O Cometa – Uma aventura impossível

O Cometa – Uma aventura impossível

Skywalker, o herói da Guerra das Estrelas, navega pelo espaço à velocidade da luz, numa nave automatizada cujo computador lhe fornece o luxo de um hotel de cinco estrelas, lhe programa sem erro as rotas desconhecidas e lhe coloca os inimigos na mira de armas “laser”. Pelo contrário, num passado longínquo bem real, sem petróleo, electricidade ou energia nuclear, Bartolomeu Dias navegou quase dois anos por abismos de água nunca antes percorridos, no calor tórrido do Verão ou contra os ventos gélidos do Inverno, nessa minúscula arca malcheirosa e infestada de parasitas, feita de madeira, ferro, cordas, pano e sofrimento que era a “caravela de descobrir”, movida unicamente pela força do vento e o sonho de um homem. Comunicando com os outros dois barcos da sua minúscula armada por sinais de fogo, fumo ou tiros de bombarda, bebeu água salobra e comeu muitas vezes carne apodrecida, cheia de vermes. Singrou os mares quase às cegas (não era possível calcular a longitude), marcando as novas latitudes com astrolábios, balestilhas, quadrantes, ampulhetas e bússolas canhestras; sem outras armas de fogo (ainda por inventar) para além das bombardas na caravela, combateu os seus inimigos – animais monstruosos e raças de gentes para ele mais alienígenas do que extraterrestres –, com espada, punhal, lança e virotões de besta. Bartolomeu Dias surgiu e passou tal como o Cometa – uma seta a indicar o caminho, um rasto luminoso, uma memória breve de registos incompletos –, conhecido de poucos e ignorado por quase todos. Maior do que Vasco da Gama ou Pedro Álvares Cabral, ele foi o menos celebrado, talvez por a coragem e o valor serem virtudes silenciosas e os verdadeiros Super-Homens gostarem de se esconder sob uma aparência modesta.

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Descrição

Skywalker, o herói da Guerra das Estrelas, navega pelo espaço à velocidade da luz, numa nave automatizada cujo computador lhe fornece o luxo de um hotel de cinco estrelas, lhe programa sem erro as rotas desconhecidas e lhe coloca os inimigos na mira de armas “laser”. Pelo contrário, num passado longínquo bem real, sem petróleo, electricidade ou energia nuclear, Bartolomeu Dias navegou quase dois anos por abismos de água nunca antes percorridos, no calor tórrido do Verão ou contra os ventos gélidos do Inverno, nessa minúscula arca malcheirosa e infestada de parasitas, feita de madeira, ferro, cordas, pano e sofrimento que era a “caravela de descobrir”, movida unicamente pela força do vento e o sonho de um homem. Comunicando com os outros dois barcos da sua minúscula armada por sinais de fogo, fumo ou tiros de bombarda, bebeu água salobra e comeu muitas vezes carne apodrecida, cheia de vermes. Singrou os mares quase às cegas (não era possível calcular a longitude), marcando as novas latitudes com astrolábios, balestilhas, quadrantes, ampulhetas e bússolas canhestras; sem outras armas de fogo (ainda por inventar) para além das bombardas na caravela, combateu os seus inimigos – animais monstruosos e raças de gentes para ele mais alienígenas do que extraterrestres –, com espada, punhal, lança e virotões de besta. Bartolomeu Dias surgiu e passou tal como o Cometa – uma seta a indicar o caminho, um rasto luminoso, uma memória breve de registos incompletos –, conhecido de poucos e ignorado por quase todos. Maior do que Vasco da Gama ou Pedro Álvares Cabral, ele foi o menos celebrado, talvez por a coragem e o valor serem virtudes silenciosas e os verdadeiros Super-Homens gostarem de se esconder sob uma aparência modesta.

Informação adicional

Weight 0.264 kg
Dimensions 14 x 21 cm