Horizonte Universitário

  • A Conservação Urbana e Territorial Integrada

    Esta obra destaca-se claramente de tudo o que já foi publicado em Portugal sobre o tema da reabilitação urbana, não só pelo seu carácter assumidamente interdisciplinar e equidistante, mas também por se desviar do discurso laudatório tão habitual em publicações com a mesma temática. Neste livro, estamos não só perante um conjunto de análises críticas a diversas intervenções – levadas a cabo nas últimas três décadas em centros históricos portugueses, com especial ênfase nos casos do Porto e de Gaia –, mas também perante propostas capazes de abrir novos horizontes. Os autores, Francisco Queiroz e Ana Margarida Portela, depois de apontarem os pontos fortes e os pontos fracos dessas intervenções, assim como os resultados obtidos e alguns dos seus efeitos colaterais, propõem novas perspectivas sobre a reabilitação integrada de centros históricos, constituindo-se assim a primeira obra publicada em Portugal dentro do espírito da Integrated Territorial and Urban Conservation do ICCROM.

    20.14€
  • Poder e Iconografia no Antigo Egipto

    Numa sociedade como a do antigo Egipto, aliás, como actualmente, o impulso do poder é particularmente notório nas elites. A realeza egípcia de todas as épocas procurou sempre influenciar a sociedade no sentido de garantir a sua supremacia, para o que desenvolveu e aplicou ao longo dos séculos uma tipologia mais ou menos rígida de práticas e ritos para alcançar esse pretendido efeito. Na época dos Ptolomeus, as suas representações, as suas pinturas e os seus baixos-relevos pretenderam, de igual forma, impor concepções e práticas de poder. Utilizando um vocabulário artístico-iconográfico milenar, os Ptolomeus reivindicaram o antigo prestígio da noção de faraó através de atitudes político-ideológicas de total identificação e assunção dos dogmas, rituais e emblemas egípcios mais ortodoxos. A sua iconografia carrega uma indisfarçável carga ideológica e propagandística.

    19.08€
  • A Rua – espaço, tempo, sociabilidade

    A rua como lugar estratégico para a observação da vida urbana é o tema central deste livro. A proposta é: procurar diferentes aproximações a esta realidade complexa a partir do olhar da antropologia, da história, da sociologia e da arquitectura, em contextos geográficos e temporais distintos. A rua condensa e viabiliza todo um imaginário feito de discursos e imagens, de memórias e emoções, que atravessam e elaboram simbolicamente a cidade naquilo que ela tem de mais original. Espaço, tempo e sociabilidade são três tópicos da presente colectânea. Na Paris popular oitocentista, nos actuais campos de refugiados ou na Lisboa dos séculos XIX e XX, vamos ao encontro do lugar da rua.

    15.09€
  • As Multiplas Faces da História

    Este livro é constituído por uma série de ensaios que andavam dispersos, escritos ao longo de mais de vinte anos de investigação. As reflexões sobre o método histórico e as análises do pensamento de historiadores e cientistas sociais articulam-se, em As Múltiplas Faces da História, com um trabalho de questionamento das cinco áreas pelas quais o autor tem dividido o seu labor de historiador: a cultura política do período moderno; a história da cultura escrita; a expansão europeia e a história do colonialismo numa perspectiva globalizante; o trabalho de análise da historiografia e a história das ciências sociais; e a sociologia da literatura e da leitura. Trata-se de um panorama amplo e diversificado onde os diversos modos de fazer e escrever história são objecto de uma permanente vigilância crítica e reflexiva.

