Catálogo

  • Revistas, Ideias e Doutrinas

    As revistas constituem uma das principais fontes da história cultural e política do século passado, mormente durante as primeiras décadas. Nas suas páginas – só na aparência efémeras – definiram-se correntes de pensamento, movimentos literários e artísticos, combates cívicos fundamentais. Quase todos os pensadores relevantes da época foram seus redactores ou colaboradores, tendo publicado sob a forma de artigo muito do que de mais interessante e de mais marcante os distinguiu. Com a realização do ciclo de conferências, que agora se editam, combinou-se o estudo e a reflexão sobre as principais orientações programáticas e doutrinárias das revistas das três primeiras décadas do século XX com a diversidade disciplinar e metodológica da sua abordagem. José Augusto Seabra relaciona as principais revistas com os movimentos culturais. Manuel Braga da Cruz aborda as revistas católicas. António Reis e Rogério Fernandes ocupam-se da Seara Nova. Eduardo Lourenço retoma a problemática da relação entre a Presença e o primeiro modernismo. Paulo Samuel fala-nos de A Águia e dos contornos da “Renascença Portuguesa”. Paulo Archer de Carvalho analisa os dois grandes títulos do Integralismo Lusitano. João Freire inventaria as revistas anarquistas e interpreta os seus discursos. José-Augusto França detém-se na Contemporânea e nos magazines do seu tempo.

    15.14
  • Intervenção Socialista

    Neste livro apresenta-se uma elite política de esquerda que viveu activamente a História de Portugal da segunda metade do século XX. Uma elite que emergiu em 1958, em torno das eleições do general Humberto Delgado, que se afirmou na crise académica de 1962, e que informalmente teve um papel decisivo tanto em ditadura como em democracia, da CDE ao MES, passando pelo 4.º Governo Provisório e pela proximidade a Melo Antunes. Uma elite que até à sua formalização na associação Intervenção Socialista, em 1975, e à posterior adesão ao PS em 1978, marcou presença nos momentos políticos fulcrais do seu tempo, com uma influência maior do que o número reduzido dos seus membros. Se bem que na prática não tenha conseguido impor os seus trâmites teóricos. Uma elite com uma cultura política própria, pontuada por nomes como Jorge Sampaio, João Cravinho, João Bénard da Costa, César Oliveira, Nuno Portas, Nuno Brederode, entre outras individualidades.

    16.11
  • Introdução à Linguística

    A Linguística torna-se cada vez mais uma disciplina de base à qual se referem obrigatoriamente etnólogos e sociólogos, psicanalistas e filósofos, estetas e críticos. Georges Mounin propõe-se fornecer a todos os que querem estudar esta disciplina um conjunto de noções apresentadas com a maior clareza, que lhes permitam dominá-la seguindo o itinerário e o método convenientes.

    10.04
  • Elites e Democracia

    Podemos definir as elites como as pessoas e os pequenos grupos que, em virtude das suas posições estratégicas em organizações poderosas, produzem ou influenciam as decisões políticas vitais. Neste sentido, as elites compõem-se não apenas de líderes prestigiados e “estabelecidos”, mas também, em graus variáveis consoante as sociedades, de líderes de organizações de massas e movimentos sociais. É uma pré-condição para a existência de qualquer democracia liberal a constituição de uma estrutura de interacção que ofereça a todas as elites, ou às mais importantes, o acesso às arenas centrais de decisão política.

    16.96
  • Estado-Nação e Migrações Internacionais

    Quais os desafios que as migrações internacionais colocam às sociedades democráticas? Num mundo cada vez mais interligado à escala global poderão os Estados nacionais perder relevância? Na presente colectânea, que reúne contributos de reputados especialistas das migrações, são abordados três aspectos essenciais. O primeiro prende-se com o impacto das políticas de inclusão das populações de origem migrante nas arquitecturas institucionais, pensadas para a acomodação de populações nacionais. O segundo refere-se à forma como os Estados reagem às dinâmicas transnacionais. Por último, são discutidas as noções conexas de soberania e de fronteira, num contexto em que o controlo dos fluxos transfronteiriços é uma tarefa cada vez mais complexa.

