Catálogo

  • A Formação Histórica do Salazarismo

    Quando tomou posse da pasta das Finanças a 28 de Abril de 1928, Oliveira Salazar não trazia consigo uma brilhante e intensa carreira política. Surgia apenas como um reputado especialista financeiro a quem era pedido que equilibrasse o orçamento e as contas públicas e reformasse a administração. Nada mais. Cansada de hipocrisias e especulações, muita gente apoiou este homem distante e reservado, a quem não se conheciam ambições políticas porque sempre dissera que as suas ambições se limitavam às aulas e ao convívio com os amigos. Depressa os resultados do seu trabalho se viram. Em pouco tempo cumpria os desígnios para os quais tinha sido chamado. Ao fazê-lo, conquistava pessoas e influências. Aos poucos os seus apoios multiplicaram-se, estendendo-se dos meios monárquicos e católicos até um importante grupo republicano-maçon da zona centro de Portugal. Com este trabalho procura-se estudar as circunstâncias históricas que levaram Oliveira Salazar de ministro das Finanças a chefe de Governo, com poderes que desde o fim da Monarquia mais nenhum ministro teve. Propomo-nos assim conhecer e compreender o curso dos acontecimentos e as discussões ideológicas, políticas e económicas, que sacudiram o país de 1928 a 1932.

    11.07
  • D. Luís da Cunha e a Ideia de Diplomacia em Portugal

    A presente obra debruça-se sobre a actividade diplomática de D. Luís da Cunha ao longo da sua estada nas cortes europeias (1696-1749) e, simultaneamente, reflecte sobre os manuscritos que deixou. A leitura da correspondência do embaixador porá o leitor em contacto com um pensamento perfeitamente elaborado sobre a natureza dos interesses do estado, um conhecimento profundo da vida política internacional do tempo, bem como perante uma correcta avaliação do sentir das opiniões públicas das cortes frequentadas e das sensibilidades dos seus governantes. D. Luís da Cunha e a ideia de diplomacia em Portugal, não deixará de aproveitar ao leitor que se interesse pela actividade social dos embaixadores e que pretenda aprofundar os conhecimentos sobre a época Joanina.

    17.44
  • D. Carlota Joaquina 2.ª Edição

    17.44
  • Centros Urbanos no Alentejo Fronteiriço

    A faixa territorial de várias dezenas de quilómetros que de ambos os lados percorre a raia entre Portugal e Espanha exibe, desde época que não se pôde precisar com exactidão, um traço comum – reúne parte considerável das regiões económica e socialmente mais deprimidas, de que o Alentejo e a Extremadura espanhola constituem exemplos significativos, de dois dos estados menos desenvolvidos da Europa ocidental. O estudo que apresentamos mostra, contudo, que o subdesenvolvimento das regiões fronteiriças não foi fenómeno generalizado no espaço e no tempo. O crescimento populacional e urbano, o dinamismo económico, social e cultural detectados, ao longo do século XVI e primeiras quatro décadas do século seguinte, em Campo Maior, Elvas e Olivença contrariam as tão propaladas visões depreciativas sobre a região e as suas gentes.

    20.14
  • Origens e Formação das Misericórdias Portuguesas

    Esta reedição de Origens e Formação das Misericórdias Portuguesas reveste-se de particular importância pois trata-se de um livro clássico, desde há muito esgotado, e de consulta incontornável para todos aqueles que se dedicam ao estudo da génese e história desta importante instituição de assistência. Este livro permanece, em muitos aspectos, de grande actualidade mercê de uma correcta e aturada pesquisa de fontes históricas, constituindo uma base sólida para os investigadores, continuando ainda hoje a ser citada como obra de referência. O autor, que se dedicou com especial agrado ao estudo e divulgação da vida e obra da rainha D. Leonor, a quem se atribui a fundação das Misericórdias, dá-nos uma síntese da evolução do conceito de Assistência, isto é, auxílio, socorro, desde os tempos anteriores ao Cristianismo, atravessando várias civilizações, sociedades e religiões, para acabar com a fundação das Misericórdias em Portugal, ponto de partida de uma verdadeira rede de instituições de assistência que se espalhou por todo o País. Este vasto estudo sobre a génese e evolução da Assistência vem de novo chamar a atenção para a vastidão do tema e, sobretudo, para a história de uma Instituição que teve importância fundamental na História portuguesa dos últimos cinco séculos.

    31.72
  • Setúbal – Economia, Sociedade e Cultura Operária

    Este livro pretende contribuir para um melhor conhecimento do aglomerado urbano de Setúbal. Dada a sua localização geográfica privilegiada, que provocou um rápido desenvolvimento económico, desde sempre atraiu gentes do Norte e Sul do país portadoras de culturas diversas que interpenetrando-se fizeram desta cidade um pólo cultural com características próprias. O seu porto, situado na margem norte do estuário do Sado, deu origem a um dos principais centros portugueses de pesca, de extracção de sal e, posteriormente, da indústria de conservas de peixe. No entanto, a sua importância para a economia nacional e para a indústria sociocultural tem sido menosprezada. Recorrendo aos mais diversos tipos de fontes de forma extensa e pormenorizada, o presente livro é uma contribuição essencial para situar a importância da cidade de Setúbal no contexto nacional do final do século XIX e princípio do século XX, bem como para fornecer novas pistas para estudos macro-históricos sobre a zona da península de Setúbal.

