Media e Jornalismo

  • Ecrãs em Mudança

    O livro Ecrãs em Mudança reúne contribuições sobre as relações da televisão e da Internet com os seus públicos, sobretudo os jovens. A interacção entre os públicos e tais tecnologias faz-se, sobretudo, a partir dos ecrãs, face aos quais nos entregamos, quotidianamente, mais ou menos tempo, na nossa actividade profissional e de lazer. Tais ecrãs estão em mudança pois, quer uns quer outros, sofrem transformações constantes nos conteúdos, nos dispositivos, nos públicos, nas tecnologias que os fazem estar presentes nas sociedades modernas. Este livro dá uma contribuição para entender melhor as relações entre os ecrãs e os públicos, facto maior das sociedades contemporâneas.

    15.65
  • A Representação das Minorias Sexuais na Informação Televisiva

    Este livro aborda a questão da representação das minorias sexuais na informação televisiva portuguesa e apresenta um estudo de caso da SIC entre 1995 e 2000. Pretende compreender-se de que forma um meio de comunicação de massa aborda uma realidade minoritária que questiona o statu quo social, assente no paradigma da heterossexualidade normativa. Procurou-se averiguar se o discurso noticioso televisivo reforça o estatuto desviante destas minorias ou se, por outro lado, contribui para o seu reconhecimento e integração, tendo em conta as particularidades da produção jornalística e a especificidade do meio audiovisual. A obra apresentada nasceu da tese de mestrado apresentada na Universidade Nova, em 2004.

    18.02
  • A Construção do Olhar

    O olhar tem sido historicamente construído. A construção do olhar é um acto individual, mas também um dado social, diferente de pessoa para pessoa, variável segundo as tecnologias que produzem os olhares e segundo os modos de ver dominantes numa época. Este livro resulta de uma reflexão que especialistas portugueses e franceses realizaram num Curso na Arrábida. A concepção que o atravessa é que aos objectos vistos (televisão, cinema, fotografia…) se junta hoje o olhar dos espectadores, que se apropriam das imagens. E as imagens são ilusões, mesmo quando retratam com realismo o mundo. Além desta constatação, importa considerar que cada público constrói as suas visões dos objectos vistos. Se o olhar se constrói, urge considerá-lo como objecto de ensino e de vivência quotidiana. E contextualizá-lo numa relação de cidadania com os objectos vistos e construídos pela televisão, pelo cinema, pela fotografia, pela imagem digital. Ou interrogá-lo nas cidades e nos outros espaços em que estamos inseridos.

    10.60
  • A TV de Proximidade e os Novos Desafios do Espaço Público

    Este livro centra-se na análise da relação entre os meios de comunicação social e o espaço público e na caracterização da realidade social que resulta dessa relação: uma sociedade alicerçada no fosso crescente entre a elite decisora e a massa e onde os meios de comunicação social, ao invés de ampliarem a discussão racional, antes fortalecem o conformismo que transforma a opinião pública numa entidade difusa, a que a elite recorre, apenas, porque necessita do peso do número para legitimar a sua acção política. Esta opinião pública é mera realidade estatística à mercê de poderosos interesses que, recorrendo à propaganda, ao marketing político e aos meios de comunicação social se servem do peso do número dessa entidade sem rosto para alcançarem os seus propósitos. Este trabalho destaca a acção dos meios de comunicação social, sobretudo da televisão, para concluir que a lógica da maximização das audiências facilita a progressão dessa sociedade atomizada, uma vez que obriga a que sejam retirados dos espaços nobres de contacto com o grande público todas as referências que apelem ao pensamento, ao debate e à discussão racionais, com vista à formação de uma verdadeira opinião. Pedro Coelho rejeita este determinismo e analisa o papel dos públicos remanescentes, os sujeitos livres que resistem, que pensam e discutem a realidade, tentando encontrar formas de influenciarem a massa num sentido que lhe permita inverter a lógica que orienta a sua acção. Neste livro é criado um modelo, a televisão de proximidade, que o autor aplica, em tese, às regiões em vias de desenvolvimento, dissertando sobre a forma como esses canais podem contribuir para a progressão do espaço público. O autor nunca esconde a sua condição de jornalista de televisão, analisando o meio de uma forma que reflecte a ligação apaixonada que ainda mantém com esse objecto, mas, simultaneamente, questionando a lógica de que a televisão se tornou refém, de uma forma que deixa reflectir no texto algum desencanto com a profissão.