    19.61
  • Representação Politica

    A questão da representação é a questão do poder na sua configuração moderna. Associada à democracia, a representação apresenta-se como efectivação da soberania popular. A história, porém, mostra que os representantes foram sempre suspeitos de ignorar os representados e chamar a si a soberania. De alguma forma, a história da representação nunca deixou de ser a história da «crise da representação». Como explicar um tal paradoxo? Burke, Sieyes, Lukács, Kelsen e Schmitt escreveram, a este propósito, páginas que entretanto se tornaram clássicas. É esse conjunto de textos, indispensável para pensar uma das questões políticas mais actuais, que fica, a partir de agora, disponível em português. Índice Diogo Pires Aurélio, O que representam os representantes do povo Edmund Burke, Discurso sobre a reforma da representação na Câmara dos Comuns Emmanuel Joseph Sieyes, Observações sobre os meios de execuçãode que poderão dispor os representantes da França em 1789 György Lukács, A questão do parlamentarismo Hans Kelsen, O problema do parlamentarismo Carl Schmitt, Democracia e parlamentarismo

    18.02
  • Democracia, Partidos e Elites Políticas

    Democracia, Partidos e Elites Políticas é uma obra fundamental para compreender a relação entre a classe política, os indivíduos concretos que a compõem, e as instituições da democracia. As análises específicas do caso italiano e dos seus intricados problemas, assim como as investigações comparativas mais amplas, que se encontram nesta obra conduzem-nos através de investigação rigorosa e fascinante a um dos assuntos mais pertinentes dos estudos políticos: saber como mudam, por efeito da crescente integração europeia, as condições políticas em que operam as elites democráticas dos países membros. O autor coloca neste livro a questão: “Devemos privilegiar o ponto de vista dos actores individuais, com as suas características pessoais, os seus interesses e opiniões, os recursos de que dispõem e as motivações que orientam as suas acções, ou, pelo contrário, o ponto de vista das instituições, entendidas como sistemas complexos de normas e de papéis, de constrangimentos e de expectativas, dotadas de um ethos específico, que condicionam os indivíduos que dela fazem parte?”. A obra está dividida em duas partes. Na primeira parte o autor oferece instrumentos para repensar as definições de partido e de governo. É feita uma abordagem inédita sobre a complexidade do governo e dos partidos e aborda um tema tão interessante quanto polémico: a profissão de ministro na Europa Ocidental. Na segunda parte, somos colocados perante a realidade italiana, tanto naquilo que tem de específico, como de paradigmático e universal: a unificação das elites e a consolidação da democracia em Itália (uma perspectiva histórica); a crise de partidos à italiana; Elites, políticas internacionais e a construção da polis europeia – o caso italiano em perspectiva comparada. MAURIZIO COTTA (n. 1947), professor de Ciência Política e director do Centro Interdipartimentale di Ricerca sul Cambiamento Politico da Universidade de Siena, é co-autor de Il sistema politico italiano (2008) e um dos coordenadores de Parliamentary Representatives in Europe, 1848-2000 (2000) e de Democratic Representation in Europe: Diversity, Change and Convergence (2007).

    23.32
  • Os Sistemas Eleitorais: o contexto faz a diferença

    “Os Sistemas Eleitorais: o contexto faz a diferença “apresenta, define e debate os diversos sistemas eleitorais, as suas vantagens e desvantagens. Com este livro ficamos a par da actualidade relativamente às reformas dos sistemas na maioria dos países ocidentais. A obra apresenta estudos detalhados acerca das tendências internacionais e a sua evolução em diversos países, incluindo Portugal. Imprescindível para compreender a actualidade. Dieter Nohlen é professor emérito de Ciência Política da Universidade de Heidelberg (Alemanha). Galardoado com o Prémio de Investigação Max-Planck (1991) e autor de vasta bibliografia, dirigiu recentemente as obras Diccionario de Ciencia Politica (2006) e Elections in Europe (2007).

    14.63
  • Múltiplas Modernidades. Ensaios

    A modernidade estendeu-se de facto à maior parte do mundo. Mas, em vez de constituir um padrão institucional único, uma única civilização moderna, deu lugar ao desenvolvimento de várias civilizações modernas ou padrões civilizacionais, em constante mutação. Depois de enquadrar o problema das múltiplas modernidades contemporâneas, o livro faz uma resenha histórica sobre as primeiras modernidades; sobre as identidades colectivas e sobre a esfera pública e a ordem política na pluralidade dos países do continente americano. A obra detém-se na explanação do conceito “As Modernidades em Reverso”; relata os aspectos da estruturação social e do Protesto nas sociedades modernas (sobre onde estão os limites e onde existe convergência). Para terminar, a obra desenvolve magistralmente os pontos fundamentais acerca da transformação e da transposição das múltiplas modernidades na era da globalização. Shmuel Noah Eisenstadt é professor de Sociologia na Universidade Hebraica de Jerusalém. Foi galardoado com prestigiados prémios internacionais a área das ciências sociais e humanas. Das suas obras traduzidas para português destaca-se A Dinâmica das Civilizações. Tradição e Modernidade.,

    14.63
  • Nova Interpretação dos Sonhos (a)

