Product Tag - Biografias

  • Horácio Roque

    Cinco anos depois da morte do banqueiro Horácio Roque, esta é a história do rapaz que partiu aos 14 anos para Angola, que trocou o Mogadouro por Luanda quando Portugal estava em vésperas das primeiras revoltas em Angola que acabariam numa desastrosa descolonização. Compensou a falta de berço com o engenho e determinação que o colocariam na lista dos mais ricos do mundo, à custa de saber estar próximo de todos os regimes que lhe permitiram construir essa fortuna assinalável. Da UNITA de Savimbi ao MPLA de José Eduardo dos Santos, passando pelo apartheid de Botha e pelo inesquecível Mandela, Horácio Roque juntou-se a todos eles. É também uma história de mulheres, da ativista Fátima Roque, do amor por Paula Caetano e de um banco, o Banif, que hoje procura a sobrevivência, depois da crise financeira internacional da qual já só viu o início. Dizem que teria rescrito este último capítulo da história do banco que fez nascer se tivesse vivido para contá-la. Nunca o saberemos.

    16.90
  • Memórias do Gato que Ri

    Gato de pêlo cinzento e espírito anarquista, sempre muito sarcástico, grande apreciador de café, cigarrilhas, nêsperas e broas de mel, sem falar da sua paixão por traduzir poesia em espanhol e inglês, o bichano Zé Maria conta ao narrador deste livro, na leitaria Via Láctea, à Lapa, a sua vida – e a do seu dono (que aliás, se mantém sempre teimosamente anónimo) – desde que nasceram ambos em Moçambique, viveram em Lisboa e depois regressaram a Lourenço Marques. Este Zé Maria está sempre ao lado do seu dono, excepto quando este é internado num colégio lisboeta, acompanhando-o depois no exílio francês, primeiro na Alsácia e depois na Provença, tendo regressado ambos a Portugal após o 25 de Abril, fazendo neste livro a sua jovial autobiografia politicamente incorrecta, ao mesmo tempo que nos vai narrando as aventuras dos anos de universidade, de luta contra o salazarismo, das suas leituras e outras gandais: tudo somado dá o retrato irónico, quando não vitriólico, de toda uma geração que fez greve universitária de 1962 e, assistiu, mais tarde, a Maio 68 em França, assim como se desenha ainda o retrato de uma família ligada ao mundo colonial português, sobretudo nas suas incríveis, grotescas e divertidas figuras femininas – a tia Clementina, a prima Palmira… Recordações ficcionadas (ou ficção memorialística?), estas Memória do Gato que Ri evocam de maneira mais irreverente, cómica e, por vezes, melancólica, o trajecto de uma geração nascida no começo da II Guerra Mundial, mais os seus sonhos e delírios, as aventuras e as desventuras de todo um Portugal que, apesar de imaginário, se parece com todos nós, pois é feito com retratos autênticos de muitos de nós.

    10.04
  • José Maria Espírito Santo Silva

    Filho de pais incógnitos, é um padre que lhe dá o nome que marcaria a Economia portuguesa. Alexandra Ferreira conta a vida do homem que veio do nada e que acabou a fundar um Império.

    16.90
  • Memórias para Após 2000

    Neste segundo volume de Memórias, José-Augusto França trata dos anos após 2000, em que completou, em 2012, noventa anos. Lembra os colegas e amigos das Artes e das Letras, e conta os seus setenta anos de ofício. Fala do que viu ou fez, ou lhe fizeram, e de muita gente que cruzou, retirando-se em terras do Anjou ou no Jardim da Estrela, à beira dos patos e dos gansos do lago. Ateu de cultura católica, e continuando sempre a ser, sobretudo, republicano espanhol de 1936, José-Augusto França é um especialista mundialmente conhecido e o mais considerado Historiador e Crítico de Arte português.