    19.08
  • Silêncio e Comunicação

    Poderá o silêncio existir num mundo sem linguagem? Qual a natureza da relação entre linguagem e silêncio, se é que ela existe? Será possível a relação entre silêncio e verdade ou será contraditória uma vez que a verdade, para o ser, terá de ser enunciada, dita? David Le Breton vê o silêncio como “um modulador da comunicação”, como a sua condição sine qua non. No entanto, nas sociedades de mediação electrónica, o silêncio tornou-se, apenas, uma interrupção momentânea equiparada à falha técnica. Faz-se apenas notar quando um mecanismo se desregula e falha, interrompendo o fluxo primeiro que é o do ruído. Por outro lado, temos cada vez mais a tendência para evitar e temer o silêncio já que a interacção social e as suas regras nos ditam que o silêncio é algo negativo. A própria expansão e evolução dos media terá gerado essa angústia do silêncio, uma vez que a sua natureza ou lógica é incompatível com ele. Em suma, o silêncio é muitas vezes entendido como marca de solidão e a sua ausência marca de sociabilidade. Não obstante, existem espaços onde ele é entendido, aceite e mesmo exigido, como na religião, na psicanálise, na filosofia, nas próprias regras da vida em sociedade. O silêncio não só é inseparável das várias formas de comunicação, como chega a ser, em certa medida, a sua condição de existência e de eficácia. Há, no entanto, uma forma radical de ausência do silêncio que o contradiz e impossibilita em pura negatividade e essa forma é o ruído. Precisamente aquilo que mais predomina nas nossa sociedades de mediação electrónica. Em Silêncio e Comunicação, Tito Cardoso e Cunha mostra-nos que se há algo que caracteriza o silêncio é precisamente a sua natureza multifacetada. Diz ele: “não existe o silêncio mas múltiplos e diversos silêncios”. E vemos aqui como cada um desses silêncios se interliga e relaciona com os vários campos da humanidade.

    9.86
  • O Comentadores e os Media

    O destaque e visibilidade dados aos comentadores têm aumentado na sociedade portuguesa, fruto da institucionalização da democracia, do desenvolvimento empresarial do sector dos media e da mediatização da comunicação política. Os comentadores surgem como vedetas (possuidoras de um capital simbólico socialmente reconhecido) que ajudam na promoção dos meios de comunicação social onde colaboram. Por seu turno, esses mesmos meios de comunicação promovem essas individualidades, contribuindo para a permanência da sua imagem no circuito mediático e para a sua credibilização pública. Neste livro apresentamos um estudo empírico sobre o universo dos comentadores, analisando, por um lado, a sua importância mediática para os meios de comunicação em que colaboram e, por outro lado, o perfil dos comentadores. Para tal, estudámos o ‘‘espaço opinião’’ na imprensa de referência dominante portuguesa, de onde seleccionámos os seguintes jornais: Diário de Notícias, A Capital, Público, Expresso, O Semanário e O Independente. Este trabalho inaugura uma linha de estudos inéditos em Portugal sobre os produtores de opinião, permitindo responder a várias questões: quem são os comentadores em Portugal? Em que campos sociais são recrutados? Por que temos estes comentadores e não outros? E por que é que o perfil dos comentadores se tem mantido imune às alterações estruturais vividas no sector dos media e na sociedade portuguesa?

    12.10
  • A Teoria da Comunicação de Alfred Schutz

    Alfred Schutz é um autor pouco citado na bibliografia portuguesa de Ciências da Comunicação. Porém, noutros países, ele é vastamente utilizado em áreas como o Jornalismo, tendo dado origem a pesquisas teóricas de grande interesse na Teoria da Notícia através de autores como Gaye Tuchman, Giorgio Grossi e Enric Saperas. Além disso, ele está na origem directa de pesquisas sobre as relações entre comunicação e sociedade, sendo um dos autores que mais influenciaram Berger e Luckmann, Habermas e Goffman, entre outros pesquisadores sociais de enorme relevo para a área disciplinar das Ciências da Comunicação. A Teoria da Comunicação de Alfred Schutz pretende contribuir, muito modestamente, para ultrapassar uma lacuna escassamente preenchida por referências em segunda mão.