    30.18€
  • Burocracia, Estado e Território

    Ao longo do séc. XIX, os estados europeus conheceram uma enorme expansão e especialização das suas capacidades administrativas. Essa dinâmica de crescimento e modernização do Estado compreendeu dois grandes processos. Por um lado, a centralização do poder político e administrativo, que implicou o esvaziamento de toda uma constelação de poderes concorrentes, tanto periféricos como intermédios. Por outro, a crescente racionalização burocrática das estruturas e meios de administração. Desse duplo movimento resultou a estruturação inédita de um espaço político nacional e uma eficácia de actuação também ela nova. Uma obra coordenada por Pedro Tavares de Almeida e Rui Miguel C. Branco. Pedro Tavares de Almeida (n. 1956) é Professor da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É autor de Eleições e Caciquismo no Portugal Oitocentista, 1868-1890 (1991), Legislação Eleitoral Portuguesa, 1820-1926 (1998) e A Construção do Estado Liberal (tese de doutoramento). É também um dos responsáveis pela coordenação do Dicionário Biográfico Parlamentar (1834-1910) e um dos organizadores de Who Governs Southern Europe? Regime Change and Ministerial Recruitment, 1850-2000. É actualmente o coordenador da colecção “Estudos Políticos”, editada pelos Livros Horizonte. Rui Miguel Carvalhinho Branco nasceu em Lisboa, em 1973. Concluiu a licenciatura em Sociologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, em 1995, e o Mestrado em Economia e Sociologia Históricas (séculos XV a XX) na mesma Universidade, em 1999. Tem centrado a sua atenção na História de Portugal no período contemporâneo, sobretudo nos domínios da História do Estado e da Administração, História da Cartografia e História da Ciência e Tecnologia. Fez a sua dissertação de doutoramento no Instituto Universitário Europeu, em Florença, com um estudo que, partindo das políticas cartográficas, metrológicas e de recenseamento, procura compreender melhor a consolidação e funcionamento da maquinaria do Estado português no processo de se tornar moderno.

    19.99€
  • Estudos de Egiptologia

    18.66€
  • Lei e Ordem no Liberalismo em Portugal

    A partir das ideias-chave de lei e de ordem (no duplo sentido de ordem-modelo e de forças da ordem) é possível traçar um dos arcos que definem o campo penal – aquele que vai da criação das normas penais e policiais ao exercício da força que estas solicitam. Os textos que constituem este livro inscrevem-se precisamente no arco temático assim definido, encontrando-se agrupados em três secções. Na primeira, é focado o problema da construção conceptual e normativa de um espaço legítimo de actuação coerciva do Estado com vista à manutenção da ordem. Os textos aqui reunidos abordam dois elementos essenciais à definição desse espaço: a codificação penal e a vítima, esta última desvalorizada no discurso oficial oitocentista sobre a criminalidade, mas fundamental para a compreensão da relação entre Estado e indivíduo. A secção seguinte centra-se na figura do criminoso enquanto sujeito social e objecto de construção discursiva, nomeadamente jurídica, estatística e científica. Ainda que em âmbitos diversos, os dois textos apresentados colocam em evidência a relação de mútua influência entre a formação das políticas criminais e as representações (sociais, médicas e dos agentes penais) do “criminoso”. Por fim, na terceira secção, analisam-se algumas questões relativas à actividade policial. Merecedoras de particular relevo são as relações entre o poder central e os poderes locais, configuradas num novo projecto de “administração” (ou de governabilidade) das populações; a gestão dos problemas da desordem e do crime em centros urbanos de cada vez maior dimensão e complexidade; e a mutação dos paradigmas de actuação policial e sua articulação com a dinâmica dos regimes políticos.

    19.99€
  • As Ideias e os Números

    A relação entre as ideias, as práticas dos indivíduos e a cultura dos números é precisamente o tema deste livro que aborda a investigação policial e a situação dos criminosos, as teorias científicas e a aprendizagem dos alunos nas escolas, as lutas operárias e as reformas do Estado, a propaganda política e da estatística.

    15.90€
  • A História da Energia. Portugal 1890-1980

    A história do consumo de energia, na vertente do impacto económico e na vertente da transformação dos modos de vida é o tema deste livro. A vida moderna é aqui descrita como um tempo de espanto e banalização onde se assiste a uma explosão de interesse e à criação de sentido com o aparecimento de uma novidade tecnológica, seguida pela passagem para a quase invisibilidade e para trivialização à medida que ela se torna comum: a trajectória histórica da energia é deste modo semelhante a um “big-bang” com um momento inicial forte, que deixa todos atónitos, e uma transição rápida para o domínio das coisas em que ninguém repara, de tal modo estão impregnadas nos automatismos do quotidiano. Acender a luz, atender o telefone, ligar o aparelho de música foram gestos heróicos que se tornaram gestos banais. A obra está organizada em sete capítulos: ciclos de desenvolvimento energéticos, políticas públicas, consumo familiar, consumo industrial, telegrafia e telecomunicações, iluminação pública, gravação sonora e telegrafia sem fios.

