Mulher e a Sociedade (A)

  • Feminino ao Sul

    Esta obra, é já uma referência no campo do estudo de géneros. Reflecte sobre o tema “Mulher” em todos os seus aspectos, com especial infoque para a “insularidade feminina”, quiçá específica do sul, no sentido alargado, equatorial, do termo. Esta obra nasce dos textos resultantes dos três Ciclos de Conferências realizados na Universidade de Évora pelo Núcleo de estudos de História da Mulher, integrado no Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedade.

    23.32
  • Variações sobre Sexo e Género

    Esta é uma Antologia de textos feministas – de análise crítica sobre a diferença em áreas muito diversas –, focando a diferença entre homens e mulheres, tal como ela foi elaborada a partir do Iluminismo. A escolha destas autoras procura abordar diversas questões. Por exemplo, “como é que as relações de género dizem respeito a outro tipo de relações sociais como a classe ou a raça?” (Flax). Este é o livro fundamental para quem se propõe aprofundar nos estudos de género.

    11.66
  • Saberes, Modas & Pó-de-Arroz

    18.02
  • Falar de Mulheres – Historia e Historiografia

    25.14
  • História Comparada das Mulheres

    Este livro pretende abrir novas perspectivas sobre a história comparada das mulheres. O seu ponto de partida e cerne é a seguinte questão: como escrever uma história comparada das mulheres? Quatro proeminentes historiadores americanas das universidades de Columbia, Louisville, Nova Iorque e Stanford aceitaram o desafio de contribuir para este debate, e exploram as frutuosas contribuições da história das mulheres para a história comparada, centrando-se nos Estados Unidos e na Europa, desde o séuclo XVIII até ao século XX.

    16.96
  • Cabelos à Joãozinho

    A imagem de referência da mulher dos Anos 20 – os loucos anos, ou Era do Jazz-band –, advém dos cabelos cortados à rapazinho: curtos, que deixavam a nuca à mostra. Que normas e preceitos vigentes foram abalados por um corte de cabelo?

    16.96
  • Cuidar dos Outros, Cuidar de Si

    A arte de criar os filhos na idade da puerícia, essa arte de criação de humanos, fundamento de comunidade, no sentido arendtiano em que cada ser que vem é algo de novo que acontece à comunidade, se esta o acolher. E não existem humanos sem este condicional, a saber, as condições necessárias para que uma criança possa crescer a aparecer. Ou, de outra forma, pensar na saúde das mulheres nas suas faces de cuidar dos outros, cuidar de si, pois é nesta dualidade que se desenha o mapa da construção de um indivíduo no feminino.

    19.08
  • As Mulheres e a Cidadania

    Procura-se identificar a prestação de trabalho das mulheres na esfera pública como um fenómeno diverso e de longa duração, articulando-o com diferentes condições sociais e culturais em presença. Sublinha-se a mudança de padrões no trabalho e no emprego das mulheres a partir da Revolução Industrial, destacando-se a emergência de profissões e ocupações femininas.

    25.13
  • Um Divórcio na Lisboa Oitocentista

    O divórcio a que o título deste livro se refere foi o do notável investigador e médico Bernardino António Gomes e de Leonor Violante Rosa Mourão, cujo processo se iniciou nas vésperas da insurreição militar de 1820 e terminou quase no final do breve triénio do regime liberal que se lhe seguiu. A partir de um caso concreto de separação pedida pela esposa, o leitor toma conhecimento do espaço a que a mulher casada estava circunscrita – pelas leis, pela religião, pelos costumes… A referência especial a dois dos filhos do casal remete ainda o leitor para a política persecutória de D. Miguel I.

