Europas

  • Ulisses, o Europeu

    ULISSES, a quem é dedicada esta obra de louvor, simplificação e actualização, não será guerreiro nem violento, antes continuará as qualidades do “homem fértil em recursos”, cantado por Homero. Nele encontramos ainda as qualidades comuns a Franceses, Ingleses, Espanhóis, Dinamarqueses, Portugueses, Alemães, etc., ou seja, o que de melhor existe no ethos europeu, na cultura europeia, na psyche europeia também: um homem do espírito, da inteligência, da convivência democrática. Actualizar Ulisses, vesti-lo à nossa maneira hodierna, diante dos desafios que o esperam nesta marcha para a construção da Europa de Maastricht é fazer dele um herói democrata, alguém que demanda uma Ítaca de democracia e prosperidade. Cada época o sonhou à sua maneira, e a nossa, cansada de espadeiradas, de tanto sangue vertido e tanto fumo acre saído das chaminés de Auschwitz, farta de dogmas e de absolutos, prefere um herói que brilhe pela palavra e pela argúcia, pela eloquência e pela ousadia calma. Um homem que, em plena guerra de Tróia, um companheiro de armas definia como aquele que sabia pensar superiormente.

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