    14.84€
  • Nós, os Ciganos e os Outros

    A intolerância, a incomunicabilidade e aconflitualidade estão geralmente presentes nas relações entre ciganos e sociedade maioritária, procura-se com este livro contribuir para um melhor e mais amplo conhecimento sobre os ciganos co-presentes na sociedade portuguesa. Este estudo pretende ser antes de mais, um contributo para colmatar as distâncias e o desconhecimento mútuo que existe entre ciganos e não ciganos. É neste vazio e ignorância recíprocas que se inscreve a formação de imagens totalizantes e estereótipos relativamente a uns e a outros, sobretudo por parte da maioria relativamente à minoria. Neste livro aborda-se o grupo étnico cigano na fronteira de vários domínios disciplinares, privilegiando-se uma anális qualitativa e transgressora de fronteiras científicas, com incidência nas questões da identidade e etnicidade cigana. Esta pesquisa foi realizada no âmbito do mestrado em Sociologia “Poder Local, Desenvolvimento e Mudança Social” da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

    19.12€
  • Crime e Castigo no Liberalismo em Portugal

    No Portugal do século XIX, os modos legítimos de punir surgiram como questão governativa de primeiro plano. Em nome de ideais de regeneração social, civilização e modernidade, foram importados modelos prisionais e desenvolvidas ciências para estudar o crime, o criminoso e o castigo. Instituições e saberes convergiram no sentido de dotar o país de um sistema penitenciário moderno, próprio do que se entendia ser uma nação «civilizada». Nas suas formas históricas, esse programa desenhou um trajecto de reformas – penais e prisionais – que, apesar da diversidade dos seus graus de aplicação, deixaram marcas na história portuguesa. Este livro trata precisamente dessas marcas, visíveis quer nos conceitos e formas de pensar o acto criminoso (a culpa, as causas do crime, a personalidade do delinquente) e o papel do Estado na construção da ordem social (as funções do castigo), quer nas modificações institucionais efectivamente produzidas. Nesse sentido, são observados os momentos cruciais da história penal oitocentista: do movimento de reforma das prisões, impulsionado pela revolução liberal de 1820, aos gorados projectos penitenciários das décadas de 1830 e 1840; do primeiro código penal português, em 1852, à abolição da pena de morte e simultânea criação do sistema penitenciário, em1867. Conclui-se com uma análise da difusão do positivismo jurídico e criminológico em Portugal, já na década de 1880.

    15.93€
  • A Expressão Dramática – à procura de percursos

    Este livro apresenta uma série de estudos desenvolvidos em aulas de Expressão Dramática dos Cursos de Formação de Educadores de Infância e Professores do 1.º ciclo do Ensino Básico. Subjazem à prática docente da autora alguns pressupostos da abordagem preconizada pelo movimento da Educação pela Arte, que valoriza como objecto e objectivo primazes o desenvolvimento da pessoa, através da criação de situações de expressão dos seus sentimentos, ideias e valores. A autora defende, no entanto, que esses espaços e tempos, só poderão ser consubstanciados se for proporcionada também a aprendizagem de saberes e competências das diferentes expressões artísticas e suas linguagens. Esta assunção permite apelidar esta abordagem de Educação Artística, terminologia utilizada neste livro. A opção didáctica conteúdal adoptada nestas aulas não se confina à exploração de saberes e competências tradicionalmente adstritas ao Teatro, onde o texto e a sua representação ocupam um espaço privilegiado. Quando falamos de Expressões Artísticas, ou em Expressão Dramática, estamos a convocar não apenas esta última, mas também a Expressão Musical, e a Dança Criativa. A Expressão Dramática – à procura de percursos, desenvolve temáticas tais como: os momentos do processo de criação dramática; os elementos relacionais e artísticos no processo de criação dramática; os perfis de envolvimento dos alunos no processo de criação dramática; a diversidade na criação dramática; o trajecto reflexivo e decisório do professor e dos alunos e trajectos didácticos a partir de um texto narrativo, de um fenómeno científico e de imagens. As fontes de informação foram variadas, das quais é de salientar os diários individuais dos alunos, as discussões grupais, videogravações das aulas e os portfolios.

    12.92€
  • Aprender a Ser Homem. Construindo masculinidades

    O que é e como se exprime a masculinidade dominante? Será esta masculinidade um atributo fixo, comum a todos os indivíduos do sexo masculino, ou algo que está para além deles, porque socialmente construído, e que enforma práticas institucionais e culturas organizacionais? Quais as consequências deste modo de ser homem, inscrito na cultura, para a sociedade, os próprios homens e os outros, homens e mulheres, que com eles se relacionam? Este livro procura responder a estas perguntas através de um conjunto de estudos recentes efectuados, em Portugal, por investigadores de formações diversas, que se inspiraram nos actuais modelos de análise da(s) masculinidade(s), em particular no âmbito da sociologia e da psicologia social. Para além de contribuir para o desenvolvimento do conhecimento científico neste domínio, este livro constitui um instrumento útil para estudantes e investigadores das ciências sociais, em geral, assim como para professores, técnicos de saúde e decisores políticos.

