Identidades, Media e Política

Identidades, Media e Política

A reflexão sobre o tema da “identidade” está muito ligada à crítica do sujeito feita nas últimas décadas. Há, com efeito, factores fundamentais que descentram a noção de nós próprios, sendo a articulação das “políticas de identidade” a face visível de uma crescente mudança nas condições da nossa formação. A partir da constatação da fragmentação do sujeito político e do crescimento de movimentos sociais heterogéneos, este livro procura repensar a acção em relação a novas formas de subjectividade e a questões de justiça social. Para isso, os termos “identidade”, “comunidade” e “comunicação” são explorados como vectores de um nexo conceptual de contornos fluidos que definem o espaço de análise como intercepção das respectivas problemáticas, articuladas numa rede de partilha de valores, práticas e significados. Como resultado desta exploração, a “identidade” adquire, para além da sua vertente sociológica, uma dimensão política e comunicacional – assumindo-se simultaneamente como processo e resultado de formas de pensar e agir sobre si e sobre os outros num campo de acção coordenada. O feminismo como “política de identidade” ocupa, ao longo desta discussão, um importante papel. Tendo as ideias de “indivíduo” e “comunidade” ressurgido nos últimos anos, esta obra procura ainda explorar as diversas dimensões que as atravessam, pela discussão habitualmente conhecida como o debate entre comunitários e liberais. Como “terceira via” a esse debate, e seguindo uma perspectiva habermasiana, o trabalho defende que é possível solucionar os conflitos de uma forma justa, por meio do diálogo, propondo um cidadão cuja identidade é ancorada na experiência de comunicação democrática, em instituições e comunidades discursivas ou dialógicas. No centro da discussão estará uma legitimidade sustentada por razões articuladas livre e equitativamente, base de uma intersubjectividade colectivista e autónoma. Face ao pluralismo de identidades, defende-se, é no espaço público que resolvemos as nossas disputas morais, políticas e sociais. O livro procura, assim, explorar algumas das complexidades deste espaço público, nomeadamente pela centralidade dos media neste mesmo espaço.

21.20

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Descrição

A reflexão sobre o tema da “identidade” está muito ligada à crítica do sujeito feita nas últimas décadas. Há, com efeito, factores fundamentais que descentram a noção de nós próprios, sendo a articulação das “políticas de identidade” a face visível de uma crescente mudança nas condições da nossa formação. A partir da constatação da fragmentação do sujeito político e do crescimento de movimentos sociais heterogéneos, este livro procura repensar a acção em relação a novas formas de subjectividade e a questões de justiça social. Para isso, os termos “identidade”, “comunidade” e “comunicação” são explorados como vectores de um nexo conceptual de contornos fluidos que definem o espaço de análise como intercepção das respectivas problemáticas, articuladas numa rede de partilha de valores, práticas e significados. Como resultado desta exploração, a “identidade” adquire, para além da sua vertente sociológica, uma dimensão política e comunicacional – assumindo-se simultaneamente como processo e resultado de formas de pensar e agir sobre si e sobre os outros num campo de acção coordenada. O feminismo como “política de identidade” ocupa, ao longo desta discussão, um importante papel. Tendo as ideias de “indivíduo” e “comunidade” ressurgido nos últimos anos, esta obra procura ainda explorar as diversas dimensões que as atravessam, pela discussão habitualmente conhecida como o debate entre comunitários e liberais. Como “terceira via” a esse debate, e seguindo uma perspectiva habermasiana, o trabalho defende que é possível solucionar os conflitos de uma forma justa, por meio do diálogo, propondo um cidadão cuja identidade é ancorada na experiência de comunicação democrática, em instituições e comunidades discursivas ou dialógicas. No centro da discussão estará uma legitimidade sustentada por razões articuladas livre e equitativamente, base de uma intersubjectividade colectivista e autónoma. Face ao pluralismo de identidades, defende-se, é no espaço público que resolvemos as nossas disputas morais, políticas e sociais. O livro procura, assim, explorar algumas das complexidades deste espaço público, nomeadamente pela centralidade dos media neste mesmo espaço.

Informação adicional

Weight 0.59 kg
Dimensions 17 x 24 cm