    33.83
  • A Conservação Urbana e Territorial Integrada

    Esta obra destaca-se claramente de tudo o que já foi publicado em Portugal sobre o tema da reabilitação urbana, não só pelo seu carácter assumidamente interdisciplinar e equidistante, mas também por se desviar do discurso laudatório tão habitual em publicações com a mesma temática. Neste livro, estamos não só perante um conjunto de análises críticas a diversas intervenções – levadas a cabo nas últimas três décadas em centros históricos portugueses, com especial ênfase nos casos do Porto e de Gaia –, mas também perante propostas capazes de abrir novos horizontes. Os autores, Francisco Queiroz e Ana Margarida Portela, depois de apontarem os pontos fortes e os pontos fracos dessas intervenções, assim como os resultados obtidos e alguns dos seus efeitos colaterais, propõem novas perspectivas sobre a reabilitação integrada de centros históricos, constituindo-se assim a primeira obra publicada em Portugal dentro do espírito da Integrated Territorial and Urban Conservation do ICCROM.

    20.14
  • Poder e Iconografia no Antigo Egipto

    Numa sociedade como a do antigo Egipto, aliás, como actualmente, o impulso do poder é particularmente notório nas elites. A realeza egípcia de todas as épocas procurou sempre influenciar a sociedade no sentido de garantir a sua supremacia, para o que desenvolveu e aplicou ao longo dos séculos uma tipologia mais ou menos rígida de práticas e ritos para alcançar esse pretendido efeito. Na época dos Ptolomeus, as suas representações, as suas pinturas e os seus baixos-relevos pretenderam, de igual forma, impor concepções e práticas de poder. Utilizando um vocabulário artístico-iconográfico milenar, os Ptolomeus reivindicaram o antigo prestígio da noção de faraó através de atitudes político-ideológicas de total identificação e assunção dos dogmas, rituais e emblemas egípcios mais ortodoxos. A sua iconografia carrega uma indisfarçável carga ideológica e propagandística.

    19.08
  • A Rua – espaço, tempo, sociabilidade

    A rua como lugar estratégico para a observação da vida urbana é o tema central deste livro. A proposta é: procurar diferentes aproximações a esta realidade complexa a partir do olhar da antropologia, da história, da sociologia e da arquitectura, em contextos geográficos e temporais distintos. A rua condensa e viabiliza todo um imaginário feito de discursos e imagens, de memórias e emoções, que atravessam e elaboram simbolicamente a cidade naquilo que ela tem de mais original. Espaço, tempo e sociabilidade são três tópicos da presente colectânea. Na Paris popular oitocentista, nos actuais campos de refugiados ou na Lisboa dos séculos XIX e XX, vamos ao encontro do lugar da rua.

    15.09
  • As Multiplas Faces da História

    Este livro é constituído por uma série de ensaios que andavam dispersos, escritos ao longo de mais de vinte anos de investigação. As reflexões sobre o método histórico e as análises do pensamento de historiadores e cientistas sociais articulam-se, em As Múltiplas Faces da História, com um trabalho de questionamento das cinco áreas pelas quais o autor tem dividido o seu labor de historiador: a cultura política do período moderno; a história da cultura escrita; a expansão europeia e a história do colonialismo numa perspectiva globalizante; o trabalho de análise da historiografia e a história das ciências sociais; e a sociologia da literatura e da leitura. Trata-se de um panorama amplo e diversificado onde os diversos modos de fazer e escrever história são objecto de uma permanente vigilância crítica e reflexiva.

    30.18
  • Burocracia, Estado e Território

    Ao longo do séc. XIX, os estados europeus conheceram uma enorme expansão e especialização das suas capacidades administrativas. Essa dinâmica de crescimento e modernização do Estado compreendeu dois grandes processos. Por um lado, a centralização do poder político e administrativo, que implicou o esvaziamento de toda uma constelação de poderes concorrentes, tanto periféricos como intermédios. Por outro, a crescente racionalização burocrática das estruturas e meios de administração. Desse duplo movimento resultou a estruturação inédita de um espaço político nacional e uma eficácia de actuação também ela nova. Uma obra coordenada por Pedro Tavares de Almeida e Rui Miguel C. Branco. Pedro Tavares de Almeida (n. 1956) é Professor da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É autor de Eleições e Caciquismo no Portugal Oitocentista, 1868-1890 (1991), Legislação Eleitoral Portuguesa, 1820-1926 (1998) e A Construção do Estado Liberal (tese de doutoramento). É também um dos responsáveis pela coordenação do Dicionário Biográfico Parlamentar (1834-1910) e um dos organizadores de Who Governs Southern Europe? Regime Change and Ministerial Recruitment, 1850-2000. É actualmente o coordenador da colecção “Estudos Políticos”, editada pelos Livros Horizonte. Rui Miguel Carvalhinho Branco nasceu em Lisboa, em 1973. Concluiu a licenciatura em Sociologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, em 1995, e o Mestrado em Economia e Sociologia Históricas (séculos XV a XX) na mesma Universidade, em 1999. Tem centrado a sua atenção na História de Portugal no período contemporâneo, sobretudo nos domínios da História do Estado e da Administração, História da Cartografia e História da Ciência e Tecnologia. Fez a sua dissertação de doutoramento no Instituto Universitário Europeu, em Florença, com um estudo que, partindo das políticas cartográficas, metrológicas e de recenseamento, procura compreender melhor a consolidação e funcionamento da maquinaria do Estado português no processo de se tornar moderno.