    23.00
  • Confissões de Um Jovem Esctitor

    O brilhante escritor italiano leva-nos numa viagem aos bastidores do seu método criativo e recorda como arquitetou os seus mundos imaginários: partindo de imagens específicas, fez sucessivas escolhas ao nível da época, da localização e da caracterização do narrador – o resultado foram histórias inesquecíveis para todos os leitores. De forma alternadamente divertida e séria, mas brilhante como sempre, Umberto Eco explora a fronteira entre a ficção e a não-ficção, afirmando que a primeira deve assentar num intricado enredo que requer ao escritor a construção, através da observação e da pesquisa, de todo um universo até ao mais ínfimo pormenor. Por fim, revela ao leitor um precioso trunfo que permite vislumbrar o infinito e alcançar o impossível. Umberto Eco tinha quase 50 anos de idade quando a sua primeira obra de ficção, O Nome da Rosa, o catapultou para a fama mundial e se tornou um clássico moderno. Nestas “confissões”, o agora octogenário faz uma retrospetiva da sua carreira, cruzando o seu percurso como teórico da linguagem com a veia romancista que descobriu mais tarde na vida. Este “jovem escritor” é, afinal, um grande mestre e aqui partilha a sua sabedoria sobre a arte da imaginação e o poder das palavras.

    18.02
  • Goa-O Preço da Identidade

    Nesta sua obra, Valentino Viegas traça um retrato vivo da sociedade goesa durante o derradeiro período da presença portuguesa naquela terra oriental, casando a realidade com a ficção. O autor denuncia de forma vigorosa as fortes desigualdades sociais que ainda persistem em numerosas partes daquele subcontinente, sem deixar de aflorar os abusos praticados pelos portugueses. Salazar, Vassalo e Silva, os metropolitanos, as descaradas mentiras dos jornais continentais portugueses, a voz do comum dos goeses, os sonhos, os desafios, os receios, os medos, as hesitações, os sentimentos, a emigração, o passado e o presente, tudo isto Valentino Viegas consegue irmanar no tratamento harmonioso das situações, tendo sempre Goa como pano de fundo.

    16.01
  • Félix de Avelar Brotero. Uma História Natural

    30.29 18.00
  • 7 Biografias de Eça de Queiroz

    São enormes os obstáculos que, de um modo geral, o género biográfico enfrenta ao esbarrar, frequentemente, na tentação do colorido fantasista ou anedótico, na omnisciência, no inauditismo (sempre associado ao sensacionalismo), na interpretação subjectiva, no lugar-comum, nas naturais dificuldades que a falta de documentação e testemunhos traz ao seu discurso, na tautologia cansativa que vamos verificando de biografia em biografia, nos repetidos falsos episódios que se vão transmitindo e enquistando e, finalmente, nos escolhos da apreciação literária quando o biógrafo decide comentar criticamente a obra. O vezo de emitir pontos de vista aparatosos, contrários a conclusões fundamentadas de outros autores, leva, quantas vezes, a propostas absurdas, por incapacidade de um inteligir autónomo. Elegem-se, ufanamente, futilidades digeríveis sem dificuldade pelo leitor comum. O esquecimento do carácter hipotético das interpretações vê-se agravado pelo uso de uma linguagem sentenciosa, inadequada.

    13.12
  • Memórias para o Ano 2000

    .. Dirigiu-se o autor, sobre o relvado, para as mesas e as cadeiras brancas, de ferro pintado, sob uma bela magnólia, de folhas perenes e luzidias… Assim pôde, mais ou menos, terminar este livro, com uma citação – porquê inesperada?… Começou ele nos Estaus do Infante D. Henrique e acaba assim, sob outros céus de diferente e frio azul. Pelo meio, foram ficando terras, diversas também, das práticas do autor, como sobretudo Lisboa e Paris, mas Angola também, e cem viagens, da Sicília à Noruega e a Leninegrado ainda, e do Brasil aos States e ao México de Chichen-Itza, e de Quioto a Goa; e muita gente nesses sítios encontrada, célebre ou muito menos, e monumentos e ruas, cafés e ateliers, exposições feitas e vistas, livros escritos e lidos, teatros e cinemas, universidades, congressos e academias. São casos, acontecimentos e factos produzidos, assistidos, vistos e comentados. Sem pena. Coisas e gentes na dansa de roda que o António Pedro pintou em 1936 com máscaras de sabat, como se o fizesse para a capa deste livro… Trata-se de cinquenta ou mesmo setenta anos de memórias pouco usuais. Pois não é verdade que os Portugueses não têm memórias, têm saudades? A um desenho firme que os separe das coisas, preferem eles uma pintura vaga que a elas os colem… … Para o ano 2000 foram estas páginas prometidas e pontualmente escritas, em fim de milénio, de carreira e já quase de vida. (J.-A. F.)

    24.67