Amigos de Lisboa

  • A Bemposta – O “Paço da Rainha”

    O estudo que hoje se publica serve para trazer a lume um dos edifícios mais significativos da Lisboa barroca anterior a D. João V – o Paço da Bemposta. Dois nomes principais se ligam a esta construção – o arquitecto João Antunes (1643-1712) e o arquitecto da Casa do Infantado, Manuel Caetano de Sousa (1742-1802), responsável pela capela. Foi este palácio, possivelmente projectado em finais de Seiscentos e terminado nos primeiros anos de Setecentos, que Luís Moita estudou e sobre o qual deixou os registos daquilo que conseguiu investigar. A pormenorização de Luís Moita revela um carácter rigoroso de investigação, de curiosidade e de preocupação em dar a saber aos outros as diversas leituras possíveis, como acontece nas 10 cenas do Êxodo em que aplica o Livro do Velho Testamento, com referências para os capítulos e versículos, onde, modernamente, a Banda Desenhada não faria melhor. A investigação é agora completada pelo estudo realizado pelo Dr. Dagoberto Markl, historiador de arte e técnico do Museu Nacional de Arte Antiga, que nos identifica, pela primeira vez, duas peças oriundas da Bemposta e que se encontram neste museu, que Luís Moita descreve como sendo: Fonte da Vida, de Holbein-o-Velho e Custódia atribuída a Ludwig (arquitecto de Mafra).

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  • Alfredo Guisado, Cidadão de Lisboa

    “Em Lisboa, a 30 de Outubro de 1891, nasceu Alfredo Pedro Guisado, filho de pais galegos. Em Lisboa publicou os seus primeiros versos, aderiu ao movimento modernista Orpheu, revelando-se um dos seus principais poetas na opinião de Mário de Sá Carneiro. Em Lisboa desempenhou […] cargos políticos do maior significado: deputado, governador civil e vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa. , Em Lisboa defendeu a democracia contra a ditadura, lutando e escrevendo como jornalista e director do República. Em Lisboa morreu a 30 de Novembro de 1975, não sem que antes tenha visto a queda do regime, o que lhe deu uma profunda alegria […]” Carlos Consiglieri Este livro antologia o melhor da poesia de Alfredo Guisado, cidadão exemplar e poeta de mérito que, em vida, nunca se preocupou com a publicação da sua obra poética. Tempo de Orpheu (1915-1918), inclui sonetos como “Cair da Tarde” que são, na opinião de Urbano Tavares Rodrigues: “… autênticas obras-primas, dentro da. corrente simbolista e da sua estética.”. Xente d’Aldea, escrito na língua materna de Guisado, o Galego, e publicado pela primeira vez em 1921, é um livro no qual, segundo Eloísa Alvarez, “… o poeta responde ao apelo de umas raízes que aninhava na alma, […] um livro que é uma confissão de amor à terra, à cultura, à sentida voz do povo galego.”

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