    12.52
  • As Mulheres e os Media

    Conhecer as notícias de hoje pelo jornal, pela televisão ou pela rádio, é uma forma simples de constatar como elas são uma imagem do mundo a partir de uma visão sobretudo masculina. De facto, esse olhar e o seu correspondente poder, não existem simplesmente nos títulos sobre os acontecimentos no Médio Oriente, mas também nos anúncios onde mulheres extremamente magras são usadas para vender desde carros a desodorizantes; existem no mundo construído nas secções do entretenimento e das artes, bem como nas páginas de economia e de política; existem nos talkshows e na ausência das mulheres de cargos de direcção nos media. Tudo isso, bem como as palavras escolhidas, as fotografias incluídas, as vozes ouvidas, as imagens apresentadas, são necessariamente políticas na natureza das fronteiras construídas dentro de cada uma delas. É este “mundo político”, desequilibrado, que as feministas desafiam. Não há uma só causa para este desequilíbrio na construção de uma voz unilateral que anuncia o mundo. O feminismo afirma é que ela não é universal nem objectiva, mas a voz de um poder que secundarizou e viu as mulheres de uma determinada forma. Por isso, os media são particularmente importantes para as mulheres. Os textos que aqui se apresentam – ilustrando o vasto campo da literatura sobretudo anglo-saxónica neste domínio – dão conta de algumas das preocupações centrais dos estudos feministas dos media. Colocam no seu centro o sistema de entendimento, valores e formas de comunicação, com base nos quais se organiza a nossa sociabilidade e pelas quais aprendemos a viver em sociedade. Estes textos cruzam preocupações transnacionais que podem contribuir para uma elucidação das preocupações feministas sobre os media que, em Portugal, começam a ganhar importância. Com este livro, o Centro de Investigação Media e Jornalismo e Livros Horizonte esperam contribuir para o desenvolvimento de um campo social, cultural e científico de tão grande relevância, como é o que faz o cruzamento de duas problemáticas centrais: os media e as mulheres.

    24.23
  • Identidades, Media e Política

    A reflexão sobre o tema da “identidade” está muito ligada à crítica do sujeito feita nas últimas décadas. Há, com efeito, factores fundamentais que descentram a noção de nós próprios, sendo a articulação das “políticas de identidade” a face visível de uma crescente mudança nas condições da nossa formação. A partir da constatação da fragmentação do sujeito político e do crescimento de movimentos sociais heterogéneos, este livro procura repensar a acção em relação a novas formas de subjectividade e a questões de justiça social. Para isso, os termos “identidade”, “comunidade” e “comunicação” são explorados como vectores de um nexo conceptual de contornos fluidos que definem o espaço de análise como intercepção das respectivas problemáticas, articuladas numa rede de partilha de valores, práticas e significados. Como resultado desta exploração, a “identidade” adquire, para além da sua vertente sociológica, uma dimensão política e comunicacional – assumindo-se simultaneamente como processo e resultado de formas de pensar e agir sobre si e sobre os outros num campo de acção coordenada. O feminismo como “política de identidade” ocupa, ao longo desta discussão, um importante papel. Tendo as ideias de “indivíduo” e “comunidade” ressurgido nos últimos anos, esta obra procura ainda explorar as diversas dimensões que as atravessam, pela discussão habitualmente conhecida como o debate entre comunitários e liberais. Como “terceira via” a esse debate, e seguindo uma perspectiva habermasiana, o trabalho defende que é possível solucionar os conflitos de uma forma justa, por meio do diálogo, propondo um cidadão cuja identidade é ancorada na experiência de comunicação democrática, em instituições e comunidades discursivas ou dialógicas. No centro da discussão estará uma legitimidade sustentada por razões articuladas livre e equitativamente, base de uma intersubjectividade colectivista e autónoma. Face ao pluralismo de identidades, defende-se, é no espaço público que resolvemos as nossas disputas morais, políticas e sociais. O livro procura, assim, explorar algumas das complexidades deste espaço público, nomeadamente pela centralidade dos media neste mesmo espaço.

    21.20
  • Leitura das Notícias

    Uma ideia atravessa esta obra do princípio ao fim: o jornalismo é uma actividade social e cultural demasiado importante para ficar confinada ao horizonte da sua prática quotidiana. A velocidade e a quantidade da informação, as condições em que muitas vezes opera quem a procura, trabalha e apresenta, assim como a importância desse trabalho para a sociedade exigem que se accionem recursos teóricos e instrumentos variados que nos ajudem a compreender o papel do jornalismo hoje e aqui. Os contributos da investigação de Cristina Ponte para os estudos jornalísticos constituem já uma referência incontornável em Portugal. Neste volume, que muito oportunamente recupera e dá a conhecer parte do enquadramento teórico da sua tese de doutoramento, a autora propõe-nos uma viagem atenta e documentada pelos percursos que fazem hoje a história das correntes que nos foram ajudando a compreender melhor o que é o jornalismo e a natureza e o papel das notícias. Tem a vantagem de não nos confinar nos meandros de uma especialidade. Pelo contrário, transporta-nos para os cruzamentos em que este território de estudo se entrelaça com outros saberes, desde a literatura à filosofia, desde a sociologia à história. Muito poderão beneficiar da leitura deste livro: os estudantes e os profissionais de jornalismo, certamente, mas também todos quantos estudam e investigam no âmbito das ciências sociais e humanas, agentes políticos, e cidadãos interessados em reflectir sobre um campo do simbólico no qual se condensam os enunciados, as representações, as ideologias e os mitos da nossa sociedade. Manuel Pinto

