Esquerda e Direita. Uma dicotomia que faz sentido?

Esquerda e Direita. Uma dicotomia que faz sentido?

Com o prefácio de António Vitorino e Pedro Santana Lopes, ‘Esquerda e Direita em Portugal’ chegou às livrarias esta quarta-feira. A dicotomia será ainda uma dicotomia que se impõe?

Esquerda e Direita. Quem fala de política em Portugal tem sempre presentes estes dois termos. A dicotomia ideológica é não só alimentada pela comunicação social como pelos agentes políticos.

Mas fará ainda sentido o uso desta metáfora para a compreensão da política? São muitos os que a tem contestado. Luís Reto e Jorge de Sá respondem à questão, num livro que chegou às livrarias esta quarta-feira.

‘Esquerda e Direita em Portugal – Consensos, Divergências e Antagonismos’, da editora Livros Horizonte, resulta de um estudo feito em dois tempos distintos. As respostas de inquiridos em 1999 e em 2013 foram comparadas tendo em vista uma resposta a esta contestação.

O que os resultados comprovam é que os eleitores continuam a posicionar-se facilmente em cada um dos lados, tanto em Portugal como na Europa. De destacar é, ainda, o deslocamento dos eleitores para um posicionamento mais ao Centro e à Direita.

‘Esquerda e Direita em Portugal – Consensos, Divergências e Antagonismos’ conta com o prefácio de António Vitorino e Pedro Santana Lopes.

“Todos os que de alguma forma participam no espaço público utilizam recorrentemente esta dicotomia como forma de mapear os espaços políticos nacionais e transnacionais”, escreve António Vitorino, referindo-se a uma “muleta” de que a maioria não prescinde.

“Continuam por solidificar as novas ideologias. As novas Direita e Esquerda assentam mais em novos pragmatismos e não há ainda novos fundamentos filosóficos ou novas tendências ideológicas”, acrescenta Santana Lopes.

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