Cartas de uma avó/mãe a uma mãe/filha num livro sem politicamente correto

Cartas de uma avó/mãe a uma mãe/filha num livro sem politicamente correto

“Caro Leitor,

O meu nome é Ana Stilwell e sou mãe de quatro filhos. Espera, mas foste minha filha antes disso. Acho que é mais importante falares nisso primeiro!

Pronto, está bem. Chamo-me Ana Stilwell e sou filha da Isabel Stilwell. Quando as minhas filhas nasceram tornei-me mãe e a minha mãe tornou-se avó. (Mas uma avó nova…) Sim, uma avó muito nova e querida.

(Muito melhor J)

Estávamos as duas mentalizadas para as birras das crianças; o que não esperávamos eram as birras uma da outra. Nem que fossem tão difíceis de gerir.

Roupas de criança, amamentação, pedagogias sobre dormir e educar, a quantidade tonta de doces que os avós gostam de dar aos netos, hum e a parvoeira das dietas glúten, lacto, tudo-o-que-é-bom free dos pais, ou a mania dos avós acharem que os miúdos só fazem birras connosco, ou as modas das mães que amamentam até aos 10 anos… enfim… material nunca nos faltou.

O que nos faltava era uma forma de falarmos destas coisas sem nos chatearmos. E por isso, confinadas em casa por causa da Covid, decidimos que era altura de dar asas a este projeto e começar a escrever cartas uma à outra. Sabíamos que nos faria bem, mas nunca imaginámos que pudesse ser tão divertido partilhar as nossas birras com os outros.

E que os outros também sentissem tantas das coisas que sentimos! Por isso decidimos embarcar numa aventura de criar um livro onde não entrasse o politicamente correto. Onde a avó/mãe e a mãe/filha podem partilhar angústias, raivas, felicidades e descobertas sobre a parentalidade, as relações e a vida. (…)”

É com uma Carta aos Leitores que começa este “manual” destinado a ajudar avós e mães a sobreviver aos primeiros braços-de-ferro, às bocas de “No meu tempo não era assim”, às birras com testosterona (porque os homens também aqui entram), e muito mais, num incentivo a que abandonem a capa, desistindo do mito da supermulher.

E é esse o livro que hoje lhe chega às mãos!

Muitos anos, muitos, depois do sucesso de 49.233$00 de telefone, Diário de uma mãe, Diário de uma filha — ainda era em escudos! —, Isabel e Ana Stilwell voltam a fazer uma parceria para falar de educação, parentalidade, e do inevitável conflito de gerações na educação das crianças.

«Birras de Mãe» é um projeto que viu na quarentena o momento certo para avançar. Isabel Stilwell, avó/mãe (e também sogra) e Ana Stilwell, mãe/filha, separadas pela pandemia, decidiram escrever cartas uma à outra, para falar dos medos, irritações, perplexidades, raivas, mal-entendidos, mas também da sensação de perfeita comunhão que — ocasionalmente! — as invade. E nunca mais pararam, na esperança de que quem as leia, avó ou mãe sinta que é de si que falam.

Inicialmente surgiu através das redes sociais, Facebook e Instagram, mas logo de seguida, o «Birras de Mãe», passou a ter também lugar no jornal Público online, onde as cartas diárias criaram rapidamente uma comunidade de avós/mães birrentas.

A este livro associaram-se as marcas Vitacress e Uriage, que apostam em conteúdos que promovem relações familiares saudáveis e genuínas.

Sobre as autoras

Isabel Stilwell é a minha mãe, com todas as coisas maravilhosas e difíceis que essas três letras juntas implicam, mas, para o mundo (e nisto eu concordo com o «mundo»)  é uma jornalista e escritora incrível! Há quem a conheça da Pais&Filhos, da Antena 1, dos romances históricos ou dos livros infantis, mas todos a reconhecem como uma defensora do bom senso, da verdade e da sensibilidade. É verdade que agora já tem oito netos, mas quem a iniciou nessa experiência fui EU, com o nascimento das minhas filhas gémeas.
Ah, esperem… Eu sou a Ana Stilwell, a filha do meio (que são sempre as melhores, obviamente!), estudei educação de infância, adoro escrever, sou cantautora (lancei o meu segundo disco em 2019) e mãe de quatro filhos.

Como partilhamos a certeza de que a escrita é o melhor remédio para as dores de crescimento, escrevemos o nosso primeiro livro em conjunto quando eu tinha 16 anos e agora – já avó e mãe – começámos o projeto «Birras de Mãe»

Ana Stilwell

 O livro está disponível aqui

 

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