentou a confessionalização católica em Portugal. Incide-se assim sobre os principais poderes que intervinham no campo religioso, bem como sobre os dispositivos de controlo que as estruturas eclesiásticas desenvolveram no quadro do disciplinamento das populações. A segunda parte centra a atenção nas formas e nos instrumentos utilizados na difusão e socialização do discurso doutrinal do catolicismo moderno, sublinhando a dimensão pedagógica e persuasiva que, igualmente, animou muitas das intervenções dos agentes religiosos. Por fim, são analisados alguns dos âmbitos da vida religiosa, moral e social das populações sobre os quais incidiu a actividade da Igreja. Mais do que a eficácia ou a ineficácia dessa actividade, põem-se em relevo as dinâmicas que se estabeleceram entre as propostas do discurso pós-tridentino e as tradições sociais e religiosas das comunidades do Antigo Regime.

    20.09
  • A Guerra da Restauração. 1641-1668

    Neste livro é traçado um panorama geral daquel que foi o maior período de guerra da história portuguesa, entre 1641 e 1668, desde a aclamação de D. João IV como rei até ao reconhecimento pela Corte de Madrid da separação de Portugal dos domínios herdados por Filipe IV. A Guerra da Restauração ou da Aclamação é aqui devolvida ao seu tempo e à complexidade da sociedade que a sustenta e aos seus múltiplos conflitos internos. Sublinham-se os limites impostos ao financiamento da guerra, as resistências à formação de um exército de tipo permanente e os efeitos de desordem da competição entre os fidalgos.

    18.02
  • A Cultura das Luzes em Portugal

    Em que condições e com que meios se operou a abertura do espaço cultural português ao movimento de ideias das Luzes? Partilharão os agentes das novas correntes de pensamento uma filosofia comum? Que aspectos singularizam, afinal, a cultura portuguesa de Setecentos?

    14.13
  • Império e Grupos Mercantis – Do Oriente ao Atlântico. Século XVII,

    A obra analisa as relações externas de Portugal com o Império e a Europa, enfatizando as opções de negócio de certos estratos do grupo mercantil. Que vias usaram os comerciantes de grosso trato para actuarem como grupo de pressão; como e em que circunstâncias interferiram nas decisões políticas relativas ao Império; qual o impacto das actuações persecutórias da Inquisição ou da proximidade aos círculos do rei na debilidade ou prosperidade deste grupo, são perguntas que integram o questionário central desta síntese.

    13.78
  • As Misericórdias Portuguesas de D. Manuel I a Pombal

    Este livro apresenta o estado dos conhecimentos sobre as Misericórdias à luz da bibliografia recente sobre o tema, no período compreendido entre a sua fundação e o consulado de Pombal.

    12.68
  • História do Pensamento Económico Português

    Este livro organiza-se em torno de quatro temas essnciais para a compreensão da história do pensamento económico português. Começa com uma análise da relação entre ética e economia, na perspectiva do estudo da dimensão moral na actividade económica. prossegue com a elucidação do nexo que existe entre economia e direito e da sua importância para a compreensão do quadro normativo da vida económica. Procura depois explicar a diversidade de papéis atribuídos aos agentes económicos e esclarecer a complementaridade e antagonismo de funções exercidas pelo mercado e pelo estado. Finalmente, elucida sobre a arbitagem entre fecho e abertura da economia, tendo em atenção os fundamentos evocados por adeptos proteccionistas e livre-cambistas.

    10.57
  • O Fim do Império Português

    A guerra colonial marcou a sociedade portuguesa dos anos 60 e 70 do século XX e está na origem da forma peculiar do derrube do Estado Novo e da institucionalização da democracia. Esta obra pretende sintetizar e discutir o período do fim do império português, salientando sobretudo as atitudes da comunidade internacional perante a guerra, a resistência tenaz do salazarismo à descolonização, a indissociabilidade da descolonização e da transição à democracia, e o legado deste processo, quer para a consolidação democrática em Portugal quer para os novos países independentes de expressão portuguesa.

    9.51
  • Portugal na Monarquia Hispânica (1580-1640)

    Esta obra propõe uma visão de conjunto do período da união dinástica, 1580-1640. Trata-se de perceber o que na História – em parte comum – das coroas de Portugal e Castela tornou possível a incorporação de Portugal na monarquia Hispânica durante os reinados de Filipe II, Filipe III e Filipe IV.

    9.51