Dez jovens de diferentes nacionalidades, etnias e culturas, formam um grupo de amigos, como resultado das suas opções em defesa dos direitos humanos. Essa união será ainda reforçada, pelo desejo de aprender e pela força mágica transmitida por um mensageiro misterioso: Ami Fron Pat… Os jovens terão que combinar as suas faculdades pessoais e do grupo numa série de desafios e situações misteriosas. Como intervir, como actuar efectivamente, promovendo uma renovação no sentido de resolver os problemas socioambientais que põem em causa o futuro do planeta e da humanidade?
Embora imaginárias, estas aventuras tratam de problemas tão reais e actuais quanto urgentes. Têm por isso o efeito colateral de despertar o leitor para questões graves da actualidade. Perpassa a obra um apelo à construção de visões críticas do mundo e a debates sobre saberes, atitudes e valores. E o resultado é que o leitor é transportado para realidades ainda mais surpreendentes do que as melhores ficções.
Popularizar a ciência, estimular o diálogo, aprender a conviver com a diferença, discutir ambivalências éticas ligadas a interacções Ciência/Tecnologia/Sociedade (CTS) – de forma lúdica, divertida, rigorosa e viva –, são algumas das linhas de força deste livro, que promete ser uma referência para a literatura juvenil e um instrumento pedagógico para professores, pais ou outros educadores, que em situações escolares e não escolares procurem apoio para tratar questões actuais transversais aos currículos e à vida. Estes encontrarão aqui múltiplas temáticas/problemáticas transdisciplinares, transnacionais, transculturais e transcivilizacionais, tratadas numa perspectiva de "aprendizagem ao longo da vida".
A própria leitura da obra já implica participação. É o leitor quem decide os itinerários de leitura segundo as aventuras, os seus saberes e valores.
Esta obra tem ainda a particularidade de estar vocacionada para ser explorada em cursos de formação inicial e continua de professores. A sua concepção resultou de um projecto luso-brasileiro transdisciplinar das autoras: Maria Eduarda Vaz Moniz dos Santos (portuguesa, doutorada em Educação pela Universidade de Lisboa) e Denise de Freitas (brasileira, doutorada em Educação pela Universidade de São Paulo). Daí que a sua construção se baseie em dados de investigação fundamentados na obra das autoras. Dessa obra destacamos os seguintes livros da autoria de Maria Eduarda Vaz Moniz dos Santos:
Mudança conceptual na sala de aula – Um desafio pedagógico (2ª Ed.). Livros Horizonte (1998).
Área Escola/Escola. Desafios interdisciplinares. Livros Horizonte (1994).
Desafios pedagógicos para o século XXI. Suas raízes em fontes de mudança de natureza científica, tecnológica e social. Livros Horizonte (1999).
A cidadania na “voz” dos manuais escolares. O que temos? O que queremos?. Livros Horizonte (2001).
Que Educação? Para que Cidadania? Em que Escola? (Tomo I: Que Educação?). Santos-Edu (2005).
Que Educação? Para que Cidadania? Em que Escola? (Tomo II: Que Cidadania?). Santos-Edu (2005