    Desde 1899 nenhum psicanalista fez novas propostas para os postulados de Freud sobre os métodos de interpretação dos sonhos. Hoje em dia, a maioria dos investigadores que trabalham sobre os sonhos são neurocientistas que excluem completamente qualquer noção de interpretação. O problema mantém-se, portanto, intacto – e longe de ser resolvido. Sem medo de enfrentar os cânones, Tobie Nathan, professor de Psicologia na Universidade de Paris-VIII e autor de vários livros de sucesso, ousa uma «nova interpretação» de A Interpretação dos Sonhos de Freud, recorrendo às mais recentes investigações no campo das neurociências e integrando também as leituras das mitologias grega, africana, judia e árabe. O pai da Etnopsiquiatria vem assim refutar o legado do pai da Psicanálise e constrói como que um guia interior para ajudar o explorador dos sonhos a devolver dignidade a esta dimensão tão crucial das nossas vidas, fornecendo as chaves que nos permitem compreender: – como funciona um sonho; – para que serve sonhar; – a diferença entre um sonho e um pesadelo; – a quem podemos contar um sonho e a quem não se deve nunca contá-lo; – que cada sonho é único porque cada sonhador é único; – que o sonho é um sinal de alerta. Algumas curiosidades sobre os sonhos: Todos os animais de sangue quente sonham – mesmo os fetos dentro da barriga da mãe ou os pintainhos nos ovos. Os pássaros têm sonhos de 10 a 15 segundos. As vacas sonham cerca de 15 minutos por dia. Os gatos chegam aos 200 minutos diários, tornando-se assim os campeões oníricos! O ser humano sonha, em média, durante 100 minutos por dia. O sono ocupa um terço da nossa vida, e por sua vez 25% desse tempo é consagrado aos sonhos. Assim, uma pessoa com 60 anos passou 5 anos da sua vida a sonhar. Segundo o Talmud, “Um sonho não interpretado é como uma carta que não foi lida”.

    18.02
  • Psicologia Política e Líder Carismático

    Se é verdade que quem não aprende com o passado tem de pagar isso no futuro, esta obra de Alexandre Dorna assume uma importância fundamental, pois constitui um instrumento de estudo e de investigação no domínio da sociologia e da área do conhecimento que nesta obra é definida como Psicologia Política. É exemplo disso, o estudo do conceito e figura do líder carismático, que ressurge associado ao fundamentalismo religioso, à extrema-direita, mas também noutras áreas da política, tipificada em várias facetas pelo autor. Esta é, segundo Alexandre Dorna, uma “questão antiga, mas nunca verdadeiramente superada, que reencontra um lugar nas novas relações a céu aberto que a religião tece com a política através da reconversão religiosa dos antigos países comunistas, a visão providencial da ideologia liberal de G.W. Bush ou o envolvimento dos islamitas no terrorismo político”. Por vezes perturbador na sua análise profunda, o autor afirma noutro capítulo desta obra que a nossa sociedade “tornou-se reflexiva, autocrítica e global, mas o sociólogo da modernização está ocupado a desenvolver um fatalismo negativo e comportamentos ao mesmo tempo mais competitivos e individualistas”. Porém, acrescenta, “as relações sociais e as expectativas psicológicas mudaram de natureza. Em consequência, a abordagem das Ciências Sociais e Humanas não logra escapar a essa evolução geral”. Alexandre Dorna é Professor de Psicologia Social e Política na Universidade de Caen, França; é director da revista online Les C@hiers de Psychologie Politique (www.cahierspsypol.fr.st), e presidente Associação Francesa de Psicologia Política. Os domínios principais das suas investigações são: persuasão, discurso político, liderança, organizações, propaganda – áreas nas quais desenvolveu e publicou diversas obras.

    18.17
  • Temas e Debates em Psicologia Social

    O mundo em que vivemos está cada vez mais complexo, e as ciências sociais são constantemente chamadas a interpretar o comporta-mento humano neste novo contexto. Este livro aborda algumas das questões de hoje na perspectiva da Psicologia Social, integrando contributos de autores portugueses e estrangeiros. Com base em investigação recente, procura-se assim equacionar alguns problemas socialmente relevantes como as diferenças de poder, as questões do racismo e da discriminação contra as mulheres, a resposta aos novos riscos a que estamos sujeitos ou as mudanças que se verificam nas organizações. Este livro procura ainda contribuir para uma história desta disciplina, situando o seu desenvolvimento em Portugal no quadro da sua disseminação pela Europa e pelo mundo. Deste modo, apresenta-se como um instrumento útil para quem quiser compreender a sociedade em que vivemos e para os estudantes e investigadores na área das Ciências Sociais em geral e da Psicologia Social em particular. Conta com os textos dos seguintes autores: Andre Savoie, Berta Chulvi, Fabio Lorenzi Cioldi, Francisco Costa Pereira, Glynis Breakwell, Jacques-Philippe Leyens, Jean-Claude Deschamps, Jorge Correia Jesuíno, Jorge Vala, José Neves, Juan Perez, Lígia Amâncio, Luísa Lima, Marcus Lima, Margarida Garrido, Maria Benedicta Monteiro, Michel Désert, Nicole Kronberger, Paula Castro, Willem Doise e Wolfgang Wagner.