    10.60
  • Comunicação e Cidadania

    Este livro trata do papel da comunicação na constituição da sociedade. Com o recurso a teorias clássicas da Sociologia e da Filosofia (Interaccionismo Simbólico, Fenomenologia Social, Teoria dos Sistemas e, muito particularmente, a Escola de Frankfurt e as obra de Habermas e de Foucault) reflecte sobre o carácter simbólico da experiência humana. Seguidamente, debruça-se sobre os conceitos de Espaço Público e de sociedade civil como instâncias de mediação entre público e privado e como espaços de aprofundamento da cidadania. Simultaneamente, reflecte sobre a emergência das identidades, a proliferação de minorias e as transformações da experiência que resultam dos fenómenos de fragmentação cultural, referenciados como traços distintivos da nossa contemporaneidade. Neste domínio, debruça-se sobre as tensões entre o Global e o Local, o Universal e o Particular particularmente despertas pelos fenómenos da globalização. Finalmente, recorre à teoria da construção social da realidade e à teoria crítica para investigar o papel dos media: numa palavra, será que os media contribuem para a fragmentação e reforço do pluralismo ou, pelo contrário, contribuem para uma homogeneização e globalização da cultura?

    16.66
  • O Crime nos Media

    Proposta de reflexão sobre o tratamento noticioso do crime no actual panorama mediático. Pretende explorar o impacto e o valor simbólico das notícias criminais, reconhecida que é a sua preponderância enquanto tópico de comunicação pública.

    10.60
  • Linguagem e Modernidade

    O tema deste livro é a relação entre Linguagem e Experiência nas sociedades contemporâneas, onde os media possuem um papel importante. É a consciência de uma relação estreita entre a experiência vivida e a linguagem que dirige a atenção para os problemas que a comunicação levanta em termos de relações intersubjectivas, numa época de forte configuração mediática. Num tempo em que se vai tornando claro que a comunicação constitui o horizonte insuperável onde conhecemos e experimentamos a realidade, evidencia-se igualmente a fragilidade e os limites de qualquer forma de comunicação. Para entrar no discurso específico dos estudos da comunicação, dos media e da cultura, são seguidas duas linhas: por um lado, a singularidade da experiência contida na linguagem e a interpretação como tarefa, sustentadas a partir da hermenêutica crítica; pelo outro lado, cientificismo, pretensões positivistas, analíticas e lógicas. É na esteira desta ambivalência que se delineia um quadro geral para a compreensão da discursividade moderna, associada às mutações sociais e à influência dos media. Discurso e real tendem a confundir-se e, da multiplicidade de discursos, distinguem-se os simples e evidentes. É deste jogo, em que interpretação e experiência se cruzam, que o presente livro dá conta, mostrando que a linguagem pode fazer sentido – a partir da capacidade criadora e transformadora dos indivíduos, da experiência extrema enquanto Sujeito.

    11.66
  • Os Jornalistas Portugueses

    Este livro procura analisar um conjunto de ideias e de conceitos relacionados com a profissionalização dos jornalistas portugueses, antes do 25 de Abril de 1974. Para isso, procura compreender como era ser-se jornalista em Portugal durante o Estado Novo. Que motivações havia para enveredar pelo jornalismo? Que dificuldades sentiam? Que mitos vigoravam entre eles? Que causas defendiam? Quais eram as suas principais preocupações? Quais as suas rotinas? E quais os seus sentimentos em relação à «profissão»? Para responder a essas questões, foram investigadas: as estruturas organizativas, como associações e sindicatos existentes; qual a situação material dos profissionais da imprensa, em termos de vencimentos, previdência, contratação colectiva, duplo emprego; e ainda qual a retórica sobre a «profissão» e o jornalismo, ao serem abordados temas como a identidade profissional, o ensino do jornalismo e a deontologia profissional.

    15.14
  • Jornalismo Cívico

    Este livro é uma introdução ao mais importante movimento jornalístico norte-americano desde o “novo jornalismo” da década de 1960: o “jornalismo cívico”. Igualmente conhecido como “jornalismo público” ou “jornalismo comunitário”, o movimento surge do impulso de jornalistas e académicos e conta com o apoio de algumas importantes fundações norte-americanas, tendo como principal objectivo reforçar a ligação entre os media noticiosos e a cidadania, na medida em que condena a tendência do jornalismo contemporâneo para reduzir o leitor/ouvinte ao papel de simples consumidor.

    21.20
  • Comunicação e Sociedade-2ª.edição

    O conjunto de textos reunidos nesta obra reconstitui alguns dos momentos mais marcantes do estudo da problemática dos efeitos dos meios de comunicação social – um tema central da Sociologia da Comunicação, em termos gerais, uma questão também incontornável de toda a pesquisa comunicacional ao longo das últimas décadas.

    15.90