Estudos Políticos

  • Autoritarismo e Democracia

    Esta primeira edição em Portugal dos ensaios de Juan Linz pretende ser representativa do seu percurso na ciência política. A sua investigação inicial sobre os movimentos e regimes autoritários levou-o a questionar os limites da dicotomia Democracia vs. Totalitarismo, dominante desde a Segunda Guerra Mundial na classificação dos regimes políticos. Inspirado no seu profundo conhecimento sobre o regime franquista, Linz publicou em 1964 o artigo “Uma teoria do regime autoritário: o caso de Espanha”, que abre este livro. De longe o mais seminal dos seus artigos, foi aqui que ele formulou o conceito de “regime autoritário”, uma categoria que permitiu analisar a gigantesca maioria dos regimes que não eram nem totalitários nem democráticos.

    Esta obra chega-nos através de Pedro Tavares de Almeida, coordenador da nossa coleção de Estudos Políticos e Professor Catedrático na FCSH, Universidade Nova de Lisboa.

    23.90
  • Elites e Democracia

    Podemos definir as elites como as pessoas e os pequenos grupos que, em virtude das suas posições estratégicas em organizações poderosas, produzem ou influenciam as decisões políticas vitais. Neste sentido, as elites compõem-se não apenas de líderes prestigiados e “estabelecidos”, mas também, em graus variáveis consoante as sociedades, de líderes de organizações de massas e movimentos sociais. É uma pré-condição para a existência de qualquer democracia liberal a constituição de uma estrutura de interacção que ofereça a todas as elites, ou às mais importantes, o acesso às arenas centrais de decisão política.

    16.96
  • Estado-Nação e Migrações Internacionais

    Quais os desafios que as migrações internacionais colocam às sociedades democráticas? Num mundo cada vez mais interligado à escala global poderão os Estados nacionais perder relevância? Na presente colectânea, que reúne contributos de reputados especialistas das migrações, são abordados três aspectos essenciais. O primeiro prende-se com o impacto das políticas de inclusão das populações de origem migrante nas arquitecturas institucionais, pensadas para a acomodação de populações nacionais. O segundo refere-se à forma como os Estados reagem às dinâmicas transnacionais. Por último, são discutidas as noções conexas de soberania e de fronteira, num contexto em que o controlo dos fluxos transfronteiriços é uma tarefa cada vez mais complexa.

    19.61
  • Representação Politica

    A questão da representação é a questão do poder na sua configuração moderna. Associada à democracia, a representação apresenta-se como efectivação da soberania popular. A história, porém, mostra que os representantes foram sempre suspeitos de ignorar os representados e chamar a si a soberania. De alguma forma, a história da representação nunca deixou de ser a história da «crise da representação». Como explicar um tal paradoxo? Burke, Sieyes, Lukács, Kelsen e Schmitt escreveram, a este propósito, páginas que entretanto se tornaram clássicas. É esse conjunto de textos, indispensável para pensar uma das questões políticas mais actuais, que fica, a partir de agora, disponível em português. Índice Diogo Pires Aurélio, O que representam os representantes do povo Edmund Burke, Discurso sobre a reforma da representação na Câmara dos Comuns Emmanuel Joseph Sieyes, Observações sobre os meios de execuçãode que poderão dispor os representantes da França em 1789 György Lukács, A questão do parlamentarismo Hans Kelsen, O problema do parlamentarismo Carl Schmitt, Democracia e parlamentarismo

    18.02
  • Democracia, Partidos e Elites Políticas

    Democracia, Partidos e Elites Políticas é uma obra fundamental para compreender a relação entre a classe política, os indivíduos concretos que a compõem, e as instituições da democracia. As análises específicas do caso italiano e dos seus intricados problemas, assim como as investigações comparativas mais amplas, que se encontram nesta obra conduzem-nos através de investigação rigorosa e fascinante a um dos assuntos mais pertinentes dos estudos políticos: saber como mudam, por efeito da crescente integração europeia, as condições políticas em que operam as elites democráticas dos países membros. O autor coloca neste livro a questão: “Devemos privilegiar o ponto de vista dos actores individuais, com as suas características pessoais, os seus interesses e opiniões, os recursos de que dispõem e as motivações que orientam as suas acções, ou, pelo contrário, o ponto de vista das instituições, entendidas como sistemas complexos de normas e de papéis, de constrangimentos e de expectativas, dotadas de um ethos específico, que condicionam os indivíduos que dela fazem parte?”. A obra está dividida em duas partes. Na primeira parte o autor oferece instrumentos para repensar as definições de partido e de governo. É feita uma abordagem inédita sobre a complexidade do governo e dos partidos e aborda um tema tão interessante quanto polémico: a profissão de ministro na Europa Ocidental. Na segunda parte, somos colocados perante a realidade italiana, tanto naquilo que tem de específico, como de paradigmático e universal: a unificação das elites e a consolidação da democracia em Itália (uma perspectiva histórica); a crise de partidos à italiana; Elites, políticas internacionais e a construção da polis europeia – o caso italiano em perspectiva comparada. MAURIZIO COTTA (n. 1947), professor de Ciência Política e director do Centro Interdipartimentale di Ricerca sul Cambiamento Politico da Universidade de Siena, é co-autor de Il sistema politico italiano (2008) e um dos coordenadores de Parliamentary Representatives in Europe, 1848-2000 (2000) e de Democratic Representation in Europe: Diversity, Change and Convergence (2007).

    23.32
  • Os Sistemas Eleitorais: o contexto faz a diferença

    “Os Sistemas Eleitorais: o contexto faz a diferença “apresenta, define e debate os diversos sistemas eleitorais, as suas vantagens e desvantagens. Com este livro ficamos a par da actualidade relativamente às reformas dos sistemas na maioria dos países ocidentais. A obra apresenta estudos detalhados acerca das tendências internacionais e a sua evolução em diversos países, incluindo Portugal. Imprescindível para compreender a actualidade. Dieter Nohlen é professor emérito de Ciência Política da Universidade de Heidelberg (Alemanha). Galardoado com o Prémio de Investigação Max-Planck (1991) e autor de vasta bibliografia, dirigiu recentemente as obras Diccionario de Ciencia Politica (2006) e Elections in Europe (2007).

    14.63
  • Múltiplas Modernidades. Ensaios

    A modernidade estendeu-se de facto à maior parte do mundo. Mas, em vez de constituir um padrão institucional único, uma única civilização moderna, deu lugar ao desenvolvimento de várias civilizações modernas ou padrões civilizacionais, em constante mutação. Depois de enquadrar o problema das múltiplas modernidades contemporâneas, o livro faz uma resenha histórica sobre as primeiras modernidades; sobre as identidades colectivas e sobre a esfera pública e a ordem política na pluralidade dos países do continente americano. A obra detém-se na explanação do conceito “As Modernidades em Reverso”; relata os aspectos da estruturação social e do Protesto nas sociedades modernas (sobre onde estão os limites e onde existe convergência). Para terminar, a obra desenvolve magistralmente os pontos fundamentais acerca da transformação e da transposição das múltiplas modernidades na era da globalização. Shmuel Noah Eisenstadt é professor de Sociologia na Universidade Hebraica de Jerusalém. Foi galardoado com prestigiados prémios internacionais a área das ciências sociais e humanas. Das suas obras traduzidas para português destaca-se A Dinâmica das Civilizações. Tradição e Modernidade.,

    14.63