    29.28
  • Direitos do Homem e Força das Ideias

    Se as análises históricas, filosóficas e jurídicas acerca do tema dos direitos do homem se multiplicam, falta ainda o olhar da psicologia social sobre este aspecto do entendimento humano. As pesquisas precedentes que assentam nas relações e representações entre grupos, levaram o autor a abordar a problemática dos direitos humanos sob o ângulo da sua universalidade e dos seus limites. Ele considera estes direitos, acima de tudo, como ideias-força que visam orientar as relações de interdependência entre humanos. As pesquisas aqui relatadas comprovam que a Declaração Universal dos Direitos do Homem serve de marca para a organização dos saberes comuns, através de contextos nacionais diferentes. Elas mostram igualmente que os indivíduos, relativamente a estes direitos, se posicionam em função da eficácia que atribuem a eles mesmos ou às instituições para os fazer respeitar e que as suas tomadas de posição estão ligadas às prioridades de valores, às experiências de discriminação social, às pertenças profissionais e nacionais.

    16.96
  • Processos de Liderança-2ª.Edição

    A liderança constitui uma das preocupações centrais dos tempos modernos. das condições do seu exercício depende, em grande medida, a eficácia e eficiência dos grupos e organizações em sectores tão diversos como o Ensino, a Igreja, a Saúde, a Actividade Sindical, as Forças Armadas e, sobretudo, a Actividade Empresarial. Neste volume aborda-se a problemática da liderança a partir duma perspectiva psico-sociológica, passando em revista os diversos modelos teóricos que têm sido desenvolvidos neste domínio no últimos cinquenta anos. Particular atenção é dada aos resultados empíricos e consequências práticas decorrentes das inúmeras pesquisas desenvolvidas, tanto no laboratório como no terreno. São igualmente descritos os resultados obtidos em pesquisas efectuadas em âmbito nacional.

    18.50
  • A Bíblia de Bolso da Gravidez

    Os nove meses de gravidez são sempre simultaneamente maravilhosos e assustadores. É uma altura de transformação, de expectativa… e de mil e uma dúvidas! Entre o que os médicos, os familiares, as amigas e as vizinhas dizem, nada como tirar tudo a limpo. Afinal o que pode esperar ver na primeira ecografia? Quantas chávenas de café pode a grávida consumir? É seguro viajar durante a gravidez? Como preparar-se para o nascimento? Quais os critérios a ter em conta na escolha do nome do bebé? O que realmente faz falta na mala para a maternidade? Todas as respostas, factos e curiosidades que uma grávida quer saber reunidos num livro divertido e bem organizado, para uma mais rápida consulta.

    15.43
  • Sou Pai, e Agora-A Arte da Paternidade-Guia Fund Homens

    Acabou de ser pai ou vai sê-lo em breve? Boa! É a melhor coisa do mundo, etc., etc.. Agora a vida pode retomar o seu rumo… ou quase… Com Sou pai, e agora? ficará a saber como vai ser a vida daqui em diante. Repleto de informações e dicas práticas, de leitura fácil, eis um livro divertido que lhe explica tudo o que precisa de saber para sobreviver ao próximo ano, nomeadamente: – Sono: Está provavelmente a perceber porque é que a privação de sono é usada como tortura. Com o que pode contar, em que alturas, e como aguentar? – Sexo: Quando recomeça? A amamentação funciona mesmo com meio de contraceção? Como e quando recuperar a relação privilegiada com a sua companheira? – Dinheiro: Tem consciência de ter gasto uma pequena fortuna antes do nascimento do seu filho? As despesas vão continuar – mas em que medidas? Haverá soluções que não impliquem mandar o seu bebé lavar pratos? – O seu bebé: Por enquanto o fruto das suas entranhas não faz muito mais do que comer e dormir. O que pode esperar dele e quando? Graças a este livro, no fim do primeiro ano não só conseguirá mudar uma fralda a dormir (se é que consegue arranjar algumas horas para tal) mas também, e mais importante, dominará a arte de ser um excelente pai.

    16.00