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  • O Paço de Salvaterra de Magos

    Necessitavam os monarcas portugueses, para apoio à sua itinerância regional, de amplos paços onde a família e a comitiva se instalassem, transportando não só o guarda-roupa como mobiliário, loiças e pratas, tapetes e armações, para conforto do local. No Ribatejo utilizavam os Paços de Salvaterra, Almeirim e Santarém.

    Na pequena vila, já desde final do século XIV existia um paço valorizado em plena Renascença pelo Infante D. Luís (filho do Rei D. Manuel), que seria ampliado no século XVIII para receber D. João V e D. José.  Os arquitetos João Pedro Ludovice e Carlos Mardel nele orientaram grandes obras, embora poucos vestígios tivessem chegado aos nossos dias. Um dos grandes atrativos da corte em Salvaterra era a caça; nas matas vizinhas da extensa planície (terras coutadas com regimento próprio desde 1569) abundavam veados, javalis, lobos e raposas.

    A reunião dos elementos que agora se publicam sobre o paço, o teatro de ópera e a falcoaria, foi objeto de longos anos de pesquisa, contribuindo especialmente aqueles dois últimos para a história do que nesses sectores, de maior qualidade, havia na Europa de Setecentos.

    A primeira edição desta obra foi publicada em 1989 e esgotou pouco tempo depois.

     

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  • O Príncipe Piloto

    D. Afonso de Bragança, o menos conhecido membro da última família real portuguesa, deixou-se contagiar pela magia que irradiava dos novos veículos que a Revolução Industrial do último quartel do século XIX fizera surgir além-Pirenéus. O popular «Arreda» nunca se conformou com a monotonia palaciana e sempre que podia trocava os salamaleques de salão pelo óleo sujo dos motores dos automóveis que colecionava. Por cada vénia que o protocolo lhe exigia, imaginava uma perigosa aventura aos comandos do seu batalhão de bombeiros. Preferia o sobressalto do momento ao calendário repetitivo da agenda real. A paixão fugaz ao amor eterno. A popularidade à  reverência. A aprendizagem prática ao estudo clássico. Trocava, enfim, as fastidiosas partituras musicais do piano da sua mãe, Maria Pia, e do barítono paterno, o rei D. Luís, por um simples mas virtuoso golpe de volante numa qualquer ruela lisboeta. Ao descobrirem-se os caminhos tortuosos da vida de Afonso, é Portugal que se desenha nas suas virtudes e nas suas misérias. Um país dividido entre a bancarrota da Monarquia e a falência da Primeira República.

    18.20