    21.20€
  • Outros Trópicos. Novos destinos turísticos, novos terrenos da antropologia

    Este é um livro acerca de Turismo e de Antropologia. Desalinhados de Levi-Strauss, que abre o seu Tristes Trópicos com desdém pela viagem e pelos exploradores, antropólogos e outros cientistas sociais empenham-se aqui em demonstrar que os lugares turísticos podem ser terrenos férteis para a compreensão das culturas. Ao visitar destinos turísticos tão diversificados como as estâncias balneares marroquinas ou os locais de passeio domingueiro no Brasil, ao acompanhar encontros culturalmente tão eloquentes como aqueles que se estabelecem entre hospedeiros e antro-pólogos em Alte ou entre turistas, intelectuais e os media em Podence, ao analisar formas de consumo aparentemente tão distintas como as implicadas no termalismo de S.Pedro do Sul ou na gastronomia de Sintra, a destreza etnográfica atesta a eficácia da Antropologia para a análise dos novos lugares criados pelo turismo ao mesmo tempo que exibe uma disciplina sedutora e descomplexada que aceita os desafios da contemporaneidade e da interdisciplinaridade. Não é de crer que o turismo, pelo menos nas suas formas mais comuns, sirva, por si só, como por vezes candidamente se supõe, para a compreensão e o «diálogo entre as culturas». A análise das interacções turísticas empreendida pela antropologia pode, no entanto, contribuir para o esclarecimento de tensões entre comunidades imaginadas perante os efeitos da globalização.

    19.93€
  • Diálogos com Eça no Novo Milénio

    O colóquio “Diálogos com Eça no Novo Milénio”, de que agora se editam as respectivas Actas, teve lugar no Palácio Fronteira em Lisboa, a 30 de Maio de 2001, e realizou-se com o propósito de assinalar dois momentos significativos: o primeiro centenário da morte de Eça de Queiroz, ocorrida em 16 de Agosto de 1900, e o centenário da primeira edição de A Cidade e as Serras, obra póstuma só publicada em 1901. Fruto da iniciativa dos seus três organizadores, Ana Nascimento Piedade, Ana Isabel Vasconcelos e A. Campos Matos, este colóquio contou com a participação de nomes prestigiados dos estudos queirozianos e da crítica portuguesa. Tendo como objectivo a promoção de diálogos entre os conferencistas e os comentadores que nele participaram, optou-se por uma temática livre, entendendo que seria uma sugestiva forma de alargar o interesse do colóquio a especialistas e a leigos e, por outro lado, de estimular uma interacção de perspectivas diversas, em torno da variedade temática do universo estético e literário queiroziano, que escapasse a toda a espécie de academismo. Através das interessantes intervenções produzidas, foi possível debater uma parte substancial da inesgotável diversidade e da flagrante actualidade que o multifacetado pensamento queiroziano persiste em nos oferecer.

    8.48€
  • Introdução à Mediologia

    Longe da sociologia dos media com a qual é por vezes confundida, a mediologia tem como objecto as interacções, passadas e presentes, entre técnica e cultura. Trata-se de confrontar, ou melhor, de reconciliar estes dois campos, tradicional e perigosamente, opostos. Reflexão sobre o vestígio, o arquivo e a memória, o inquérito mediológico – que pode ir da história antiga até à nossa, da escrita à Internet –, traz à luz do dia os efeitos simbólicos de inovações técnicas como as condições culturais dos avanços tecnológicos. Para que serve: para exaltar os imperativos da transmissão face às urgências da comunicação. Reabilitar a superioridade dos tempos longos, que em breve poderia vir a ser comprometida pela conquista obsessiva dos espaços, tornou-se um objectivo fundamental da civilização. A iniciativa mediológica, entre outras, pode contribuir para que tal aconteça. Um domínio de estudos emergente tem nesta obra a sua primeira actualização, acompanhada de uma retrospectiva crítica sobre os seus pressupostos e envolvências. Uma síntese introdutória e acessível, para uso dos estudiosos bem como de simples curiosos.

    24.23€

Estamos encerrados para férias de 7 a 18 de Agosto. As encomendas efectuadas nesse período serão expedidas a partir do dia 21 de Agosto.