    14.42
  • As Causas das Mulheres

    Estes textos são respostas a apelos diferentes. Saber as mãos que trabalham os campos, modelam corpos, manejam utensílios e fi tas e textos, saber que nelas, neles, há pensamento pensante, há também “um coração que pensa” na expressão de H. Arendt. O que fazer com tudo isso? Questão que no seu impensado vem constituindo uma parte do percurso fi losófi co recente: o de se reapropriar desse impensado para perceber o que o pensamento excluiu, de que se separou. Compreender pois a mutabilidade da defi nição da “natureza feminina”, que “la donna é mobilè”, teve consequências negativas, mas é, simultaneamente, uma forma altamente positiva de sussurrar esse trabalho de imaginário, de criar singularidades com as mãos, com a fala, com o corpo, quer dizer, de criar o que se chamou “espírito” (na sua oposição ao corpo) como, de facto, os fi lósofos ‘sabem’, ainda que não o formulem no quadro do pensamento ‘pensante’. Até hoje esta história tem sido escrita no seu apagamento, ou sob a forma da dicotomia numa das suas vertentes, a do corpo que é falado, mas que não elabora uma fala singular. Poder-se-ia dizer que aqui se formulam as resistências, as questões que as mulheres e/ou as feministas, etc., provocaram; houve também uma redefi nição do que se pensa como humano, e isso inscreve-se num horizonte mais lato, em que o concreto e o abstracto redefi nem fronteiras entre mãos, utensílios, ideias, conceitos, máquinas e híbridos. Redefi nição entre fronteiras que se formula pela abertura de algo, de um lugar no interior da fi losofi a e que signifi ca também recebermos os desejos dos outros, mas na afi rmação que expulsa o ressentimento.

    19.99
  • Nem Gatas Borralheiras Nem Bonecas de Luxo

    “Ao dar a este livro o título de Nem gatas borralheiras, nem bonecas de luxo… As mulheres portuguesas sob o olhar da história (sécs. XIX-XX), tomei de empréstimo palavras de Virgínia de Castro e Almeida, conhecida educadora e prestigiada activista da I República, retiradas do seu livro A Mulher. Historia da mulher. – A mulher moderna. – Educação. Nesse livro, publicado em 1913, a autora pretendia chamar a atenção para as deficiências do sistema educativo português no que respeitava à instrução feminina e, ao mesmo tempo, estigmatizar a superficialidade e a frivolidade dos ensinamentos ministrados. Porém, ao inverter-lhes o sentido, colocando-o na negativa, pretendi sublinhar a importância da contextualização histórica na desconstrução de determinadas imagens que confinam a condição feminina nas acanhadas fronteiras dos discursos políticos e ideológicos. Não esteve na minha intenção contrariar o libelo acusatório da autora mas, partindo dessa imagem historicamente situada, procurei reforçar a necessidade de diálogo entre a história das mulheres e a história geral como condição sine qua non para a inteligibilidade do real. Este foi o espírito que presidiu à elaboração dos artigos que se reúnem nesta colectânea. Escritos entre o ano 2000 e a actualidade, estes procuram problematizar os fenómenos históricos sob o ponto de vista do sexo e do género e ajudar a compreender como se foi forjando a individualidade feminina.” Irene Vaquinhas

    15.73
  • Do Tempo e da Moda

    Do Tempo e da Moda resulta da análise empenhada e atenta de uma relação – a que se foi construindo entre as leitoras e o Modas & Bordados, ao longo dos quinze anos que correspondem, “grosso modo” à época da I República. Relação essa apreendida a jusante, em jeito de imagem devolvida por um espelho. Ou seja, através do discurso da(s) directora(s) da publicação e das suas colaboradoras. Quer se trate de sages conselhos do foro conjugal, quer de informações sobre matérias bem mais objectivas, como a composição do enxoval de uma jovem burguesa, quer ainda de uma dieta de emagrecimento ou de receitas para conservar a juventude, a informação que se foi obtendo ao longo do estudo daqueles milhares de páginas “introduziu-nos” nos lares da pequena e média burguesia do Portugal de então. Mulheres, não raro, mal preparadas para desempenhar o papel que se lhes exigia, quantas delas desiludidas e apoquentadas, para quem o Modas & Bordados era, simultaneamente o confidente paciente, o conselheiro seguro, a fada-madrinha cuja varinha mágica poderia, quiçá, polvilhar de estrelas a cinzenta monotonia de um quotidiano sem história. Porque, para além da matriz orientadora – explicitamente anunciada no editorial do primeiro número, e diversas vezes reiterada no decurso da publicação – o Modas & Bordados desempenha, também, uma importante função catártica. E não será isto que, ainda hoje, a quase um século de distância, buscamos ao folhear as apelativas páginas de revistas femininas, que incessantemente desafiam cada mulher a tornar-se aquilo que gostaria de ser?