    19.99
  • Estudos de Egiptologia

    18.66
  • Lei e Ordem no Liberalismo em Portugal

    A partir das ideias-chave de lei e de ordem (no duplo sentido de ordem-modelo e de forças da ordem) é possível traçar um dos arcos que definem o campo penal – aquele que vai da criação das normas penais e policiais ao exercício da força que estas solicitam. Os textos que constituem este livro inscrevem-se precisamente no arco temático assim definido, encontrando-se agrupados em três secções. Na primeira, é focado o problema da construção conceptual e normativa de um espaço legítimo de actuação coerciva do Estado com vista à manutenção da ordem. Os textos aqui reunidos abordam dois elementos essenciais à definição desse espaço: a codificação penal e a vítima, esta última desvalorizada no discurso oficial oitocentista sobre a criminalidade, mas fundamental para a compreensão da relação entre Estado e indivíduo. A secção seguinte centra-se na figura do criminoso enquanto sujeito social e objecto de construção discursiva, nomeadamente jurídica, estatística e científica. Ainda que em âmbitos diversos, os dois textos apresentados colocam em evidência a relação de mútua influência entre a formação das políticas criminais e as representações (sociais, médicas e dos agentes penais) do “criminoso”. Por fim, na terceira secção, analisam-se algumas questões relativas à actividade policial. Merecedoras de particular relevo são as relações entre o poder central e os poderes locais, configuradas num novo projecto de “administração” (ou de governabilidade) das populações; a gestão dos problemas da desordem e do crime em centros urbanos de cada vez maior dimensão e complexidade; e a mutação dos paradigmas de actuação policial e sua articulação com a dinâmica dos regimes políticos.

    19.99
  • As Ideias e os Números

    A relação entre as ideias, as práticas dos indivíduos e a cultura dos números é precisamente o tema deste livro que aborda a investigação policial e a situação dos criminosos, as teorias científicas e a aprendizagem dos alunos nas escolas, as lutas operárias e as reformas do Estado, a propaganda política e da estatística.

    15.90
  • A História da Energia. Portugal 1890-1980

    A história do consumo de energia, na vertente do impacto económico e na vertente da transformação dos modos de vida é o tema deste livro. A vida moderna é aqui descrita como um tempo de espanto e banalização onde se assiste a uma explosão de interesse e à criação de sentido com o aparecimento de uma novidade tecnológica, seguida pela passagem para a quase invisibilidade e para trivialização à medida que ela se torna comum: a trajectória histórica da energia é deste modo semelhante a um “big-bang” com um momento inicial forte, que deixa todos atónitos, e uma transição rápida para o domínio das coisas em que ninguém repara, de tal modo estão impregnadas nos automatismos do quotidiano. Acender a luz, atender o telefone, ligar o aparelho de música foram gestos heróicos que se tornaram gestos banais. A obra está organizada em sete capítulos: ciclos de desenvolvimento energéticos, políticas públicas, consumo familiar, consumo industrial, telegrafia e telecomunicações, iluminação pública, gravação sonora e telegrafia sem fios.

    14.84
  • Nós, os Ciganos e os Outros

    A intolerância, a incomunicabilidade e aconflitualidade estão geralmente presentes nas relações entre ciganos e sociedade maioritária, procura-se com este livro contribuir para um melhor e mais amplo conhecimento sobre os ciganos co-presentes na sociedade portuguesa. Este estudo pretende ser antes de mais, um contributo para colmatar as distâncias e o desconhecimento mútuo que existe entre ciganos e não ciganos. É neste vazio e ignorância recíprocas que se inscreve a formação de imagens totalizantes e estereótipos relativamente a uns e a outros, sobretudo por parte da maioria relativamente à minoria. Neste livro aborda-se o grupo étnico cigano na fronteira de vários domínios disciplinares, privilegiando-se uma anális qualitativa e transgressora de fronteiras científicas, com incidência nas questões da identidade e etnicidade cigana. Esta pesquisa foi realizada no âmbito do mestrado em Sociologia “Poder Local, Desenvolvimento e Mudança Social” da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

    19.12