Polémica biografia de Margarida Marante recorda passado ligado às drogas

Polémica biografia de Margarida Marante recorda passado ligado às drogas

Três anos e meio depois da inesperada morte de Margarida Marante, vítima de um ataque cardíaco, aos 53 anos, é lançada uma biografia da jornalista, escrita por Maria João Martins.

O livro apresenta testemunhos dos três filhos, Henrique, Joana e Catarina, do ex-marido, Henrique Granadeiro, e do amigo Daniel Proença Carvalho.

As palavras do antigo diretor de Margarida Marante na RTP suscitaram polémica, uma vez que Proença de Carvalho relembra o passado ligado às drogas da jornalista e afirma que foi Emídio Rangel, o seu segundo marido (que morreu em agosto de 2014) quem a iniciou no consumo de cocaína, dependência que a própria assumiu publicamente.

“Esse vício fora adquirido com Emídio Rangel, mas enquanto ele tinha estrutura física e emocional para recuperar, a Margarida não tanto”, conta o advogado.

A jornalista esteve casada durante cinco anos com Emídio Rangel. O divórcio e a subsequente saída da SIC arrastaram-na para uma grave depressão que só conseguiu vencer pouco tempo antes de morrer.

“[Emídio Rangel] era um homem capaz do melhor e do pior. O seu brilho profissional, a capacidade de empolgar quem trabalhava com ele, coincidia com um grande desequilíbrio e até com uma grande crueldade. Deixou a Margarida quando ela mais precisava dele”, acusa Daniel Proença de Carvalho na obra.

Indiferentes a estas decla­rações, dois dos filhos da jornalista, Henrique e Catarina, que estiveram presentes no lançamento da biografia, no El Corte Inglés, em Lisboa (a irmã, Joana, não esteve presente por se encontrar a estudar nos EUA),
asseguram que nada abala o orgulho que têm na mãe.

“Não há mancha que apague o facto de ela ter sido uma grande profissional do jornalismo e, sobretudo, uma grande mãe. Prefirofocar-me nas partes bonitas, mas não temos a mínima vergo­nha do percurso bom e mau que a minha mãe teve em vida. Por isso, não tendo vergonha dela, também não quisemos que fossem omitidas as partes menos boas. Não pusemos qualquer entrave”, sublinha o filho, que não conteve as lágri­mas durante a apresentação da obra.

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