    19.99
  • Mulheres de Papel

    Este livro constitui uma pesquisa rigorosa que ocupará, sem dúvida, um lugar de destaque no âmbito dos estudos feministas e da comunicação social. E será certamente uma obra de referência para outras pesquisas que se situem no cruzamento destes campos científicos, um território de investigação ainda pouco explorado no nosso país. Mas a sua qualidade advém ainda de um outro aspecto, talvez o mais difícil, quando se trata de devolver ao público não especializado um trabalho desenvolvido no quadro de uma tese académica. Refiro-me, em especial, à estética que atravessa todo o texto, desde os subtítulos ao corpo do texto propriamente dito. A fluência e a beleza da escrita, que já eram patentes na própria tese, e que reflectem talvez a formação da autora como jornalista e historiadora, mas sobretudo um grande talento, juntam-se aqui, para aliar o prazer do conhecimento ao prazer da leitura. Lígia Amâncio

    19.99
  • Falar de Mulheres. Da Igualdade à Paridade

    “É gratificante apresentar a publicação das comunicações ao I Curso livre de Estudos sobre a Mulher. Da Igualdade à Paridade, organizado por Faces de Eva. Centro de Estudos Sobre a Mulher, da Faculdade de Ciências Sociais e humanas da Universidade Nova de Lisboa, em primeiro lugar porque divulda um conjunto de reflexões e estudos sobre um tema da maior actualidade no no âmbito das problemáticas que reflectem a situação da mulher na sociedade, nomeadamente na sociedade portuguesa. Como pano de fundo ergue-se o empenhamento pelos estudos sobre a mulher; enquanto contributo para o pleno entendimento da Mulher como Pessoa, isto é, para a defesa dos direitos universais do ser humano, em tudo o que, vivencial e culturalmente, lhe toca de modo particular.” Zília Osório de Castro

    19.18
  • Não Aconteceu Nada em Hiroshima

    «Não aconteceu nada em Hiroshima é obrigar a olhar para lá, para esse turbilhão negro no ar, para os corpos mutilados no momento ou num futuro mutilado, e obrigar-nos a recuar […], e esse olhar não é fuga ao passado mas antes uma insistência que torna o presente mais acutilante: esse não aconteceu nada que diz que constantemente ele está ainda a acontecer, sob esta forma (na Ex-Jugoslávia, Palestina-Israel, nas guerras “desejadas” contra o Iraque, etc.) ou sob outra forma, proposta no texto, nesse desejo constante de vida, de afirmação de vida que, na companhia de Deleuze (e também de Guattari), Ana Isabel Crespo afirma com força que supera todos os obstáculos, todos os desejos de morte, proposta excessiva, apaixonada que nos deixa sem lugar para percebermos como essa afirmação excessiva de vida é possível, a partir de uma leitura nietzschiana da vida que Deleuze tornou possível, compreensível, no seu belís-simo livro Nietzshe et la Philosophie (1962). […] É também (im)pertinente o modo como, neste texto, há uma proposta de pensar o género e a Psicoterapia de orientação analítica (nas palavras da autora) e se assume nessa leitura, a partir do conceito de Deleuze/Guattari devir-mulher, uma outra postura face às lutas feministas que, na sua afirmação política, pretendem em geral tornar-se elas próprias um devir-maioritário, de domínio.» Teresa Joaquim

    18.17
  • Adeus, Até ao Teu Regresso

    Adeus, até ao teu regresso podia ter sido a resposta de muitas mulheres portuguesas à frase tantas vezes proferida pelos soldados que partiam para a guerra colonial e difundida pelos meios de comunicação social da época: “Adeus, até ao meu regresso”. Parafraseando esta expressão, Sílvia Espírito Santo dirige o seu olhar de historiadora sobre uma organização de mulheres que tentou acompanhar os soldados durante os 13 anos de guerra colonial: o Movimento Nacional Feminino.

    13.12