
José-Augusto França (Tomar, 1922) - licenciado em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras de Lisboa em 1944, doutorado em História (1962) e em Letras e Ciências Humanas (1969) na Sorbonne. Entre 1947 e 1949 participou nas actividades do Grupo Surrealista de Lisboa, dirigiu a revista Unicórnio (1951-1956), a Galeria de Março (1952-1954) e o Dicionário da Pintura Universal (1959-1973). Foi Director da revista Colóquio/Artes (1971-1996) e de 1980 a 1986 dirigiu o Centro Cultural Português em Paris. Foi professor na Sociedade Nacional de Belas-Artes e na Universidade Nova de Lisboa, em que teve a seu cargo as cadeiras de História da Cultura e de História da Arte. É catedrático jubilado da Universidade Nova de Lisboa, membro da Academia das Ciências e antigo Presidente da Academia Nacional de Belas Artes. É membro honorário do Comité International d'Histoire de l'Art e antigo membro do Comité du Patrimoine Mondial (UNESCO). Enquanto crítico de arte e ensaísta publicou mais de 2000 artigos e obras de que se destaca O Romantismo em Portugal, A Arte em Portugal no século XIX, A Arte em Portugal no século XX, 100 quadros portugueses do século XX, Amadeo de Souza Cardoso, Situação da Pintura Ocidental, Dez Anos de Cinema, Charles Chaplin, o "Self Made Myth", Almada Negreiros, o Mestre sem Obra, O Modernismo na Arte Portuguesa.
Obra Olissipográfica Em 1967-1970, foi responsável pela classificação da área histórica de Lisboa a preservar e em 1992 foi-lhe atribuída a Medalha de Honra da Cidade. Programou o urso de Estudos Olisiponenses na Universidade Autónoma de Lisboa. É autor de importante obra olissipográfica iniciada em 1965 com Une Ville des Lumières: La Lisbonne de Pombal.
LISBOA, URBANISMO E ARQUITECTURA LISBOA 1898. ESTUDO DE FACTOS SOCIOCULTURAIS MONTE OLIVETE, MINHA ALDEIA O GRÉMIO LITERÁRIO 28 – CRÓNICA DE UM PERCURSO LISBOETAS NO SÉCULO XX |